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Acompanho futebol desde os meus 5 anos, mas só a partir da época 1997/98 passei a acompanhar a liga nacional e os clubes que não o meu de forma mais detalhada.

Curiosamente este meu desabrochar futebolístico de uma forma geral coincidiu com a época mais fértil ao nível de craques (ou nem por isso) para os lados da Luz. Foram épocas onde a dupla Damásio/Vale e Azevedo apostava forte em todas as aberturas e reaberturas de mercado em elementos em grande número que em vez de camisolas só conseguiam vender jornais.

Como já tinha referido no último artigo os artistas desta equipa dos horrores são escolhidos devido à sua capacidade técnica duvidosa (em alguns inexistente), aos valores que custaram, às expectativas com que chegaram e graças àquilo que (não) produziram.

Dito isto chegamos a um novo capítulo das lêndeas dos grandes clubes do futebol nacional, quiçá o maior de sempre. Hoje a comichão vai afetar o couro cabeludo benfiquista.

Gr: Roberto Jiménez – Foi contratado por 8,5 milhões de euros porque Jorjus queria um guarda-redes que desse pontos e realmente deu, e muitos… Mas à maioria dos adversários que nesse ano jogaram com o Benfica. Bossio fazia-lhe concorrência mas levar um golo de baliza à baliza na estreia, cometer um penalti e marcar um auto-golo no jogo do título tornam este gigante de 1,93m numa super Lêndea.

Ld: Samuel Okunowo – Chegou em 1999 por empréstimo de um ano do Barcelona (acreditem ou não).Tinha concorrentes de peso como Dudic, Cabral ou Éder Bonfim, todos eles em busca de ser o “novo Veloso” e com grandes (in)aptidões para a função, contudo merece o lugar pelo bonito nome e por ter conseguido enganar dois grandes clubes.

Le: Ricardo Rojas- Internacional paraguaio, jogava nas duas laterais sem nunca ninguém perceber qual era o seu melhor pé. Para mim era claramente destro só que tinha dois pés esquerdos. Dele disse o seguinte um jovem treinador chamado José Mourinho: “Foi o pior jogador que passou pelas minhas mãos”.

Dc: Edcarlos – Famoso por fazer sofrer os corações dos adeptos do São Paulo sempre que a bola lhe chegava aos pés, ou que o seu nome era anunciado nos ecrãs do Estádio do Morumbi, chegou à Luz em 2007 no ano do “melhor plantel dos últimos 15 anos” segundo Luís Filipe Vieira. Fez escola o seu (des)posicionamento defensivo e a sua marcação com os olhos.

Dc: Tahar –Era um guerreiro incansável e regular que batalhava atrás, à direita ou ao meio sempre como o mesmo rendimento: nulo. Como Aquiles também tinha um ponto fraco, a falta de rins. Para ele 90 minutos sem cartões eram como o Toni sem bigode, simplesmente não existiam.

Mc: Michael Thomas – Internacional inglês, chegou à Luz na época em que o tinto tinha dado lugar ao whisky nas preferências do banco encarnado. O lugar que outrora fora de Toni, passava para o escocês Graeme Souness que falando de Thomas afirmou: “Tem Big Balls comigo jogará sempre”. Esta declaração e o facto de ser o jogador mais assobiado da história do terceiro anel podem explicar o porquê do seu estilo de jogo ser “devagar, devagar, devagarinho”.

Mc: Fernando Aguiar – Luso-canadiano, podia ter sido um craque de hóquei no gelo, muay thai, MMA ou qualquer outra coisa que envolvesse pancadaria. Optou pelo futebol e ficou famoso por ser o jogador com mais cabedal da história do futebol português. Os dois tijolos nos pés e a aparente ausência de ligamentos no seu corpo eternizaram-no com a alcunha de Robocop.

Ed: Javier Balboa: Chegou do Real Madrid por 4 milhões de euros como promessa a despontar na liga espanhola. Com nome de lutador teve o ponto alto da carreira quando num treino qual Rocky esmurrou Pepe (sim esse mesmo!). Ter sido aposta pessoal de Quique Flores já podia fazer de Balboa um flop mas ele queria mais e aproveitou todas as várias oportunidades que teve para mostrar a sua (d)eficiência com muita categoria.

Ee: Marco Ferreira: O futebol é um desporto injusto. Craques como Ibrahimovic ou Romário nunca venceram uma Champions ou sequer uma Liga Europa. Marco Ferreira já venceu as duas. Com este estatuto de internacional português titulado chegou à Luz depois de rescindir com FC Porto onde não era opção. Futebol mostrou pouco (ou nenhum) e o seu momento de glória na Luz deu-se numa digressão do Benfica a Moçambique, onde valendo-se do seu estatuto de extremo irreverente conseguiu seduzir algumas nativas na mais famosa discoteca de Maputo.

Pl: Martin Pringle: Procurava-se um ponta de lança, falou-se num tal de Van Nistelrooy, Martin Palermo esteve perto, mas quem veio foi o sueco. Vi a sua chegada à Portela e pensei que aquela figura esquelética e cheia de brincos era um cantor de rock. Na sabedoria dos meus 8 anos não estava errado, já que depois de 2 anos e meio na Luz provou que futebolista não era de certeza. Ainda acho que as batatas fritas homónimas deviam jogar melhor do que ele.

Pl: Tote: Falava-se em Totti, mas quem veio foi o Tote, pequeno erro jornalístico, colossal erro futebolístico. Emprestado pelo Real Madrid, era o prodígio da cantera, uma espécie de novo Raul. Esteve apenas 1 ano em Portugal a concorrência de craques como Cadete ou Pepa era feroz por um lugar no banco de suplentes. Ficou eternizado por 2 golos que marcou ao Amora num jogo da taça, uma proeza fantástica apenas ao alcance de magos da bola como este que vos escreve, com a diferença de um jogar no pelado da Quinta do Conde e outro no relvado da Luz.

Deixo aqui o desafio para que componham a vossa equipa dos horrores para um duelo com a minha, atenção que o Astérix português já está escolhido como treinador dos meus atletas. Chalanix dá-lhes a poção!

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SONY DSCBruno Gomes

 

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5 thoughts on “Lêndeas Gloriosas

  1. Linda, simplesmente linda a lista. Senhor Michael Thomas, quanto eu sofri por partilhar o nome com tal mau jogador. Penso que o Benfica tem uma lista interminável, com nomes como Alex, Karadas Makukula entravam, nem que fosse para o banco desta brilhante equipa.

  2. Onze de pesadelo. Lembro-me ainda de Machairidis o centrocampista grego, Uribe, Steve Harkness, Gary Charles, Mark Pembridge, Dean Saunders, Escalona, Kandaurov…é interminável o pesadelo da década de 90…

  3. lembro-me de falarmos de muitos estes e outros nos intervalos, nas aulas, e sempre mal do glorioso 🙂
    Também me lembro de entrar contigo na FCSH pela primeira vez!
    Fico feliz por ler a tua apresentação na Equipa Bruninho, e por te ver a “voar”; espero que entretanto tenhas aprendido a falar, e escrever (especialmente escrever) inglês!

  4. Uma boa ideia para o texto! Muitas vezes me ponho a pensar no que aconteceria se todos os piores jogadores da história do meu clube convergissem numa mesma época desportiva. Fico à espera das “lêndeas” do Dragão!

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