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Amigos, hoje chegamos ao capítulo final da trilogia “Lêndeas “.

Devo admitir que este foi sem dúvida o mais difícil dos três, não só porque normalmente o Pinto da Costa erra menos a contratar jogadores (em relação à fruta nem tanto – mas aí quem escolhe é o Reinaldo), mas porque no Dragão existiram diversos sapos com capacidades de virar príncipes, Diego, Cristian Rodríguez ou Luís Fabiano por exemplo.

Os critérios desta selecção dos horrores azuis (e não estou a falar do Monstro das Bolachas), são os mesmos do resto da saga: capacidade técnica duvidosa (em alguns inexistente), os valores que custaram e as expectativas com que chegaram aliadas aquilo que (não) produziram.

Apesar de todos acharem que no Porto há sempre tango, cha cha cha e samba de primeira esta selecção vem provar o contrário e como diria Octávio Palmelão Machado “vocês sabem do que eu estou a falar”.

Gr: Ivica Kralj – Era uma espécie de monarca das balizas (Kralj em sérvio quer dizer rei), mas podia ter sido pasteleiro tal era a quantidade de manteiga que parecia ter nas mãos cada vez que um cruzamento rondava a área do Porto. Foi contratado para ser o sucessor de Baía, mas bastaram 7 jogos para se perceber que não ia fazer esquecer fenómenos como Costinha, Wozniak ou Eriksson. No último jogo em Portugal foi mais uma vez decisivo ao eliminar a sua equipa da Champions quando esta vencia o Olympiakos por 2-0 a cinco minutos do fim.

Ld: Fatih Sonkaya  – A cara era de vendedor de pita shoarma, o futebol não sei. Duvido que os vendedores de pita shoarma joguem tão mal, de qualquer forma nos seis meses que esteve no Dragão provou que o futebol não era a sua praia. A última vez que soube dele andava a espalhar magia (ou a vender pita shoarma) no Azerbaijão.

Dc: Milan Stepanov – O sucessor de Pepe chegou por 4 milhões de euros. Tinha tudo para brilhar e ser potenciado no dragão, contudo pequenos défices ao nível da velocidade, posicionamento, marcação, antecipação, desarme e quase todos os outros fundamentos que um defesa central deve ter, deitaram tudo a perder. O prof. Jesualdo chumbou-o definitivamente quando numa aula em Liverpool revelou enormes paragens cerebrais que renderam uma chapa quatro na pauta portista.

Dc: Argel – Era um central à Porto: adorava correr aos berros atrás dos árbitros e adversários, tinha uma tatuagem de dragão nas costas, cara feia, muita agressividade, por vezes alguma carnificina e raramente via um cartão. O seu momento de glória nas Antas foi quando ao fim de um ano na reserva partiu um computador da direcção do clube indignado porque nunca mais o vendiam. O corajoso protótipo do extinto jogador MACHO.

Le: Nelson Benítez – Contratado em 2008 por cerca de 2 milhões de euros, assumiu-se como um especialista no processo defensivo: “Preocupo-me primeiro em defender, a minha principal preocupação é marcar bem os adversários.” Estreou-se com uma exibição muito (des)conseguida na Supertaça onde sofreu nas mãos do endiabrado Yannick Djálo. Só o facto de se assumir como um especialista a defender e depois sofrer para marcar um atleta da capacidade do esposo da Floribela já o colocaria na lista. Contudo o seu (des)posicionamento defensivo, a sua (in)capacidade de cruzamento e apoio ofensivo fazem com que vença a impiedosa concorrência de indivíduos como Lucas Mareque, Lino, Areias ou Ezequias.

Mdc: Sebastian Prediguer – Uma espécie (só uma espécie mesmo) de Fernando Redondo tal era classe e a (im)potência do seu futebol. Custou 3,3 milhões de euros como se de um Ferrari se tratasse, mas a verdade é que como qualquer motinha da junta de freguesia da Baixa da Banheira só tinha duas mudanças: devagar e parado. Internacional argentino pela mão de Maradona ainda hoje não se sabe que tipo de substância proibida ingeriu “El Pibe” nesse dia.

Mc: Diego Valeri – Um poeta do futebol que custou 1,5 milhões de euros apenas por 27% do passe. Era um médio ofensivo que jogava no centro mas também à esquerda ou direita. Um polivalente da mediocridade portanto. Apesar de ter a alcunha de Bibliotecário foi mais um que chumbou na escolinha do prof. Jesualdo. Regressou triste à Argentina por o professor nunca lhe ter explicado porque jogava tão pouco…como se fosse preciso.

Mc: Youssef Chippo – Mais um atleta que jogou no nosso país e esteve no Mundial 98, essa competição cheia de estrelas da liga nacional (Krpan, Rojas ,Kralj, César Ramirez, Tahar, El Hadrioui). Chegou no dia da apresentação da equipa aos sócios num estádio das Antas cheio que suspirava por Paulo Sousa ou algum craque que trouxesse títulos, mas teve de contentar-se com Youssef . Foi anunciado como um médio completo que atacava e defendia bem mesmo que apenas parecesse um vendedor de casacos de cabedal do Martim Moniz. Apesar de nunca se ter descoberto realmente em que posição actuava já que se mostrava (d)eficiente em todas, quando abandonou as Antas o Porto esteve 3 anos sem vencer um título, o que decerto não é uma infeliz coincidência.

Ed: Alessandro – Parecia uma bolinha anti stress: pequeno, saltitão e irritante. E sim, as bolinhas anti stress irritam-me!!  Conhecido no Brasil como Cambalhota pela forma como festejava os golos, em Portugal ninguém conheceu esta alcunha por motivos evidentes. Custou 3 milhões de dólares e chegou às Antas com Rubens Júnior e Argel. Era o típico jogador de rua que conseguia fintar os adversários e a si próprio sem objectivo absolutamente nenhum. Na chegada à cidade invicta, qual profeta disparou: “O Porto fez um grande negócio com estas três contratações. Não se vai arrepender”.

Ee: Rubens Júnior – Jovem lateral/extremo esquerdo promissor com nome de pastor da Igreja Universal do Reino de Deus chegou às Antas por 2 milhões de dólares. Apesar das palavras do profeta Alessandro não conseguiu convencer ninguém, nem o Emplastro, apesar de lhe ter pago uns bons almoços. O estilo pastoso e a velocidade de manivela que imprimia nos seus raides pela esquerda eram justificados por ser um futebolista a part-time. O ofício de DJ que agora exerce exclusivamente, consumia-lhe muita energia.

Pl: Quinzinho – Não é o Quinzinho de Portugal, aquele patriótico autor do hit “A…pita…delas”. Este era um palanca negra e prometia muito. Só prometia mesmo. Uma espécie de Mantorras do FC Porto, entrava quase sempre nos últimos 5 minutos e o estádio abanava como se de um concerto da Ivete Sangalo se tratasse. Ao contrário do seu conterrâneo tinha as duas pernas do mesmo tamanho e raramente marcava golos. O seu maior feito de azul e branco foi ter conseguido irritar o pacato Bobby Robson, ao festejar um golo com uns passos de Kizomba na bandeirola.

Para finalizar queria desde já agradecer ao Macaco Líder pelo apoio que os Super têm prestado à minha selecção da comichão azul neste feroz combate contra os Mouros.

Até os comemos carago!

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SONY DSCBruno Gomes

 

 

4 thoughts on “Lêndeas Azuis e Brancas

  1. Muito bom! Há uns quantos de quem já não me lembrava, mas as descrições estão muito boas. Fico à espera dos artigos dos outros autores desta semana, que também estão de parabéns!

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