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Portugal é um país fantástico. Disso acho que ninguém duvida. Temos uma costa vasta e harmoniosa, paisagens deslumbrantes e um clima ameno. Se compararmos os nossos pontos fortes com a generalidade dos países europeus, a vitória é à Capela, limpinha. Em suma, temos um país cultural e historicamente interessante, rico em panoramas e património, que, com o seu forte apelo turístico, cativa tudo e todos.

A pátria lusitana está repleta de coisas boas:

– Gastronomia de primeira;

– Soraia Chaves (já foi melhor, mas levar sempre com o Nicolau (Breyner), em todos os “trabalhos”, dá cabo de qualquer um);

– Casa Pia (lugar de excelência na formação de jovens pederastas);

Big Brother Famosos (na edição portuguesa, o telespectador sente-se uma estrela, já que possui a mesma fama que os participantes);

– Pessoas que acreditam nos signos. Os signos são uma treta onde todo humano é puro e terá um futuro radioso. Nunca vi a Maya fazer uma previsão deste estilo: Capricórnio – Individuo frágil, de carácter dúbio e pénis diminuto. Esta semana, vai ser mais do mesmo. Em relação às questões financeiras, vai continuar desempregado – desista desse negócio de vender protectores solares no inverno. O seu clube vai perder novamente e descer de divisão (a não ser que desapareça o pc do presidente da FPF). O ascendente com Touro demonstra, que no plano afectivo, vai descobrir que a sua esposa é uma rameira que mantêm, há 7 anos, um caso com o vizinho calvo e roliço do 2º direito. A nível de saúde aconselho que deixe de fazer exercício físico. Você está obeso há anos. Ao ritmo com que se exercita, não vai perder mais do que um grama nos próximos dois séculos.

Como podemos constatar, tanta coisa benigna acaba por ser escassa para resolver a eterna crise financeira (só no tempo de Salazar é que não se ouvia falar disto, nesse tempo também não se ouvia falar de nada) e os nossos problemas estruturais.

Aquilo que mina o futuro do país está aos olhos de todos e poucos, ou nenhuns, querem ver. O grande problema de Portugal sãos os portugueses. Se em Portugal só nascessem suecos ou noruegueses (nórdicos no geral, como eu) a nação endireitava-se. Agora com um povo como o Tuga (o português até não é mau diabo, mas o Tuga é um gajo terrível – infelizmente cada português tem muito de Tuga), sobreviver (ou viver acima das nossas possibilidades – já são sinónimos) torna-se missão, quase, impossível.

Barbas_MaximoO Tuga começa mal logo pelas opções clubísticas. Num país de quase 11 milhões, 6 serem benfiquistas é suicídio colectivo. Maioria revela grandeza, se as pessoas tiverem dois dedos de testa. Agora se forem uns Barbas, Parreiras ou Tonis, não há nação que aguente. Uma solução é proibir os benfiquistas de votar, pelo menos os letrados. Provavelmente o Sócrates ia ter de investir mais nos votos afro-indianos, como fez há alguns anos nos comícios (depois daquele apoio já devem ter sido nacionalizados).

Se fossem só sportinguistas a votar, teríamos um Portugal melhor. Um país clássico, onde em vez de Buraca ou DJ Malvado se ouviria Mozart e Chopin nas boîtes (os estrangeirismos ficam sempre bem). Já estou a imaginar a Baixa: cheia de charretes, os cidadãos de bigode fidalgo, com cartola na cabeça, relógio de bolso e monóculo na vista. Que visão do paraíso. Para governar e resolver os problemas de tesouraria, só um mágico. Sugiro o nosso rei, um homem de grande gabarito, D. Duarte Pio. Provas dadas em magia tem ele: casou com uma morena (como ele – os dois de famílias morenas) e teve uma roulotte de filhos… loiros…

Apenas a monarquia resolveria estes problemas. A começar pelo desemprego. Um serviçal para pentear o buço imperial do rei, outro para cuidar do seu muco nasal verdejante e igualmente um para depilar as axilas monárquicas do imperador de Portugal. Assim de repente são três novos postos de trabalho. As desigualdades sociais também seriam resolvidas. O pessoal que se diz injustiçado e esquecido em bairros sociais, teria o privilégio de ser um lacaio dos seres superiores do império. Não é para qualquer um.

Assim como a monarquia, as trocas comerciais também deveriam regressar. Podíamos trocar chouriças por Mercedes, com os alemães, ou croissants franceses por brasileiros ilegais (temos aos montes e os croissants não lhes fazem falta).

Se a monarquia não resultar, portistas ao poder. Isso funciona de certeza. Pagaríamos à Troika com rebuçadinhos e à Merkel com um mulatão café com leite (estilo Bruto Alves). Métodos diferentes mas, comprovadamente, eficientes.

Mesmo neste caso teríamos dificuldades. Somos um povo demasiado mentiroso. Ou alguém acredita mesmo que a espada do D. Afonso Henriques pesava 15 kg? Ou que o Camões nadou não sei quantas milhas com um braço, enquanto o outro salvava “Os Lusíadas”?

200661011442_xungasAprendemos logo a mentir nas escolas. Somos, realmente, mal formados. A culpa é dos formadores que não sabem qual é a sua missão. Os professores passam a vida a fazer-nos perguntas. Eles estão lá é para ensinar, não é para aprender! O défice na formação nacional faz os jovens identificarem-se mais com culturas estrangeiras. Já na escola falam dialectos africanos. Só porque algum mitra lhes ensinou umas coisas, que nem correspondem à verdade, ou porque residem na Damaia – mesmo sendo brancos – julgam-se negros oriundos dalguma cubata no Chibuto.

Há ainda aqueles que vivem a puberdade no Reino Unido (só se expressam em inglês), apesar de morarem na Arrentela, e que adoram dizer ao país o que sentem: “Cátia Vanessa I Lave yu!”. Lê-se muito nas paredes das escolas nacionais. Não sabem dizer salsicha (para eles é salxixa), mas dominam o idioma de Shakespeare, ou do 50 Cent (é mais provável conhecerem este). Contudo, há algumas evoluções nos jovens Tugas. Antigamente andavam de estereofonia às costas a ouvir Back Street Boys ou Spice Girls (mesmo sem perceber nada do que eles cantavam), hoje em dia o que está a dar é a Kizomba no telemóvel. Sempre a altos berros, em todos os transportes públicos. Eles continuam a cantar sem perceber o que ouvem, mas agora sem torcicolos ou hérnias de disco.

Com uma formação assim dificilmente se pode almejar um futuro auspicioso. A educação é a base de tudo. É preciso batalhar por um eficaz curso universitário. Quem não conseguir tal feito arrisca-se a não ter futuro, a chegar a primeiro-ministro ou a Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Infelizmente são as (poucas) oportunidades profissionais disponíveis para quem não estuda.

Talvez daqui a uns anos tudo mude, e quem sabe, depois destes cargos desprestigiantes, o Tuga tenha direito a um espaço político numa estação pública ou regresse como Presidente da República. A segunda opção é melhor, quase nunca é preciso falar, logo podemos ter a boca sempre cheia de bolo-rei. O único senão é que o salário não deve chegar para as despesas, mesmo com as reformas incluídas.

08_644968248As reformas relembram-me outro grande problema de Portugal: os idosos. Enquanto jovens são africanos, na vida adulta desempregados (a não ser que não estudem, aí pode ser que se safem), quando alcançam algum trabalho, descontam uns anos para a segurança social e passam o fim da vida a queixar-se que a reforma é baixa. Não é baixa amigos, vocês é que são teimosos. O problema do idoso português é só um: não falece. Se o idoso falecesse não havia pensão e o estado social funcionava na perfeição. Mas os velhos portugueses são muito obstinados, o Estado até pode pedir com jeitinho: “Faça-nos esse favorzinho, faleça se faz favor! Vá lá Sr.Ramiro, faleça! Dava-nos mesmo jeito. Se o Ramirinho falecer ofereço-lhe um creme para as frieiras e umas peças para jogar à malha”O problema é que o velhinho nacional é muito caprichoso: “Não hei-de falecer, não hei-de falecer, não hei-de falecer”. Eles são do contra, não vale a pena insistir. Egoístas, só pensam neles, depois o coitado do Gaspar tem de refazer as contas novamente.

Até podemos estar no pódio das grandes potências da Península Ibérica, mas nunca atingiremos o topo. Com o Tuga como povo, é quase impossível. Ele é aldrabão, mal formado e tem um dedo mau para fazer escolhas (deve ser do que lê no tarot). Temos de importar um povo novo, ou pelo menos ídolos melhores. Enquanto os outros têm heróis como Charles Darwin, Cervantes ou Mandela, nós veneramos Padeiras, Zarolhos e gajos que têm como marisco predilecto o tremoço. São opções. 

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SONY DSCBruno Gomes

 

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6 thoughts on “Tugas, o cancro de Portugal

  1. Se fossem só sportinguistas a votar estávamos bem lixados….tal como elegeram os últimos dois presidentes (o actual também é qualquer coisa de fantástico), teríamos um país de…vá lá….homens e mulheres que veêm como os cavalos (com umas pálas).

    Podemos não ser nórdicos…mas muito honestamente somos melhores que muitos (queres melhor exemplo que o povo americano?)…somos desenrascados, temos facilidade de aprendizagem de novas línguas, somos uns bacanos e muito honestamente apesar da porcaria toda em que estamos atolados, até somos bantante alegres…

    Tenho orgulho em ser benfiquista, mas acima de tudo em ser Portuguesa.

    • A mim com esse comentário, cheirou-me logo que fosse mais uma tuga, mas que fique claro que é só uma opinião.

      É que há outras características vincadas desta espécie, como o facto de se falar ou tomar juízos de valor sem qualquer propriedade ou conhecimento de causa….

      PS: Bom blog

  2. Bem escrito com várias verdades, à mistura, mas no fundo, uma parvoíce pegada. Se o objectivo foi esse(parece que sim), foi alcançado. A verdade é que o desenrascanço, o bacanismo e a alegria são redundantes para um país que quer ser grande. Esse tipo de qualidade não leva ninguém a lado nenhum e só favorece o compadrio e o estilo amiguilhaço que mina a nossa governação há decádas. Temos outras qualidades, mas como só falamos de defeitos, não faz sentido citá-las. Muito menos focar-se em questões clubísticas num texto irónico destes.

  3. «Portugal até é bom, tem é muitos portugueses…» – Ricardo Araújo Pereira afirmou faz uns bons anos, num stand-up do «Levanta-te e ri». Ninguém o conhecia ainda, e todos assobiaram em coro. Se o dissesse agora, que é popular e famoso, todos o aplaudiriam. E isso é para mim o povo português.

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