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Em Itália temos agora o governo do “inciucio“. Ou assim dizem. Havia alternativas? Talvez sim, um governo de escape, de curto prazo. Reforma da lei eleitoral (ma se não conseguiram fazê-la no ano passado, por que desta vez deveria ser diferente?), um par de manobras a sustentar as pequenas e médias empresas e o refinanciamento da caixa de integração extraordinária. E depois, outra vez tudo a votar. Três pólos políticos (ou se calhar dois, se tivermos em conta que o centro-direita e o centro-esquerda são a mesma coisa) a carimbar o início da Terceira República.

Mas será que a Primeira República acabou mesmo? E a Segunda, será que nunca arrancou? Não atormentarei o meu cérebro com estas dúvidas, mas o facto é que um ex-actor cómico, agora líder político, sempre foi dizendo o que afinal aconteceu: Pd e Pdl juntaram-se – há quem diga por conveniência, há quem diga por necessidade – ao constituir este governo de “grandes arranjinhos“. E agora, vamos ver quanto tempo vai durar…

Oxalá vá fazer algo de positivo – não exageremos ao dizer bom – e vá salvar quem tem que salvar. (Não me dá jeito escrever aqui o nome e o apelido do senhor, mas acho que toda a gente bem pode imaginar de quem se vai falando [n.d.r Silvio Berlusconi]). Tudo isto é uma pena: podia-se fazer um governo de Cinco Estrelas, mesmo sem as Cinco Estrelas (percebo a coerência de Grillo, mas como escreve Andrea Scanzi no seu artigo “Letta, Grillo, Berlusconi e dieci bugie oggi di moda”, quanto à responsabilidade na constituição deste governo, o Pd teve 70% de culpa e a ortodoxia de Grillo 30%). O Movimento 5 Estrelas enganou-se ao não indicar um nome [para o cargo de primeiro ministro]: não mudaria nada, mas tiraria o álibi ao Partido Desastre (o Pd)».

Está bem, aliás, está muito mal, mas agora a situação é esta e nem consigo comentá-la. Que mais acrescentar? Voltamos a Portugal, e a Lisboa: há algum tempo, nos fins-de-semana, tomei o hábito de frequentar um café do centro com um grupo de amigos. Estes encontros foram combinados para falar um pouco de italiano e um pouco de português: nada extraordinário, mas algo agradável e útil. Agora, o que acontece é que há quem diga que um par dos actuais parlamentares (mas não vou revelar de que partido) costumavam frequentar esse mesmo café no ano passado. Para aprender português, acho eu. A ver se eu também me torno parlamentar!

Daniele Coltrinari Jornalista e autor do blog “Sosteniamo Pereira”

Se pretender, poderá ler o artigo original publicado no Sosteniamo Pereira.

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