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Às 22 horas e 21 minutos, o FC Porto adiantava-se no marcador por intermédio de Kelvin, um jovem brasileiro de apenas 19 anos (lançado por Vítor Pereira quando metia a “carne toda no assador”). Estava assim alterado o rumo do campeonato a favor dos “azuis e brancos”, num remate bem colocado que não deixou hipóteses ao “Rei Artur” e que, ao mesmo tempo, levou Vítor Pereira a correr pelo relvado do Dragão como se tivesse sofrido um AVC e Jorge Jesus de joelhos para regalo da maioria portista no recinto.

Momento em que Kelvin decide a partida do Dragão

A temporada 2012/13 do FC Porto foi sinónimo daquilo que se tinha passado durante a noite de 11 de Maio diante do seu eterno rival, ou seja, uma série de jogos com muita luta, muita entrega, jogando mais com o coração do que com a cabeça e no fim recompensado, apesar do espectador comum sentir que o Benfica teria a partida controlada, tal como o campeonato. Nessa noite, jogava-se a última cartada portista na revalidação do título. Cenário que só foi possível graças a uma ajuda, inesperada, do Estoril-Praia em Lisboa. Os encarnados sentiam o desgaste das três frentes e o FC Porto estava muito moralizado. De um momento para o outro, o objetivo do tricampeonato já não era uma miragem. Quem assistiu aos jogos da Liga Zon Sagres da época anterior, viu um Benfica a isolar-se na liderança do campeonato, numa fase crucial da temporada e perder pontos importantes nas últimas partidas. Na presente época assistiu-se a uma ponta final ainda mais dramática que a do ano anterior, pois, o título foi apenas conquistado na derradeira jornada do campeonato.

Para um portista comum, habituado ao sucesso, este campeonato será apenas relembrado por aquele golo ao eterno rival nos descontos quando já ninguém “acraditava”. Vítor Pereira é alvo de duras críticas por parte de uma plateia exigente, que apesar do seu êxito nos títulos que conquistou (o último até sem derrotas), não correspondeu de forma alguma às expectativas da massa associativa do FC Porto. Para além do aparente controlo do campeonato, parecia que este ano só iriamos vencer a “Taça da Cerveja”. Quando mesmo essa foi perdida batemos no fundo. É doloroso ver o nosso “ódio de estimação” repetir a época do mestre AVB e nós a vermos os navios passar. O futebol praticado pelo conjunto portista assentava num 4-3-3, com posse de bola, laterais ofensivos, meio campo coeso e rápido na recuperação (quando digo rápido falo para a exigência dos jogos da Liga Portuguesa) e uma frente de ataque composta por três homens muito criativos. Um desses homens era Jackson Martinez que rapidamente conquistou o público do Dragão. Um substituto à altura de Radamel Falcao Garcia e que se iria mostrar decisivo na vitória no campeonato com os seus 26 golos marcados na competição.

Jackson Martinez, o Cha Cha Cha

Quanto à performance da equipa, pode-se dizer que teve mais oscilações no seu percurso, em termos exibicionais, que uma ação do BCP nos últimos anos no PSI 20. Ou seja, começou a crescer e no fim registaram-se dividendos (vitórias) magros e um valor sobreavaliado. Algo que se viu, sobretudo, na partida em Málaga para a Liga dos Campeões quando fomos eliminados pelo modesto conjunto andaluz.

Depois de ultrapassar o Sporting, a cada época que passa o portista sonha em alcançar o outro rival de Lisboa na quantidade de campeonatos nacionais conquistados. Este ano registou-se a entrada do 27º título nas vitrinas do Dragão e faltam 6 para ultrapassar e arrancar a hegemonia do futebol português aos benfiquistas. Antigamente a rivalidade resumia-se a um clubismo que, praticamente, só englobava a cidade do Porto e arredores. Após os primeiros anos de conquistas da era Pinto da Costa, o FC Porto começou a ganhar cada vez mais simpatizantes no norte e estes viam no clube uma forma de revolta contra o poder central da capital portuguesa. Hoje em dia vê-se portistas espalhados um pouco por todo o país e as redes sociais confirmam esse crescimento. Os adeptos gostam de vitórias e foram essas vitórias que deram muitos desgostos a pais que torciam por águias ou leões quando viam os seus filhos a gritar pelo FC Porto com cachecol na mão. Outro exemplo do crescimento dos dragões foi o que se sucedeu em Lisboa após a conquista do campeonato em Paços de Ferreira. Era impensável ver portistas festejar a conquista do título da época 1977/78 na Rotunda do Marquês como se viu esta época.

Adeptos celebraram no Marquês de Pombal

Conquistas diante do Benfica são as preferidas, como se viu nos campeonatos de andebol e hóquei em patins que foram festejados efusivamente pelos adeptos durante o fim-de-semana. A maioria dos portistas viu apenas a partida decisiva diante dos encarnados, mas afirmam estar a par da classificação durante todo o ano (o que duvido muito).

Para o ano espera-se a conquista do terceiro “tetra campeonato” da história do clube e, apesar do sucesso de Vítor Pereira, ninguém conta com ele para a época que se avizinha. Ao contrário de Jorge Jesus, um portista iria pedir a cabeça do treinador caso este ficasse 3 anos sem vencer o campeonato. São mencionados muitos nomes nos bastidores da comunicação social mas os de José Mourinho ou André Villas-Boas foram aqueles que deixaram mais saudades no Dragão.

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Lars Grotjohann

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