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A época terminou oficialmente ontem com a grande vitória do Vitória (é assim que a malta de Guimarães tem de ser chamada). Os rescaldos já foram quase todos feitos, as equipas ideias montadas, eu próprio já desenhei a minha aqui no «Palavras ao Poste».

Contudo falta uma parte deliciosa das análises. Parece a última fatia de bolo que até o pior dos lateiros, tem vergonha de comer. Que fique bem claro: não é o meu caso.

Por ser esse tipo destemido que come a última (e todas as outras) fatia do bolo vou meter o dedo na ferida e esquecer o que de melhor aconteceu nesta temporada para falar de coisas nebulosas e dar mérito a quem não o merece. Senhoras e senhores com vocês: “Worst of 2012/2013”.

And the winner is

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Gr: Ricardo (Olhanense) – Chegou com a ambição de voltar a ser o dono do aviário, perdão, da baliza nacional. Pouco ou nada jogou. Quando se é reserva num colosso como Olhanense de um tipo como o Bracalli, algo nos diz que o fim está próximo.

Ld: Cédric (Sporting) – Vindo de uma época dourada na Académica e sem concorrência na posição, tinha tudo para se afirmar no Sporting e chegar à selecção. Contudo, nada disto sucedeu e o homem que despediu Sá Pinto (não fossem as fífias em jogos caseiros e o Sá não precisava de emigrar) acabou o ano como reserva do melhor dançarino de Kizomba de Chelas.

Le: Daniel Pranjic (Sporting) Proveniente do Bayern de Munique, foi disputado à chapada com os ingleses do Everton. Jogava a lateral, extremo, médio ala, número 10, sempre com o mesmo rendimento: 0. Saiu em janeiro sem deixar saudades. Se era para contratar um rato canhoto, deviam ter optado pelo Miguelito.

Dc: Manuel da Costa (Nacional) – O eterno Beckenbauer português. Mais um ano e continua naquele estado: “quase a explodir”. Não se percebe como alguém com raízes islâmicas, demora tanto tempo a rebentar. De qualquer forma está a fazer progressos, este ano rebentou o Candeias.

Dc: Boularhouz (Sporting) – Um canibal na arte de mal jogar. A média de golos/jogos do Messi é equivalente à sua em lesões. Isso quando não estava suspenso por ter sido expulso.

Mc: Carlos Martins (Benfica) – O eterno rei da pré-época. Esteve em grande na última e lá conseguiu renovar o seu chorudo contracto por mais umas épocas. No resto do ano, tirou férias. Um aluno aplicado do professor Zahovic.

Mc: Elias (Sporting) Depois duma primeira época razoável, era dado o momento de afirmação total. Não aconteceu. O Sporting fingiu que lhe pagava e ele fingiu que jogava, com o privilégio de ser o capitão do clube. Um símbolo da boa gestão dos leões que tantos proveitos têm dado aos…rivais.

N10: Ruben Micael (Sporting de Braga) – Havia concorrentes de luxo como Aimar e Izmailov, mas a 10 só podia ser dele. Arrancou bem e fez um início de época satisfatório. Contudo nunca justificou o maior investimento da história do Braga (3milhões por metade do passe). O madeirense como nome de pastor evangélico, desiludiu, perdeu a chance de se afirmar na selecção e acabou na reserva do bom e velho Mossoró.

Ed: Labyad (Sporting) – Ainda tem muito tempo para se afirmar e sair daqui, mas a sua época de estreia foi um desastre. Brilhou no PSV e nos Jogos Olímpicos antes de aterrar em Alvalade. Foi opção de todos os treinadores (e olhem que foram muitos) do Sporting e nem assim conseguiu vingar e ganhar a posição.

Ee: Hélder Barbosa (Sporting de Braga) – Mais um que depois de uma época bem conseguida, se preparava para conseguir a afirmação e um lugar na equipa de Paulo Bento. As previsões não foram consumadas e acabou a comer queijadas nas bancadas do estádio AXA.

Pl: Liédson (FC Porto) – Como muitos outros lusitanos, abandonou os tempos de emigrante no Brasil e voltou para a sua Oliveira de Azeméis natal. Veio a tempo de fazer a assistência do golo do título. Mas isso é muito pouco para um dos melhores (ex) jogadores portugueses de todos os tempos. De qualquer forma afirmou-se como um dos melhores jogadores inválidos da história do futebol mundial. Só não supera o Saci Mantorras.

Pé de Chumbo do Ano: Khalid Boularouhz – Era o suposto xerife da defesa leonina. Da alcunha de canibal, só a cara medonha. O famoso bolo de arroz das bancadas de Alvalade, foi a imagem do Sporting esta época: cansado, feio, nabo e coxo.

Cabeça de Matraquilho Revelação do Ano: André Carrillo: Depois de uma época onde mostrou muito em poucas oportunidades, todos esperavam pela explosão do peruano. Não aconteceu, jogou pouco, foi intermitente e não teve atitude. Chumbou claramente na escolinha do Prof. Jesualdo. Pode ser que agora desabroche no Jardim…

Pior treinador do Ano: José Peseiro – O Vercauteren não pode ser, a mulher pensa que ele saiu para comprar cigarros. O Oceano toda gente sabe que não é treinador. Logo a escolha recaiu no grande Peseiro, já que o Braga investiu mais do que o normal na esperança de ir longe na Europa e fazer bonito no campeonato. O futebol atractivo e as crateras defensivas, clássicas do «Peseirismo», foram a imagem de marca da equipa.

O seu regresso abrilhantou diversas conferências de imprensa: “Faltou uma pontinha de sorte”, “Perdemos por manifesta infelicidade”, “Um dia a sorte vai nos sorrir”, “Estamos com uma maré de azar”. Num ano em que o Sporting ficou a infinitos pontos do terceiro lugar, o Braga ainda cedeu gentilmente o 3º posto ao Paços de Ferreira. Parafraseando José de Pina: «José Peseiro era o melhor treinador do Mundo se os jogos só tivessem 80 minutos

Frango do Ano: Artur no Benfica-Porto – O rei Artur não dá frangos, afrouxa galináceos. Aves discretas, que apenas surgem em momentos decisivos. Um peru siamês ao da Taça: https://www.youtube.com/watch?v=xlmR_rknlO8

Falhanço: Éder no Rio Ave – Sporting de Braga – Um golo, falhado, à la Fernando Torres, tira os defesas, o guarda-redes, escolhe o lado e bola para o mato: http://videos.sapo.pt/uZ6mPTVAuqghmoZ2BZYU

VITOR PEREIRA    ( 2012/2013 )Expressão do ano: Podiam estar aqui muitas declarações diferentes, como a ingratidão de Liedson, a bazófia de Jesus ou os argumentos que saiam da placa cintilante de Jesualdo. Contudo após analisar o mercado das letras, a vitória dos horríveis vai para Vítor Pereira. O Vitinho ganhou o título (ainda não sabe como), mas sempre que abria a boca saia disparate. Incrível o seu desespero e frustração ao longo da época. Quando não ganhava a culpa era dos árbitros e o campeonato era sujinho, sujinho, sujinho. Jesus na sua opinião era um incompetente. FC Porto passa para a frente Jesus é um grande profissional e o campeonato o mais espectacular dos últimos anos. O Estoril só empatou na Luz, devido às palavras do Vitinho. Uma incoerência ao nível do Mr.Magoo do futebol português: Godinho Lopes.

Imagem do ano: A forma ridícula, agressiva e desrespeitosa como Cardozo se dirigiu no final da Taça a Jorge Jesus. Inadmissível. Será que ele não sabe que o Jesus é da Amadora?

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Bruno Gomes

6 thoughts on “Worst of 2012/2013

  1. Cedric Soares? Percebes muito de futebol está visto.
    Isto da liberdade de expressão tem muito que se lhe diga.
    Qualquer maluco pode falar, escrever.

  2. De facto a liberdade de expressão tem muito que se lhe diga, mas há sempre gente que, apesar de ela permitir que «muito se lhe diga», não dizem absolutamente nada: não criticam construtivamente, não argumentam, não debatem, não racionalizam uma linha sequer: apenas rotulam os outros do que quer que seja. Há muito maluco por aí, é verdade. O problema reside em serem os malucos a achar que só eles é que não o são.

  3. Apenas para abrir os olhos! Mestrado em treino de alto rendimento vai criticar e argumentar com rapazinho que escreve em blogs para quê? Aprende primeiro o que é uma receção orientada com pé dominante e não dominante que o Cedric faz melhor que 95% dos laterais da 1º liga, inclusive o teu Maxi, antes de considerares flop ou seja lá o que for.. PS: só vim ver isto porque um amigo meu me enviou o link. Deu para soltar uma gargalhada mas já passou.

  4. Concordo com maior parte das escolhas obviamente não era complicado de facto. Quanto ao Cédric não vejo que o problema dele seja uma questão de receção orientada, ou cruzamento ( que para mim é dos melhores da liga) nem quando ele ataca no geral. O problema para mim nesta época no Sporting é que ele é fraco defensivamente, o seu posicionamento é fraco principalmente no que diz respeito a jogar em linha, e acho que não tem agressividade para jogar ao mais alto nível. No entanto, mesmo sendo benfiquista para mim a maior desilusão em termos de defesa direito foi o Maxi Pereira apesar de ser infinitamente melhor que o Cédric em quase todos os capitulos menos talvez a dita receção orientada porque ele ataca melhor cria mais perigo recupera melhor e por aí vai. Simplesmente escolhia o Maxi porque acho que o Cédric só jogou meia época e o Maxi jogou a época toda e é mais complicado sobressair pela negativa na equipa que o benfica tinha que sempre foi apelidada de apresentar um bom futebol ( eu pessoalmente nunca concordei muito com essa teoria) do que o Cédric no mar de mediocridade que foi o Sporting. Não vou contestar os dados estatísticos nem quem tem melhor recepção orientada porque não me parece que defina tudo e porque não tenho competências para tal nem estudei essas coisas mas tendo acesso a esse tipo de dados gostaria de saber a comparação entre os 2 nesta temporada em mais variáveis para podermos fazer uma comparação justa.Se alguém puder fornecer acho que seria interessante para o debate e não se trata de quem é que percebe mais ou menos do assunto vamos ter sempre opiniões diferentes só temos é que saber aceitar.

  5. André, deixa-me que seja muito sincero e frontal contigo: pelos vistos, o teu mestrado «em treino de alto rendimento» serve-te e servir-te-á de pouco. Pelo menos no que à educação, integridade intelectual e inteligência diz respeito. Leste o artigo de livre vontade. Se com algo não concordas, dizes, explicas, argumentas: partilhas a tua opinião, como gente crescidinha e que já tem um certo aceitável nível de maturidade. Mas tu, munido do teu canudo do «alto rendimento», só soubeste chamar maluco ao autor do artigo, e isso, deixa-me que te diga, não só reflecte o teu pouco «rendimento» intelectual como demonstra ainda melhor a tua nulidade para seres mestre do que quer que seja. Ainda para mais porque tu achas que, com o teu canudo do «alto rendimento», estás num patamar onde nem sequer precisas de justificar ou argumentar a tua embaraçosa frase. Eu sugeria que aumentasses o «rendimento» da tua inteligência social – é só uma ideia. Não é preciso que chegues ao nível «alto», basta atingires a escala da mediocridade nesse aspecto: já era um bom sinal. Poderias ter comentado com uma crítica construtiva, que é o que a multiplicidade de pontos de vista exige numa democracia onde cada um pode opinar, sem ser ofensivo. Mas não. Tinhas de revelar o que aparenta ser a tua mediocridade de «alto rendimento». Espero que o mestrado de corra de feição, sinceramente. E que vás aprendendo também a ter «alto rendimento» enquanto pessoa tolerante, aberta ao diálogo, à variedade de opiniões e ao respeito pelos outros: tudo coisas que, para quem quer ser mestre, já deveriam estar totalmente assimiladas. Mas se te esforçares ainda vais a tempo.

  6. Mestrado em Treino de Alto Rendimento!!! “Watch out, we got a badass over here!”.

    Mourinhos, Guardiolas, Klopps, Contes, Fergusons, curvem-se perante o Homem (assim mesmo, com ‘H’ grande). Ou então tirem o Mestrado em questão senão nunca serão ninguém…

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