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O dia 10 de junho é mais um do calendário em Terras de Sua Majestade mas ontem foi diferente. O Dia de Portugal foi também o Dia do Português José Mourinho, o dia do regresso à casa de Stamford Bridge. Será coincidência o dia escolhido para esta apresentação nos blues? Só ele poderá dar a resposta mas eu já tenho a minha.

Por muito difícil que seja uma temporada para as cores do clube que apoiamos, o verão tudo cura. E confesso que estou ansioso por saber como será o Barcelona de Messi e Neymar, o Bayern de Guardiola e Götze, o United de David Moyes, o City de Pellegrini, o novo Arsenal gastador (será?), a resposta do Borussia de Klopp, o Real Madrid pós-Mou. E estou, sobretudo, expectante para ver como será a versão do novo Chelsea de Mourinho.

Mourinho esteve sorridente na apresentação em Stamford Bridge

De Mourinho tudo pode ser dito, menos que lhe falte inteligência. O seu discurso na apresentação em Stamford Bridge nada teve a ver com aquele que fez na primeira vez em que se sentou naquela cadeira. O super-confiante e egocêntrico Mourinho (Special One) deu lugar ao José feliz pelo regresso (Happy One). Os objectivos profissionais e colectivos parecem passar para segundo plano, ultrapassados por questões de afecto que ligam Mourinho, clube e adeptos. Pura ilusão.

Mourinho não regressou a Londres só porque um dia aí foi feliz. Nem tão pouco a sua mudança de Madrid para a capital inglesa pode ser vista como um passo atrás na carreira. O acordo para o seu regresso chegou, certamente, mediante o cumprimento de várias exigências impostas pelo técnico luso a Roman Abramovich. Ou já se esqueceram de como o magnata ‘escorraçou’ Mourinho para fora do clube aquando da sua primeira passagem por Stamford Bridge? Mourinho e o seu orgulho não se esqueceram, acreditem. A conversa de que a saída foi acordada por ambos e para o bem de todos, não passa de areia para olhos. Mas como uso óculos…

Para chegar ao Chelsea, o treinador de Setúbal abdicou de várias coisas, nomeadamente relacionadas com cifrões. Acordou uma saída amigável de Madrid, não recebendo por isso a indemnização prevista no contrato. Rejeitou propostas bem mais vantajosas a nível monetário que muito provavelmente chegaram de França, Rússia, China ou de países árabes. E, mais importante que isso, ficou por cima na polémica saída do Chelsea há seis anos atrás. Abramovich passa a ser visto como aquele que se precipitou quando deu o chuto no rabo de Mourinho. Mas consegue satisfazer os adeptos blues, depois do fracasso a nível motivacional que foi a escolha de Rafa Benítez. Já Mourinho regressa em grande, com uma equipa completamente diferente daquela que deixou para trás há uma mão cheia de anos mas com crédito redobrado junto de adeptos e direcção e com o palmarés mais recheado do que possivelmente teria se tivesse continuado à frente dos blues.

Seis anos depois, Mourinho e Abramovich reencontram-se

Ao contrário do que fez André Villas-Boas, José Mourinho não se terá contentado com o salário chorudo que Abramovich lhe apresentou. Terá exigido também condições para competir com um Manchester United que já tem toda uma estrutura montada e com um Manchester City que investe como poucos. Ao admitir que Mourinho era ‘O Desejado’ e ao mostrar um certo arrependimento pelo despedimento de 2007, Abramovich colocou faca e queijo na mão do técnico. Ele cortou-o em fatias e degustou. No Chelsea, Mourinho terá carta branca para avançar com algumas contratações cirúrgicas mas dispendiosas, de forma a recolocar este Chelsea na rota dos grandes títulos. E quem melhor que ele para o fazer?

O Chelsea de hoje não tem o plantel coeso e recheado de alternativas que Mourinho deixou para trás há seis anos. Dessa equipa restam apenas meia dúzia de jogadores, a grande maioria a atravessar já um período de veterania (apesar de, como vimos em Milão, isso não ser um entrave para Mourinho). As falhas mais graves parecem centrar-se em quatro posições específicas: lateral esquerdo, central, trinco e ponta de lança. Fábio Coentrão, Hummels, Matic (não, por favor) e Lewandowski ou Cavani parecem encaixar na perfeição de jogadores ainda jovens e com fome de títulos, critério de escolha de José Mourinho aquando da primeira passagem por Stamford Bridge. E, conhecendo Mourinho, é de esperar que para o meio campo chegue mais que um jogador até porque este foi sempre o sector chave nos sucessos do técnico.

No meio da grande incógnita à volta do plantel do Chelsea versão 2013/14, certo é que Mourinho chega para lutar pelo título. Outra coisa não seria de esperar de um treinador com o seu currículo. Mourinho está feliz, acredito. Também por regressar a uma casa onde é adorado. Mas nós sabemos que essa felicidade não durará muito se os resultados não aparecerem. Mourinho está feliz porque está onde o querem e porque lhe deram o que ele quer.

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joni_desenhoJoni Francisco

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