Home

E de repente o Parque dos Príncipes tornou-se no pior sítio do mundo para se trabalhar. Seja pelo frio da capital francesa, seja pelo baixo nível do campeonato gaulês, a verdade é que nesta altura poucos parecem ser os treinadores tentados pelo projecto megalómano do qatari Nasser Al-Khelaifi.

Falamos do Paris Saint-Germain. Um clube milionário, um dos novos ricos do futebol europeu, e cujo plantel é já um dos mais fortes da Europa. Uma equipa com um projecto desportivo ambicioso que corre o risco de ganhar muita coisa num curto espaço de tempo. Mas que, ainda assim, parece não ser capaz de atrair os melhores técnicos europeus.

Não que em Paris não more já um dos mais consagrados treinadores da actualidade. Carlo Ancelotti ganhou o campeonato na sua época de estreia e devolveu o PSG aos seus dias de glória, cumprindo, uma vez mais na sua carreira, os objectivos a que se tinha proposto.

m1_Jose_Mourinho_is_752506a

Mourinho, alvo n.º1: “Não, obrigado”.

Tudo indicava a continuidade do italiano, mas o terramoto Mourinho, com epicentro em Madrid, acabou por alastrar a toda a Europa e chegar ao campeão francês. O Special One partiu para Londres para tentar ser happy e deixou Florentino Pérez em depressão, depois de uma época fracassada em pleno ano de eleições.

A insistência de Pérez em contratar Ancelotti acaba por isso por ser natural. Um homem que, tal como Mourinho, é sinónimo de títulos e que já sabe o que é ganhar a tão ansiada Liga dos Campeões.

Al khelaifi também sabe disso e é precisamente pelo espírito vencedor  trazido pelo antigo técnico do Milan que a sua saída não acontecerá num piscar de olhos. O proprietário da Qatar Sports Investiments (QSI), que hoje controla 70% das acções do PSG, e que quer fazer do clube “uma grande equipa e uma forte marca na cena internacional”, não prescinde de Ancelotti sem ter o mínimo de garantias, que é como quem diz, alguém capaz de lidar com um balneário recheado de estrelas e conseguir manter o clube na senda das vitórias.

O problema parece estar na capacidade de sedução do brasileiro Leonardo, director-desportivo dos parisienses. Num clube com um enorme poder económico, apto a pagar um salário milionário ao seu novo técnico, com  uma forte capacidade de incursão no mercado e um plantel que conta já com alguns dos melhores futebolistas da Europa, o que pode afinal estar a impedir a chegada de um técnico de renome a Paris? Por que motivo ninguém se quer sentar no banco de suplentes do Parque dos Príncipes a partir da próxima temporada?

É verdade que os melhores dos melhores já estão todos comprometidos, mas isso, como sabemos, nunca foi um problema no mundo do futebol. Mourinho, o alvo número 1, acaba de regressar a Londres, a sua “terra-natal”, e convencê-lo do contrário seria missão quase impossível.

AVB, alvo n.º2: "Não, obrigado".

AVB, alvo n.º2: “Não, obrigado”.

André Villas-Boas, alvo número 2, vai para a segunda temporada no Tottenham, mas a tão falada saída de Gareth Bale podia pôr em risco o projecto de uma equipa, apesar de tudo, carente de reforços. As promessas do presidente dos spurs terão sido mais fortes, no entanto, do que os milhões oferecidos pelo PSG.

Capello, alvo n.º3: "Não, obrigado".

Capello, alvo n.º3: “Não, obrigado”.

Novo falhanço, novo alvo. Depois da nega de AVB, Leonardo tentou a contratação do veterano Fabio Capello, mas também aqui o projecto ambicioso dos franceses não terá sido suficiente para convencer o prestigiado técnico italiano a deixar o lugar de seleccionador da Rússia.

Laudrup, alvo n.º4: "Não, obrigado".

Laudrup, alvo n.º4: “Não, obrigado”.

A lista continua e a procura incessante de um novo treinador também. Michael Laudrup, alvo número 4, e Frank Rijkaard, alvo número 5, foram os últimos a não demonstrar qualquer interesse no cargo de treinador do Paris Saint-Germain.

Rijkaard, alvo n.º5: "Não, obrigado".

Rijkaard, alvo n.º5: “Não, obrigado”.

Seguem-se Roberto Mancini e Laurent Blanc. Os dois estão sem clube mas nem por isso, a avaliar pela tendência das últimas semanas, se tornarão em objectivos mais fáceis de concretizar. Há algo de errado no banco do Parc des Princes e disso parece já não haver dúvidas. O quê é que ainda está para se perceber.

Seja como for, este é um emprego de quem todos parecem fugir a sete pés. Pelo andar da carruagem, nem sequer a nova vaga de emigrantes portugueses desempregados parecem dispostos a treinar Ibrahimovic, Pastore, Lucas Moura e companhia. “É que há trabalhos que não se aceitam nem por todo o dinheiro do mundo”.

GOSTOU DESTE ARTIGO? ENTÃO ENTRE
EM https://www.facebook.com/palavrasaoposte, CLIQUE ‘GOSTO’ E
ACOMPANHE OS ARTIGOS DIÁRIOS DO PALAVRAS AO POSTE! 

???????????????????????????????André Cunha Oliveira

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s