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O Real Madrid já gastou nesta pré-temporada cerca de 81,8 milhões de euros mas ninguém parece ter dado por isso. A prosperidade financeira que vai reinando pelo Mónaco e Paris justifica a actuação aparentemente despercebida dos merengues, mas a verdade é que os valores em causa, que não devem ficar por aqui, voltam a colocar os madrilenos no topo dos clubes mundiais mais activos no mercado de verão.

Na lista de jogadores contratados salta à vista  a preferência por atletas de nacionalidade espanhola, naquele que pode ser entendido como o prosseguimento da política iniciada por Florentino Pérez há precisamente quatro anos.

Carvajal (repescado ao Bayer Leverkusen), Isco e Illaramendi: os três juntos custaram aos cofres blancos 75,3 milhões de euros, o que apesar de ter de ser relativizado por se tratar do Real Madrid, não é uma quantia qualquer.

A aposta em Carvajal (6,5 milhões de euros) explica-se pela boa temporada realizada na Bundesliga e pela escassez de laterais-direitos no plantel. Ainda assim, é pouco provável que o canterano tenha condições para ser uma aposta séria dos merengues. Ter o ADN do Castilla foi, no entanto, uma importante ajuda no processo que levou ao seu regresso a Madrid e ao Real.

As escolhas de Isco (30 milhões) e Illarramendi (38,8 milhões) acabam por ser naturais, tendo em conta que se tratam de duas das maiores pérolas do futuro do futebol espanhol, e cuja participação no Europeu de Sub-21, conquistado este verão pela roja, fez disparar a sua cotação. Apesar disso, o valor de mercado dos dois jogadores acaba por ser desproporcional, e sobretudo os 38,8 milhões pagos pelo médio basco à Real Sociedad parece algo exagerados tendo em conta o seu percurso e valor de mercado.

florentinoCuste a fortuna que custar, o certo é que Pérez parece obcecado a pagar o que for preciso pelas maiores promessas espanholas, as que agora servem mas cujas antecessoras nunca foram vistas de forma séria durante este período. Era o tempo dos galácticos e dos grandes nomes, o futebol preterido pelo marketing e pelos negócios, e daí que não interessasse a compra de jovens jogadores e a execução de um plano estratégico de longo prazo para um clube a clamar por estabilidade. Nas “oficinas merengues”, paciência foi uma palavra que simplesmente não existiu. E assim Florentino foi desenhando o projecto sem projecto, a estratégia do “à toa” e a sujeição às imposições da moda, descaracterizando o clube mais bem sucedido de sempre do futebol europeu.

Com o fim da era galáctica, e o começo da gloriosa campanha do Barça de Guardiola, a ausência de um plano estratégico por parte dos merengues tornou-se ainda mais visível, mas Florentino Pérez voltou a falhar na análise mais correcta e, sem soluções, utilizou a receita do mais reles aluno do secundário: o copianço. Sedento de êxitos e sucesso, e sem quaisquer conhecimentos, sabedoria ou soluções para resolver os vários problemas do Real Madrid, o presidente dos madrilenos optou pela pior via possível. Como tinha dificuldades e ainda por cima não estudou, Pérez viu-se obrigado a copiar, iniciando então aqui a tal “loucura” espanhola que este ano teve novos protagonistas. Invejando o sucesso catalão, o empresário de Madrid procurou recriar um “mini-barça” em Valdebebas: contratou Manuel Pellegrini ( uma espécie de Guardiola chileno), mandou embora os “inimigos” da armada espanhola (Cannavaro,  Arjen Robben e Wesley Sneijder) e pagou pelas chegadas dos compatriotas Xabi Alonso (30 M), Raúl Albiol (15 M), e pelos regressados Arbeloa (4 M) e Granero (4 M), para além da aposta em jogadores da formação de média (baixa) gama como Miguel Torres. A isto juntou duas superpotências como Kaká (65 M)…e Cristiano Ronaldo (94 M).

Florentino reprovou e continua por fazer a principal das “cadeiras” : a Liga dos Campeões. Mais um ano para tentar e a receita prossegue a mesma, até porque quem copia uma vez copia duas ou três. O Presidente do Real Madrid continua a copiar à descarada e sem qualquer critério, tentando reproduzir um modelo que está descontextualizado e desadequado à realidade blanca. Com isto, menoriza o clube perante o rival e transmite a sua total desorientação e falta de rumo. Mudando o perfil técnico (da procura do sósia de Guardiola à escolha do pragmatismo de Mourinho e Ancelotti), mas seguindo a linha que lhe garantiu a vitória nas eleições para a presidência em 2009.

A atitude de Pérez reflecte os anseios e desejos dos adeptos do Real Madrid e da sua concordância com as contratações espanholas. Neste e nos próximos anos, veremos se efectivamente o crime compensa. Florentino Pérez copiou e agora está só à espera dos resultados.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

 

 

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