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2010-07-19170158_961f1e4c-aef8-4f3d-8935-154a61e36164$$2066B98B-1131-4DFF-8A54-59CDCD6190D9$$66EF7333-91B4-4D54-A6E0-6BD6A6796E1B$$img_detalhe$$pt$$1José Pereira podia ser um qualquer José Pereira, mas não. É empresário e dono de uma das discotecas mais badaladas da noite algarvia. É verdade que podia muito bem ser um qualquer José Pereira dono de uma discoteca algarvia – há tantas. Mas José Pereira é cunhado de Cristiano Ronaldo (ex-cunhado, ao que parece…) e proprietário da discoteca “Seven”.

Mas desengane-se quem pensa que o astro português tem alguma ligação a este mediático espaço de diversão nocturna. O 7 é mera coincidência, assim como os euros investidos no negócio. José Pereira, que agora já nem é casado com a mana Kátia, é empresário  e não precisa do dinheiro de CR7 para nada. Desconhece-se o percurso deste jovem empreendedor, mas que a subida foi a pulso, disso ninguém tem dúvidas. Provavelmente terá começado a vender pipocas…

A discoteca de José Pereira é gigante e está enquadrada no Hotel Tivoli, na marina de Vilamoura. Abre durante todo o ano mas é no verão que adquire a projecção que lhe dá nome. Recebendo as tão aguardadas “festas de verão” do Algarve, o espaço é mais um dos muitos que por esta altura se enche de famosos, “gente gira” e croquetes endinheirados.

São os Sashas, os Meo Spots, os Manta Beachs e os Sevens de Portugal. Hectares de pistas de dança, lounges e chill-out rooms que durante três meses são uma espécie de boot-camp para os “privilegiados” que a elas têm acesso.

Em autênticas excursões provenientes de Lisboa e Porto, esta gente desembarca em Portimão, Albufeira, Vilamoura e Quarteira e dali não arreda pé. De manhã os banhos de praia na costa algarvia, à noite o forrobodó das festas: é matéria mais do que suficiente para encher meia revista.

Zulmira+FerreiraVer Zulmira Ferreira, de 74 (cara)–25 (corpo) anos, a bronzear-se na Praia da Falésia, por volta das 12 horas, e a rodopiar-se no Meo Spot ao som do bit do filho Dj Ferrer, cerca das 23h30, é bem revelador da pedalada da mulher do treinador do Sporting de Braga. Uma das melhores e mais cumpridoras do Bootcamp, portanto.

As fotos da malta da mesma idade mas com perfil genético mais ruim, estilo Lili Caneças, é que são sempre bem mais preocupantes. Nas imagens fotográficas é possível ver uma espécie de hologramas excitados a “dançar” ao som de clássicos dos anos 80 como se estivessem prestes a ter um AVC. São os tais croquetes endinheirados que não dispensam a oportunidade de sair à noite sem precisar de levar a manta do sofá ou o xaile de marca.

Eles, porque as festas é suposto serem jovens e descontraídas, adoram levar calças e camisas de linho branco, indiferentes à voluptuosidade das suas barrigas; elas, mais preocupadas com a imagem, procuram adaptar a irregularidade dos seus corpos ao arrojo e irreverência dos vestidos.

Para além dos Villa Franca, dos Mello Franco e das infinitas famílias aristocráticas que ninguém conhece de lado nenhum, os jogadores de futebol, os apresentadores de televisão, os actores das novelas e os concorrentes do Big Brother são presenças assíduas nestes eventos veraneios.

Estes, aqueles cuja ocupação se conhece, porque muitos são conhecidos desconhecidos: empresários, Dj’s e Relações-Públicas que não perdem uma festa no Manta Beach ou no Seven. Sendo ou não amigos de José Pereira, o importante é que lá estejam e que se façam notar, mostrando serem pessoas de bem com a vida, felizes, extremamente dinâmicas e sem problemas de ordem financeira.

Caras885Na passadeira vermelha é obrigatório sorrir a torto e a direito, denotar um misto de simpatia e arrogância próprios das celebridades. As roupas, claro está, têm de ser da alta costura, porque não “fica bem” dizer que a camisa ou o cardigan escolhidos foram comprados na Zara ou na Berskha. Quanto à roupa interior é outra história, até porque à partida nenhum jornalista ou cronista social vão perguntar onde é que aqueles boxers ou aquele fio dental foram comprados. Sempre se poupam uns euros.

A passadeira vermelha é aliás a região mais produtiva do país. Eles são super ocupados, eles têm “imensos” projectos profissionais, eles têm muito “pouco tempo” para ir a estas festas, ainda que lá estejam praticamente todos os dias e que no resto do ano estejam desempregados.

As festas são igualmente um local de cobiça e de início/fim de relações. “O actor e a empresária que trocam olhares”, “ o casal que se mantém distante durante toda a noite” ou “a jornalista que discute com o músico junto ao bar das caipirinhas” são algumas das manchetes que podemos ler nas publicações sociais.

No boot-camp algarvio há paixões e histórias de amor a nascer todos os dias, relações que se prolongam até ao início do Inverno e que terminam antes do início da primavera. Os famosos, pagos para irem a estas festas, lá fazem o frete de dar um pézinho de dança durante 2 ou 3 horas, rentabilizando depois as presenças com as narrativas que os criativos das revistas tratam de inventar (para fazer render o peixe).

Com o alojamento, as deslocações, a alimentação e a presença nas discotecas pagas, o importante é só mesmo recriar um ambiente de ostentação e glamour que convenca o público de que a vida destes “pés descalços” é mesmo esta, é mesmo assim.

No meio de tudo isto, o que vale é que há gente que trabalha. Seguissem todos os portugueses o exemplo da família de José Pereira, dono da Seven (mas que nada tem a ver com Cristiano Ronaldo), e o país já estaria noutra. Para além dele, e da mãe Dolores – educadora de infância a tempo inteiro do neto CR7 júnior-, Kátia Aveiro, que em tempos foi Ronalda mas que também nunca quis viver à custa do irmão, é uma estrela em ascensão que graças ao seu talento e à sua imaculada voz tem conseguido progredir na música de forma meteórica. Essa ascensão permitiu-lhe, por exemplo, suportar os custos do espectacular videoclip do seu mais recente hit “Boom sem parar”.

Esquecendo este aparte e esta implicância com o clã Aveiro, resta dizer que nunca tive, nem provavelmente terei, oportunidade de vistar uma destas festas com “gente gira”. Por não ser giro provavelmente não será, até porque gente feia é coisa que não lá falta. Por não ter dinheiro também não, já que carteiras vazias têm eles quase todos.  Vou permitir-me a mim mesmo pensar sobre o assunto nas próximas semanas. O objectivo? Entrar na discoteca do José Pereira paga pelo Cristiano Ronaldo mas que nada tem a ver com o CR7.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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