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chaby pondeBruno de Carvalho chegou e o Sporting mudou. O jovem presidente mostrou as garras e atirou-se de cabeça às feras, colocando de uma assentada um ponto final na longa e insustentável ronha promovida pelo clube de Alvalade em relação aos seus jogadores, aos empresários e aos emblemas adversários. A passividade e a má gestão deram lugar a uma atitude soberana, dominadora e dotada de uma mão-de-ferro, onde as jigajogas com o Porto acabaram e as birras de pseudo-vedetas da Academia deixaram de ser tratadas com panos quentes e prendas chorudas. A aposta passa agora por premiar com renovações de contrato o empenho das pérolas da formação que realmente queiram ficar no Sporting, de forma a promover uma identidade própria e capitalizar aquilo que de melhor o clube tem. É este o caminho traçado por BdC; quanto aos outros, craques na pré-reforma ou miúdos obcecados pelo dinheiro, estão condenados a uma saída inglória pela porta dos fundos.

Ricardo Esgaio, João Mário, Luís Ribeiro, William Carvalho, Wilson Eduardo, Filipe Chaby, Cristian Ponde, Betinho e Iuri Medeiros. São nove os jogadores da Academia que prolongaram a sua ligação contratual com o Sporting até 2018 ou 2019, todos com cláusulas de rescisão de 45 milhões, à excepção da do ponta-de-lança Betinho que se fixa no impressionante valor dos 60 milhões. A nova estrutura directiva do Sporting faz um ‘all-in’ nas potencialidades da sua formação e assume uma vontade inquebrável de construir uma equipa competitiva assente no talento destes jovens, numa opção que em tudo se diferencia da obra produzida por Godinho Lopes. Vamos então por partes.

É certo e sabido que a prestação do Engº. Godinho Lopes como presidente do Sporting foi tudo menos positiva para o clube de Alvalade. Se nos restringirmos ao plano desportivo, os resultados estão à vista de todos e a política de contratações e vendas foi desastrosa. Contrataram-se jogadores com muito pouco para dar ao futebol e grandes ordenados a receber ao fim do mês, como foram os casos de Elias, Pranjic, Boulahrouz e Onyewu, e venderam-se dois dos principais valores da Academia para o Barcelona B a preço de saldo para pagar parte da dívida contraída com a contratação de Jeffrén Suárez, o tal bi-campeão europeu que está lesionado durante 90% dos jogos de cada temporada.

Empossado presidente do emblema verde e branco, foi esta a herança que Bruno de Carvalho herdou do seu antecessor. As saídas de Agostinho Cá e Edgar Ié eram previsíveis especialmente se atendermos ao facto de serem ambos luso–guineenses e apadrinhados pelo sempre amigável Catió Baldé, mas os vínculos assinados com estes cinco mercenários estrangeiros, sempre famintos por dinheiro e alérgicos à vontade de praticar futebol, rapidamente se constituiu como uma verdadeira pedra no sapato na contabilidade do clube de Alvalade. Era necessária uma decisão rígida e implacável, tão determinada quanto a grave situação do clube assim o exige, e foi isso que BdC declarou sem hesitar: Elias, Pranjic, Boulahrouz, Onyewu e Jeffrén não voltam a actuar no Sporting e são para vender.

Em sentido inverso, este período de transição acentuou-se com a evidente aposta nos valores da Academia. Muito embora a situação de Tiago Ilori ainda não estar regularizada e o caso de Bruma permanecer nas mãos da justiça, a intenção de renovar o plantel principal tem-se verificado exactamente em função das constantes renovações de contrato dos jogadores da cantera leonina. Renovações que renovam, símbolos de uma atitude que os adeptos já pretendiam ver aplicada no clube há muito tempo, ainda para mais tratando-se na sua grande maioria de atletas portugueses.

A massa associativa aplaude e acarinha a prata da casa, mas resta saber como será quando resultados menos bons aparecerem. Por essa altura surgirá o argumento de que uma equipa tão jovem jamais teria estofo para aguentar a pedalada de um Campeonato Nacional, e talvez até seja verdade. Se não surgirem reforços mais consistentes até ao fecho do mercado é provável que o Sporting não consiga grandes vitórias na temporada que se avizinha, mas caso tal aconteça é fundamental que os adeptos sportinguistas saibam ter esperança e dar espaço para Leonardo Jardim fazer o seu trabalho e potencializar da melhor forma as pérolas que agora começam a aparecer ao mais alto nível.

Para acalmar os ânimos e fazer com que os sócios e simpatizantes acreditem num futuro mais reluzente, o ideal seria que Bruno de Carvalho prosseguisse com esta política de renovações, dando prioridade absoluta aos nomes de Carlos Mané, Tobias Figueiredo, Tiago Ilori e, como cereja no topo do bolo, Bruma. Se tal possibilidade fosse concretizada, estaria criado um ambiente propício para o desenvolvimento progressivo e positivo de uma renovação de mentalidades cuja eficácia depende também em grande medida da atitude de todas as figuras constituintes do universo sportinguista. Resta esperar para ver.

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