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O rolar da redondinha na liga nacional está à curta distância de, aproximadamente, 15 dias. De qualquer forma, sem ser mágico ou o Prof.Bambu o que aí vem é fácil de prever.

Nas últimas décadas temos assistido às vitórias em catadupa de um clube bem organizado e com visão de mercado, tanto ao nível de jogadores como de árbitros e claques. Um clube que corrompe árbitros, ameaça jogadores, intimida adversários e passa entre os pingos de chuva… sempre sem se molhar. As vitórias garantem dinheiro, estabilidade, tempo para organizar e reorganizar a famosa “estrotoura” e criam um ciclo vicioso que anos após anos garante títulos. São esses troféus que na cabeça desta gente de “carácter invulgar” legitimam toda a fruta podre que distribuíram para os alcançar.  Os fins realmente justificam os meios. Em Portugal, pelo menos no futebol (desconfio que no resto também), funciona, regra geral, assim.

A pré-época dos dragões tem sido um protótipo do que é o futebol português e do que será a nova liga nacional. O argelino Ghilas tinha uma cláusula de rescisão de 3 milhões de euros, chegou ao Olival por pelo menos 5, tendo o Moreirense desrespeitado o acordo de preferência que tinha com o Sporting. O anúncio à CMVM não corresponde àquilo que o FC Porto pagou e às declarações contraditórias entre dirigentes dos três clubes. Reacção da CMVM? Ignorar… Nada que me espante. Hulk custou aos russos do Zenit 40 milhões, mas o FC Porto anunciou que recebeu 60. Reacção da CMVM? Ignorar… São só 20 milhões de euros de diferença, não vale a pena incomodar o Padrinho por causa de trocos.

 O tal padrinho que escolheu o simpático Hugo Pacheco para apitar o confronto entre o seu emblema e o Celta de Vigo. Nunca tinha ouvido falar neste juiz, mas tenho a certeza que terá uma carreira duradoura e de imenso sucesso. Os seus bandeirinhas idem. O FC Porto venceu em casa com um golo com 57 km de fora de jogo na cara da equipa de arbitragem. Alguns jornais desportivos até ignoraram, afinal segundo um deles “o passe de Lucho foi tão genial que o lance merecia golo”.
fc-porto-kelvin-arbitragemAs lentas fuscas do sr. Apito e dos seus compinxas também o impediram de expulsar um jogador de azul que agrediu nas barbas do fiscal de linha, ao pontapé, 4!!! vezes um rival. O imbecil agredido teve, imagine-se, o desplante de reagir e foi, obviamente, cercado pelo banco portista, sem qualquer intervenção do amigo Hugo, que com um minuto e descontos por jogar, preferiu encerrar o jogo, não fosse ele ter de pôr ordem na casa. Essa ficou a cargo da claque mais pacífica, honesta e transparente do futebol nacional: os Superdragões.

Os fanáticos azuis e brancos receberam os adeptos do Celta de Vigo com cuspidelas e insultos constantes e no fim do jogo amigável (a isto se chama saber receber) trataram de encurralar os galegos no interior do estádio para agradecer a sua presença em Portugal com socos e pontapés, não sem antes furtar as suas camisolas e cachecóis.

Um experiência divinal para o pessoal de Vigo, que ainda ouviu as claques portistas assobiarem o minuto de silêncio em memória das vítimas do acidente de comboio em Santiago de Compostela. Os jornais, a polícia, e tudo o resto que podia falar sobre esta situação, tratou de ignorar o assunto.

Para os lados da Luz, a luta pela vitória mantém-se, mas só até aos 91 minutos. De qualquer forma , têm melhorado: já se pode cuspir e agredir adversários sem ser castigado, vender o mesmo jogador vezes sem conta, volta e meia surge um amigo Capela…

Ainda assim é pouco para bater os inimigos do Norte. A táctica de emprestar, vender (com possibilidade de recompra) jogadores a Rio Aves, Aroucas e Belenenses não deixa de ser uma atitude simpática para ter algum poder nestes emblemas, um estilo bem nortenho. Comprar jogadores a rodos só para não assinarem pelos rivais também é um modelo criado em tons de azul que está cada vez mais vermelho.

Dentro do seu projecto para dominar o futebol luso, a Benfica TV é a ferramenta mais interessante. Os encarnados enfraquecem o aliado portista da Olivedesportos, os cofres do FC Porto (no contrato têm uma cláusula que os obriga a receber 85% do valor entregue às águias) e ainda têm um projecto que, caso seja bem trabalhado, pode ser bastante lucrativo para cofres do clube de Luís Filipe Vieira. Neste momento os jogos do Farense estão assegurados e os do Académico de Viseu a caminho. Se eventualmente a Benfica TV adquirir os direitos televisivos de clubes da primeira liga (o Marítimo já se ofereceu) estamos perante um claro conflito de interesses. Nos bastidores muito se fala de empréstimos de jogadores e coisas do géneros para ajudar à festa.

benficaTV_relatosUma curiosidade que tenho é em perceber como serão as transmissões da Benfica TV: haverá diversas repetições de lances duvidosos que prejudiquem o Benfica? Haverá comentadores, em casos especiais, não afectos ao Benfica? O tendencionalismo dominante vai dar lugar à imparcialidade? Um Chelsea – Manchester United vai passar em diferido para os não benfiquistas verem um Benfica- Palmelense?

Apesar de Jesus não partilhar da minha opinião, o glorioso está a anos-luz do Porto, mas de qualquer forma caminha no sentido certo.

Os croquettes arrogantes e anjinhos do Sporting deram lugar ao poder de choque de Bruno de Carvalho. O novo presidente leonino já se insurgiu contra arbitragens, empresários, fruta, jornalistas, entre outros. O desfecho do caso Bruma, pode mostrar finalmente se a competência e força de bastidores (tão necessária em Portugal) aterrou em Alvalade.

brumaA Comissão Arbitral Paritária vai decidir se o luso-guineense ainda pertence aos leões, mas os optimistas leoninos esquecem-se que esta comissão é composta pelos sempre isentos delegados da Liga e do Sindicato de Jogadores. Ora, o Sindicato protege sempre os jogadores, já a Liga está cheia de elementos que se fartam de achincalhar o Sporting, seja em redes sociais ou ao fazerem vista grossa aos belíssimos trabalhos de arbitragem de que os leões têm sido alvo, mesmo quando estão afundados na lama. Posto isto, parece evidente que a direcção de Bruno de Carvalho vai ter grandes dificuldades em vencer este caso sem recorrer à FIFA, o que atrasaria imenso a decisão, ficando todos os envolvidos a perder.

O desfecho do caso Bruma vai mostrar ao país se finalmente o Sporting meteu as mãos no esterco que é o futebol nacional e já tem algum poder de bastidores. É que pensar que se manda, não é o mesmo que mandar. Nos últimos anos tem-se pensado muito e mandado pouco em Alvalade.

A época ainda não começou mas indícios de que mais do mesmo vem aí, não faltam. Veremos se alguém me surpreende.

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SONY DSCBruno Gomes

 

 

 

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