Home

O dirigente português vai tendo, além-fronteiras, algum estatuto enquanto negociador de jogadores. Grande parte dessa reputação foi obtida por Pinto da Costa e sua direcção, no excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na última década ao nível da valorização de activos: o comprar barato (há uns anos mais que agora) e vender caro. Na Luz, essa linha também tem sido bem seguida pela direcção de Luís Filipe Vieira na última mão cheia de anos, com negócios fantásticos para os cofres encarnados. Também o Sporting, há uns anos mais que agora, chegou a vender bem (sobretudo os frutos da Academia). Já para não falar dos esporádicos negócios avultados de clubes médios como o Sporting de Braga ou o Vitória de Guimarães.

Mas o que hoje orienta estas linhas não é a ‘arte’ de vender caro o que se comprou barato (ou o que se formou). Neste defeso, Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho mostram dificuldades em gerir activos à luz do que se tem visto nos dois casos específicos de Oscar Cardozo e Zakaria Labyad. Não há como comparar o paraguaio e o marroquino no que diz respeito a valor de mercado, qualidade ou sequer no que cada um deles representa para os adeptos dos seus clubes. O único ponto comum entre ambos é a indefinição em torno dos seus futuros. Nenhum deles tem espaço no clube, por razões manifestamente diferentes: Cardozo pelo acto irreflectido no final da Taça de Portugal; Labyad pela cláusula indescritível presente no contrato que há um ano assinou com a direcção de Godinho Lopes, a qual prevê uma subida acentuada anual no salário.

Se ambos tinham alguns interessados no final da temporada – um por ser sinónimo de golos, o outro pela interessante perspectiva futura -, o leque deverá ser cada vez mais reduzido. E o lado dos clubes de Lisboa sairá prejudicado nas negociações com o passar do tempo e com o afastamento dos activos. Cardozo está proibido de treinar no Seixal. Sobre isso, prefiro nem escrever. Ou talvez o faça mais tarde. Já Labyad ficou agora de fora das opções de Jardim para o Torneio do Guadiana, supostamente por imposição do presidente.

Passado mais de um mês desde o início da pré-temporada de águias e leões, o número de pretendentes terá caído certamente. Os clubes vão fechando as suas aquisições e os respectivos plantéis. Cardozo só já parece despertar interesse em mercados alternativos como o russo, o turco ou o ucraniano. Labyad terá os seus interessados mas as exigências salariais devem assustar. Só que a faca e o queijo está na mão dos pretendentes que sabem que estes são jogadores que deixaram de ser desejados. E é aí que reside o grande erro destas duas direcções. Que legitimidade tem o Benfica para pedir mais por um jogador que todos sabem que tem que sair e que nem está a treinar? E o Sporting, tem argumentos para exigir algo por um jogador ao qual não consegue pagar o salário?

E como parece que não há volta a dar em relação à saída de Cardozo, não será de estranhar que o avançado paraguaio deixe o Benfica nos últimos dias do mercado pelos tais 12 milhões de euros… ou menos. Ou será que Vieira prefere ter um activo parado até ao mercado de inverno? Labyad, esse, pode muito bem sair por valores muito reduzidos… ou por empréstimo (com o Sporting, possivelmente, a ter que suportar parte do já avultado salário). Ficar está fora de questão mas os casos podiam ter sido resolvidos de outra forma.

GOSTOU DESTE ARTIGO? ENTÃO ENTRE
EM https://www.facebook.com/palavrasaoposte, CLIQUE ‘GOSTO’ E
ACOMPANHE OS ARTIGOS DIÁRIOS DO PALAVRAS AO POSTE! 

joni_desenhoJoni Francisco

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s