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Spain Soccer La LigaPortugal tem em Cristiano Ronaldo e José Mourinho duas das maiores bandeiras do país. Os dois são (eram) idolatrados de forma proporcional, diria, de tal forma que é difícil perceber qual deles colhe maior simpatia por parte dos portugueses.

O fenómeno Mourinho começou há sensivelmente dez anos, aquando da sua mudança para o Chelsea. O técnico português explodiu e ganhou a admiração de um povo pouco habituado ao sucesso de um treinador luso no estrangeiro e na Europa do futebol. Mourinho tornou-se no melhor treinador do mundo, no número um, e os êxitos do “special one” foram acompanhados por um temperamento e forma de estar que o moldaram e o transformaram num personagem ímpar da história do futebol.

Dois anos depois, a explosão de CR7. A ascensão a melhor do mundo e a constituição do personagem, tal como Mourinho. O amor e o ódio, lado a lado, tanto num como no outro. Mourinho e Ronaldo, os dois, fizeram por isso, e a coabitação de dois estilos tão diferentes e tão idênticos, tão próximos e distantes, nunca se anteviu fácil.

Aliás, já em Inglaterra a convivência com os êxitos de um e de outro dava os primeiros sinais de fricção. A sede de vitórias de Ronaldo não era compatível com os triunfos imparáveis do Chelsea de Mourinho, assim como a intolerância à derrota de José não podia ser vizinha do sucesso do Manchester United de Fergie, comandado pelo astro madeirense.

Contudo, a ambição e fome de sucesso de ambos levaria-os a encarar o capítulo em Madrid, e uma vida em comum, com grande entusiasmo e confiança. Cristiano queria ganhar e Mourinho também, e contarem com a ajuda de um e de outro podia ser a única forma de triunfar num clube difícil como o Real Madrid.

Mas qualquer observador mais atento do fenómeno futebolístico sabia dos riscos desta relação, e de como, de facto, os feitios e egos de Cristiano Ronaldo e José Mourinho nunca seriam compatíveis. E assim foi. Dois primeiros anos de grande felicidade, com muitos elogios e provas de amor pelo meio, e um último de enorme desgaste e marcas de uma ruptura iminente.

Mourinho-Ronaldo: Um casamento que chegou a ser feliz.

Mourinho-Ronaldo: Um casamento que chegou a ser feliz.

A célebre tristeza de CR7, no tumultuoso início de campeonato do Real na temporada passada, despoletou um afastamento e progressiva deterioração do diálogo e cumplicidade entre os dois portugueses. Mourinho terá criticado o avançado em pleno treino, junto dos restantes colegas, e o jogador formado no Sporting não terá gostado, sentindo-se humilhando e ofendido, e vendo beliscado o seu estatuto no seio do balneário merengue. A partir daí , nada foi como dantes.

Mourinho criticou Ronaldo num treino do Real Madrid.

Mourinho criticou Ronaldo num treino do Real Madrid.

Desde os festejos e bocas direccionadas ao técnico natural de Setúbal, até às declarações e indirectas de ambas as partes, muitos foram os sinais do azedume e crispação entre os dois símbolos do futebol português.

O último deles a desfazer quaisquer dúvidas que ainda existissem. Mourinho lançou uma bicada a Cristiano, afirmando que o primeiro e verdadeiro Ronaldo que treinou foi o brasileiro, do Barcelona, e o 7 do Real Madrid respondeu que não cospe “no prato em que comeu”. Voltaria ainda a responder na última madrugada, com os dois golos que ajudaram à vitória da equipa de Carlo Ancelotti sobre o Chelsea, num jogo em que os dois portugueses não se cumprimentaram.

Real Madrid-Chelsea (3-1): A resposta de CR7 à última provocação de Mourinho.

Real Madrid-Chelsea (3-1): A resposta de CR7 à última provocação de Mourinho.

Mais que questionar a veracidade deste ambiente de tensão entre os dois,  é interessante verificar  a reacção dos portugueses e dos fãs de um e outro personagem a este conflito. Os adeptos do “Clube Mourinho” eram, regra geral, apoiantes do “Clube Ronaldo”. Ou se gostava mais de um, ou se gostava mais do outro, mas nunca apenas de um – quase como aquela segunda equipa que gostamos de apoiar ou pela qual nutrimos algum tipo de simpatia.

Com o estalar do conflito, há toda uma estrutura de apoio lusitana que se prepara para ruir. O Real Madrid português de Mourinho e Ronaldo desfez-se, e agora há que cerrar fileiras e escolher um dos lados da barricada. Ou se está de um, ou se está do outro.

É aliás curioso verificar as manifestações de apoio a Ronaldo a propósito do seu abraço ao invasor de campo no Real Madrid-Chelsea (3-1)  desta quinta-feira, assim como as referências insultuosas a José Mourinho. O técnico português saiu queimado de Madrid e as suas constantes provocações ao avançado, que se tem mostrado bem mais pacato e resguardado, parecem não colher a simpatia da maior parte dos portugueses.

Com o andar dos campeonatos nos próximos meses, veremos em que pé fica esta troca de acusações entre os dois. Ainda mais se houver um confronto numa Liga dos Campeões, por exemplo. Para já,para já, parece indiscutivelmente estar a nascer uma nova rivalidade na comunidade de adeptos do futebol português. Entre um e outro clube, o de Ronaldo e o de Mourinho, veremos qual contará com maior número de sócios e apoiantes, e já agora qual deles levará o maior número de troféus para casa.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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