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O que necessita um país e um povo para crescer, progredir e encontrar o equilíbrio económico e social?

As opções de resposta são várias: Riquezas naturais? Recursos energéticos? Capacidade de gestão? Poderio industrial? Mão-de-obra especializada? Empreendedorismo?

Poderia perder horas, dias e meses em busca de refutações para a questão. De certeza que o leitor também terá mais respostas a adicionar à pergunta. Não o faça, já idealizei a resposta: EDUCAÇÃO!

A partir do momento em que o ser humano vem ao mundo nada é mais relevante para o seu desenvolvimento mental, psicológico e físico do que a educação. Aquela que adquire através da experiência e, principalmente, a que lhe é transmitida por aqueles que o rodeiam.

A progressão e o fortalecimento do individuo enquanto ser único e particular só pode ser efectivada através de um eficaz processo de educação e aprendizagem.

Mediante certos pressupostos, quase clichés – mas essenciais, como por exemplo: respeito pelos outros, civilidade, honestidade, transparência, carácter, amor ao próximo e solidariedade, podemos considerar-nos pessoas de bem e de boa educação.

Com este tipo de características se formam pessoas, com este tipo de formação se criam povos. E se um país para prosperar precisa de educação, precisa que o seu povo seja o reflexo dessa educação. Um povo bem formado, instruído e com uma mentalidade com valores importantes assimilados é meio caminho andado para o sucesso da nação.

De pouco adiantam as riquezas naturais e os valores económicos se a mentalidade for  tacanha e o povo não estiver preparado para gerir a turbulência.

O Brasil sofre disso. Um país com potencialidades ímpares no mundo, mas com uma mentalidade inexistente e uma educação ligada às máquinas. A ordem e o progresso estampados na bandeira verde e amarela, parecem não sair dali. Quando falamos em Brasil falamos num continente com diversos micro-países dentro. Não falamos das vidas perfeitas e das paisagens de sonho das novelas. Essas imagens e essas pessoas não retratam nem 10% do país e do povo brasileiro. São uma gota de água no oceano de problemas canarinho.

Tudo isto ficou ainda mais explícito, para mim, depois da vergonha alheia que senti pela forma como representantes do povo brasileiro enxovalharam o país nesta semana que passou.

Na cidade de Fortaleza, no Ceará, um médico cubano foi severamente hostilizado por jovens médicos brasileiros durante o primeiro dia de curso,no âmbito do programa Mais Médicos, ministrado pelo governo brasileiro e que visa contratar médicos estrangeiros para actuar em zonas interiores e rurais do país. Estas regiões estão a ser servidas de profissionais de saúde estrangeiro simplesmente porque os jovens doutores brasileiros não mostraram interesse em trabalhar nas mesmas. Não têm interesse em trabalhar no interior mas tem vontade de sair de casa para humilhar e espezinhar quem se preocupa com a vida humana e se sujeita a abandonar família e amigos para trabalhar num lugar longínquo e que não lhes desperta interesse.

Devem esquecer-se também que isto é um acordo Cuba-Brasil e que quem será ressarcida de forma generosa, vai ser a ilha de Fidel Castro e não estes pobres coitados que vão continuar com um salário a roçar a mediocridade.

Resumindo: os médicos cubanos vêm trabalhar para o Brasil, para lugares que ninguém quer, ou seja, não roubam vagas a ninguém e ainda são hostilizados.

Estas criaturas que se dizem médicas devem ter estudado em óptimas escolas particulares, afinal o ensino no Brasil é terrível e o acesso às boas universidades públicas dificilmente se dá por escolas de qualidade inferior. Com certeza tiveram uma vida estável financeiramente e um acesso à informação e educação que a grande maioria dos brasileiros não tem. Mesmo assim preferiram o passatempo de maltratar alguém que vem de um país pobre onde a medicina é vista como um acto de cariz social do que trabalhar em regiões interiores.

Se pessoas supostamente bem-criadas envergonham o país humilhando quem lhe estende a mão, o que esperar de quem não tem recursos, formação ou bons exemplos para seguir? Esta triste minoria continua a sua vida de sonho no Brasil onde os seus parentes não precisam de ser tratados como gado em hospitais públicos; onde à noite dormem descansados sem temer que uma bala perdida os encontre; onde acordam e não precisam de andar kms a pé em busca da incerteza da existência de água; onde um sistema político viciado favorece a corrupção e a troca de favores; onde não têm problemas de saneamento básico; e onde vale tudo para se estar por cima de todas as jogadas.

O Brasil é o país onde o malandro é que é o certo. Ser honesto e certinho, é careta, é mau. Aquele em que enganar o outro e tirar vantagem disso é bem visto. A classe que podia tirar o país da lama é aquela que é formada e instruída. Mas o rumo tem de ser outro e começar na classe política. Essa é informada mas parece apenas lutar para  favorecer os interesses instalados e  lucrar com isso.

Enquanto o país e as pessoas que têm condições de o fazer, pensarem pouco no próximo, na vida em sociedade e nos valores que uma educação decente deve ter, muito dificilmente o país sairá da cepa torta e casos absurdos como este irão proliferar.

É preciso formar profissionais, mas é necessários educar mentalidades. Educa-te e forma-te Brasil, senão, sinceramente, vais ser sempre o país da desordem e do retrocesso!

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SONY DSCBruno Gomes

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