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Francisco José Rodrigues da Costa. O nome dito desta forma pode nada significar aos olhos até do maior conhecedor do mundo do futebol, mas se o encolhermos para o seu diminutivo uma série de recordações surgem de rompante na nossa memória. Os portistas associam-no às vitórias na Taça UEFA e na Liga dos Campeões, os sportinguistas desprezam-no pelo fracasso que foi a temporada 2010/2011, os adeptos do Beira-Mar responsabilizam-no pela descida de divisão e a massa associativa pacense já não o pode ver nem pintado de ouro. Falamos de Costinha, o “Ministro” que anda a espalhar o perfume da sua incapacidade pelo futebol nacional.

Com apenas sete jogos realizados, a época já vai longa para o Paços de Ferreira. O campeonato nacional presenteou a formação da Mata Real com quatro derrotas em igual número de partidas e um total de sete golos sofridos e apenas um marcado. No play-off da Liga dos Campeões os castores foram para casa com o saco cheio depois de terem encaixado oito golos do Zenit nos dois encontros realizados e a fase de qualificação da Liga Europa começou da pior forma com uma derrota por 3-0 frente à Fiorentina. No total são sete derrotas, zero empates, zero vitórias, 18 golos sofridos e 4 marcados. O Paços desta época mais parece um camião sem travões numa descida a pique, e já se está a adivinhar o desfecho desta corrida.

A formação de Costinha começou a temporada em tom desafinado e descoordenado e assim se tem mantido jogo após jogo. À falta de qualidade do seu futebol junta-se agora uma aparente desmotivação e falta de garra que transparecem para o público a ideia de uma equipa que se arrasta em campo atrás da bola e que se limita a ver jogar o adversário. As derrotas frente ao Zenit, à Fiorentina, ao Porto e ao Benfica são sempre prováveis para um clube como o Paços de Ferreira, mas apesar de tudo é de salientar que a réplica dada pelos castores dentro das quatro linhas ficou muito aquém das expectativas. O terceiro lugar conquistado na época transacta já faz parte de uma história bem diferente da actual e nem nos encontros frente a um Braga claramente fragilizado e a um Olhanense que possui um dos planteis mais fracos da liga os castores conseguiram um ponto que fosse. As perspectivas são negras e seguindo este caminho o Paços de Ferreira tenderá a lutar pela manutenção. E perante este cenário a questão é apenas uma: até quando se aguentará Costinha?

Pois é, Costinha. Depois de uma notável carreira como jogador, o “Ministro” seguiu para outras funções no universo futebolístico e os resultados até ao momento não podiam ser piores. Depois de uma passagem fracassada pelo Servette da Suiça, Costinha ingressou no Sporting em 2010/2011 para o cargo de Director Desportivo. Fazendo uso do seu poder, foi aqui que o agora dirigente contratou grandes craques como Hildebrand, Torsiglieri, Nuno André Coelho, Maniche, Valdés, Zapater, Tales e Cristiano. O resultado desta gestão só podia ser a desgraça, e um ano depois saiu do clube de Alvalade para, aparentemente, não mais voltar. Em Fevereiro de 2012 assumiu o comando técnico do Beira-Mar para substituir Ulisses Morais, mas não conseguiu melhor que o seu antecessor: 11 jogos, 8 pontos, e a despromoção dos auri-negros para a segunda divisão.

E eis que, numa altura em que depois de tantos fracassos como dirigente e treinador toda a gente esperava que Costinha desaparecesse de cena por uns tempos, surge a notícia da sua contratação pelo Paços de Ferreira para o lugar de treinador, uma equipa moralizada que havia tido uma prestação brilhante na temporada anterior. E eis que, passados sete jogos, os resultados confirmaram os prognósticos e o Paços está a beira do precipício. Mais que a saída de Paulo Fonseca ou a venda de jogadores importantes como Josué ou Vítor, a desastrosa situação actual que os castores vivem tem um rosto bem barbeado e de sorriso rasgado, conhecido por todos nós como Costinha.

Como qualquer pedra no sapato, o Ministro acabará por ser descartado por Carlos Barbosa e sairá da Mata Real pela porta dos fundos, tal como aconteceu em Alvalade e em Aveiro. E passado uns meses, vamos vê-lo no comando técnico ou na estrutura desportiva de um qualquer outro clube nacional ou estrangeiro, na Europa ou nos Emirados Árabes Unidos, porque como qualquer outro ministro Costinha tem as costas quentes, e no futebol dos dias de hoje se estás com Jorge Mendes, estás com Deus. Foi o “Super-Agente” quem colocou Costinha no posto em que se encontra, e ainda lhe deu a possibilidade de oferecer o tacho de treinador-adjunto ao seu apêndice Maniche. E não haverá demérito capaz de retirar o respeito e o falso prestígio que Costinha parece ter conquistado no futebol, para sofrimento das equipas por onde passa. Hoje é o Paços de Ferreira a sofrer com as políticas do ‘”Ministro”, amanhã poderá ser o clube de qualquer um de nós.

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