Home

FUTEBOL - Treino do sporting epoca 2013/14Depois do grande início de temporada, com o actual segundo lugar, o melhor ataque, a melhor defesa e o melhor marcador da Liga Zon Sagres, o Sporting começa nesta altura a surpreender, naturalmente, todos aqueles que no início da época vaticinavam uma temporada difícil e de grandes dificuldades para os leões.

Esta expectativas, baseadas na desastrosa temporada de 2012/2013, e no baixo investimento da nova direcção do clube de Alvalade, acabaram por isso por ir de encontro a uma realidade que contrastava e diferia de forma gritante com os grandes rivais e protagonistas do campeonato português nos últimos anos, Porto e Benfica.

O Sporting, que deixou de poder gastar o dinheiro que não tinha (seguindo um plano estratégico da sua nova direcção), acentuou assim no início desta nova temporada uma diferença abismal em termos de competitividade para os outros dois colossos do futebol português, que por ora continuam então a gastar o tal dinheiro que também eles não têm a mínima capacidade de pagar, no futuro.

orçamentos 3 grandes

De 100 para 20: a diferença brutal no orçamento dos três grandes do futebol português.

Se dúvidas houvesse entre o manancial dos dois clubes que têm lutado pelo título nos últimos quatro anos e o que este ano desafia todas as probabilidades e apostas desportivas, os orçamentos apresentados para a presente época são suficientemente elucidativos: os 20 milhões do Sporting são uma verdadeira anedota quando comparados com os 90 e os 40 milhões de Fc Porto e Benfica.

Serve este enquadramento para ajudar a explicar a surpresa e estupefacção pelos resultados desportivos da equipa liderada por Leonardo Jardim, num primeiro momento. Mas agora que a brincadeira já acabou e a coisa começa a ficar séria, e quando estamos em vésperas do clássico do Dragão, já para a 8.ª jornada da prova, o caso começa a mudar de figura, e o tom das conversas e elogios de café que até aqui iam circulando no país converte-se numa estratégia de assolamento e desafio que a espera por um tropeço dos jovens leões ajuda a formatar.

Conscientes da desconformidade do seu arsenal e daquele de que os seus rivais dispõem, os dirigentes leoninos utilizam o discurso que mais ajuda a defender os seus interesses e aquele que, por via das circunstâncias, mais faz sentido: o do não candidato. Pela primeira vez na sua história,  o Sporting caminha no campeonato português sem assumir a sua força e poderio na competição, sem afirmar categoricamente que o objectivo é terminá-la na primeira posição, que a intenção passa por vencê-la.

Este discurso, que choca com a própria história e grandeza do clube, é um discurso que representa uma linha estratégica completamente diferente daquela que nos últimos anos vinha a ser seguida pela formação de Alvalade. Nos reinados da bandalhada, sem rei nem roque, o “Sporting candidato” que era sempre candidato e se assumia como candidato não era candidato a coisa absolutamente nenhuma. Toda a gente o sabia, toda a gente disso desfrutava. A troça de Porto e Benfica de cada vez que um novo personagem aterrava na sala de imprensa do Estádio José Alvalade a prometer lutar pelo título de campeão era porventura o sinal mais flagrante do estado moribundo do Sporting.

E é por isso que este discurso, aliado aos resultados desportivos que por ora o vão desmentido, incita aos sentimentos mais repugnantes de todos aqueles que não nutrem especial carinho pelo clube lisboeta. Assim, o vazio de pressão e tensão que Bruno de Carvalho vai procurando preservar junto dos seus jogadores, que continuam a ganhar, vai começando a gerar simultaneamente um clima de celeuma e gritaria desmedida para que então o não candidato, que ganha, passe a ser candidato (e comece a perder). Se no início da temporada se lançaram foguetes e confetes pelo discurso humilde e pobrezinho de Bruno de Carvalho, não deixa de ser irónico que agora se procure inverter radicalmente esta postura de passividade delineada pelos leões, por forma a pressionar os onze jogadores que semanalmente têm envergado a camisola verde e branca.

Por outras palavras, os que no verão se entusiasmaram com as metas modestas traçadas pelos leões, antevendo nova temporada miserável, são os mesmos que agora vão espirrando e reagindo alergicamente ao não candidato falido que ganha.

Diz-se por aí que pelo menos por duas vezes na última semana um gang composto por dois, três elementos encapuzados, apontou uma arma de calibre 22 a Bruno de Carvalho, nos seus escritórios em Alvalade, para que assumisse, em frente de uma câmara de vídeo, que o Sporting é candidato. Desconhecendo a teimosia e poder negocial do dirigente leonino, os homens pertencentes a uns quantos pasquins que circulam por aí, viram as suas intenções frustradas, limitando-se a desvirtuar a verdade por meio das palavras, como é seu hábito.

ng1B899E1B-78FB-49AE-BA9A-B86CDDD70010

Sporting candidato #1

Primeiro a completa descontextualização das palavras do jogador Andre Carrillo, que em nenhum momento assumiu a tão desejada candidatura, e depois o recurso aos mais ilustres pensadores e observadores do futebol português, que declarassem por fim a candidatura do candidato que não se assume como candidato. Sendo que neste último caso, a convicção é sustentada pelo pronome demonstrativo “mesmo”, para que não restem dúvidas. “SPORTING É MESMO CANDIDATO”, solta a manchete do prestigiado jornal, desta vez sem pedir desculpa. A opinião, “unânime”, vem de um “conselho de notáveis” onde nenhum ex-jogador do Sporting (que eventualmente pudesse assumir o que o clube não assume) fala em candidaturas.

ng3CFBB17B-E17C-4379-BE8C-9799C011DD08

Sporting MESMO candidato #2

Para bem do futebol português, o Sporting tem de ser candidato, tem de se assumir. Aqueles que na temporada passada falavam dos leões quase como se estivessem a falar com um bebé, adoptando um discurso de comiseração e piedade para com a triste realidade do clube leonindo, assim o desejam. É esse o interesse por uma obviamente impensável candidatura ao título de uma equipa com fortes deficiências no seu plantel e sem as soluções de alta gama dos seus rivais. Uma equipa sem dinheiro mas composta maioritariamente por jovens de grande valor da sua formação, que segue a aposta certa na sua Academia e antecipa um comportamento no mercado que todos os clubes portugueses, sem excepção, vão ter de acabar por seguir. Uma equipa sem estrelas de milhões na sua defesa, e sem asas de explosão e técnica ao seu dispor, mas que entra em campo, invariavelmente, com cerca de 6/ 7 jogadores da sua formação. E que tem ganho. Aí é que está o incómodo, é daí que vem a comichão.

Os pasquins, liderados por figuras de proa do comentário desportivo que durante anos e anos fizeram o seu papel a pressionar uns e defender outros, irão prosseguir esta estratégia e continuar a recorrer às  manchetes loucas  e palermas como as dos últimos dias. Mas a obrigação de quem pouco tem e pouco prometeu continuará a ser a mesma, no fim, daquela que existia no princípio: nenhuma. Salve-se a coerência e inteligência dos que por aqui andam atentos a tudo o que mexe.

GOSTOU DESTE ARTIGO? ENTÃO ENTRE
EM https://www.facebook.com/palavrasaoposte, CLIQUE ‘GOSTO’ E
ACOMPANHE OS ARTIGOS DIÁRIOS DO PALAVRAS AO POSTE! 

???????????????????????????????André Cunha Oliveira

 

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s