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Pare. Escute. Olhe. Seja responsável. Beba com moderação. Valide verde. Vá para fora cá dentro. Não vá mais longe. Poupe aqui. Recupere a liberdade de movimentos. Não deixe que o seu corpo seja um obstáculo. Vote!. Não vá em biscates. Antecipe o inesperado. Corra contra a osteoporose. Beba um copo de leite por dia. Sorria, está a ser filmado.

Viajar pelo centro de Lisboa é uma verdadeira lição de vida. A cada metro percorrido salta-nos à vista um dito, uma frase, um conselho, uma ordem. Vitrines, mupis e outdoors dizem-nos o que fazer e o que não fazer, o que é certo e o que é errado, o bom e o mau, o melhor e o pior, o legal e o ilegal, o cool e o piroso. Dizem-nos onde ir e onde ficar, o que pensar, o que fazer, como fazer. Sabem o que somos, carneiros fracos e influenciáveis, e fazem-nos querer ser como eles querem que nós sejamos. Com tanto conhecimento por aí espalhado, não vale a pena procurar o sentido das nossas vidas; eles apontam-nos o caminho correto, eles vivem por nós.

Poderíamos nós habitar numa bolha escura, isolada de todo o mundo, e possuir a perfeita noção do modo como temos que viver. Bastava que nesse minúsculo espaço existisse uma televisão. Através do pequeno ecrã aprenderíamos todas as normas inerentes a uma sociedade, mesmo que dela não fizéssemos parte, e mesmo ali fechados e sozinhos seríamos tentados a fazer o que nos dizem para fazer. Estaríamos a ser filmados e a sorrir, a comer o que nos dizem para comer e a beber o que nos dizem para beber, e, pior que isso, a pensar da forma como nos dizem para pensar.

Na nossa vida a realidade não é diferente. As nossas acções são pautadas pelo meio que nos envolve, um meio egoísta, capitalista e desumano. Uma sociedade sem princípios sociais que nos orienta apenas segundo os seus próprios interesses. Nós seguimos as coordenadas que nos são impostas, e mesmo os que se dizem alternativos assumem tal posição tendo por referência a regra universal que os condiciona.

Paramos, escutamos e olhamos. Sabemo-nos guiados e deixamo-nos guiar. Então deixemo-nos guiar, que mal tem?, mas conservemos a capacidade de pensar a verdade e a moral. Talvez amanhã, quando sairmos até à rua, tudo faça mais sentido.

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Diogo Taborda desenhoDiogo Taborda

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