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Gonçalo Roque tem 24 anos. É licenciado em Ciências do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana e instrutor no Ginásio Clube Português. Mas Gonçalo Roque é também, no seu par com Leonor Oliveira, o primeiro no ranking mundial de ginástica acrobática. Muito recentemente, no final de Outubro, em Odivelas, Gonçalo e Leonor conquistaram três medalhas no campeonato Europeu da modalidade, incluindo a de Ouro na especialidade de equilíbrio. O Hugo Picado de Almeida esteve à conversa com Gonçalo Roque no Ginásio Clube Português, em Lisboa.

Gonçalo Roque no Ginásio Clube Português, onde as paredes ostentam com orgulho o resultado dos seus atletas (Hugo Picado de Almeida)

HPA: Gonçalo, 2013 tem sido um ano de sucesso para ti e para a Leonor. A título de exemplo, em Março conquistaram o Ouro na Taça do Mundo, realizada na Maia; no Verão, na Colômbia, a medalha de Prata…

GR: Sim, nos World Games. Os jogos olímpicos das modalidades não olímpicas são os World Games. Nós tivemos a sorte de lá conseguir estar. Foi uma prova interessante. Passámos à final em primeiro, e tínhamos vindo as provas todas a ficar à frente dos nossos rivais, mas ali naquela prova, pronto… Apesar da final nos ter corrido bem. À medida que o tempo vai avançando eles vão também alterando as maneiras de atribuir a pontuação, e nós ficámos em segundo. Mas foi uma nota excelente para nós. Os campeões do mundo ficaram em terceiro. Foi excelente para nós e estamos muito contentes com a classificação.

A Inglaterra e a Rússia são sempre quem anda ali a par convosco…

Sim, sempre. Sempre, sempre, sempre. Apesar de que quem ficou em terceiro lugar na Colômbia foi o par misto belga, que tinha sido campeão do mundo em 2012. Depois fizeram as taças do mundo connosco, mas este ano não tinham grande hipótese porque o nível foi muito mais alto. Eles ficaram em terceiro, nós em segundo e os ingleses em primeiro. Os ingleses têm um nível muito bom. Foram campeões de all-around neste campeonato. Nas outras especialidades não foram tão bons, mas em all-around são os campeões da Europa.

E todos estes grandes resultados que têm tido em 2013 correspondem às vossas expectativas? Era aquilo que tinham programado? Que balanço fazes deste ano?

Eu acho que superou um bocado as expectativas que nós tínhamos. Nós nunca pensámos… Para já, porque a aceitação da [ginástica] acrobática, como em outros desportos, não tem só a ver com o nível técnico mas também com o país que representas. A ginástica cada vez mais é isso e é uma pena que as coisas aconteçam assim. Muito felizmente para nós, as coisas têm acontecido muito bem. Nós temo-nos focado em fazer bons treinos e boas prestações. O que aconteceu é que também fizemos muitas provas este ano, o que fez com que as pessoas conhecessem o nosso potencial. Chegávamos a todas as provas e era «Olha, vêm aí o portugueses; eles são bons e vêm disputar isto.» E foi o que aconteceu em todas as provas que fizemos. Tivemos uma Taça do Mundo na Bulgária, em que fomos quartos classificados; mais uma vez passámos em primeiro à final, mas na final nós falhámos, pronto, mas aí é completamente normal… Mesmo assim, com essas classificações e por todas as provas que fizemos durante o ano, por todas as boas pontuações que nós tivemos, ficámos em primeiro lugar no ranking mundial, que é uma coisa que eu nunca tinha conseguido. Com a Sofia [Rolão] tinha ficado em segundo, em 2011, e este ano fiquei em primeiro. Foi espectacular. Muito bom! Pegámos numa taça gigante; foi giro. [risos] Depois oferecemo-la aí ao Ginásio [Clube Português]. Foi giro.

No último Europeu de Ginástica Acrobática (Odivelas, Outubro 2013), foram três as medalhas conquistadas por Gonçalo Roque e Leonor Oliveira: ouro, prata e bronze. (Carlos Alberto Matos/FGP)

Disseste há bocado que não conta só a parte técnica; que há outros critérios… Eu ouvi também uma entrevista tua onde dizias que, por exemplo, na Ucrânia e na Rússia, os organizadores diziam que queriam ter o par português e que cobriam essas despesas. Como é que isso funciona?

Isso tem a ver com o nível que a ginástica vai tendo. Não só comigo e com a Leonor, mas a ginástica em Portugal evoluiu imenso e tem evoluído cada vez mais, principalmente a ginástica acrobática. O que acontece é que, por exemplo, no campeonato da Europa, há provas que são particulares e muitas vezes só se entra lá por convite. Nós tivemos agora a prova mais importante, que é uma prova feita na Ucrânia. Fomos convidados a participar pelo organizador. Ele nem fala inglês… A minha treinadora é que me explicou como foi o convite porque eu não estava lá; só ela e a Leonor. Ele mostrou um papelinho e tinha lá o nome da prova, as despesas todas… E depois ele dizia: «convite», e tapava os custos todos das coisas e dizia «não, isto vocês não pagam. Não pagam nada. Só quero que vocês venham e a gente paga tudo.» Foi giro. E depois também tivemos um convite da Rússia. Esta prova do campeonato da Europa [realizada em Odivelas, Outubro] foi muito boa para nós, e como é normalmente a última prova do ano, é quando surgem convites para as provas de 2014.

A nível nacional, este foi também um ano muito importante para a ginástica, que culmina nestas oito medalhas no Europeu, que é um recorde nacional de medalhas numa mesma prova. Para quem está por dentro, isso era algo esperado ou…

Sem dúvida que não. Houve muitas medalhas que Portugal não estava à espera de receber, mas só mostra o trabalho que temos vindo a desenvolver. Cada vez mais Portugal tem tido resultados de excelência na ginástica. Principalmente porque Portugal está a apostar mais… Não Portugal ao nível do governo ou de mais apoios; isso antes pelo contrário, que cada vez temos menos. O que acontece é que os clubes, um bocadinho por casmurrice, apostam mesmo na ginástica acrobática porque têm tido bons resultados, e vão desenvolvendo mais infra-estruturas, vão tendo treinadores cada vez mais especializados… E isso faz com que a ginástica acrobática evolua a nível nacional. E nós cada vez mais vamos lá fora – mesmo nestas provas privadas de que falei e mesmo naquelas que não são por convite −, e Portugal traz sempre muito bons resultados. Já somos vistos como uma potência na ginástica acrobática, e cada vez mais.

Isso toca naquilo que te ia perguntar de seguida. Não que alguma vez o desporto de competição tenha sido especialmente bem tratado em Portugal, mas sobretudo nos últimos tempos tem havido cada vez mais cortes em tudo. Conhecemos a situação. E também já o disseste uma vez: somos bons naquilo que fazemos com o pouco que temos e conseguimos ombrear com as maiores potências mesmo tendo menos investimento. O que é que dirias que faz falta à ginástica em Portugal? É uma questão de dinheiro? De dimensão?

De dimensão não é, porque cada vez temos mais participantes e temos ido a muitas provas… Como eu disse, mais por casmurrice dos próprios clubes que investem. Não têm mais dinheiro, mas eles investem mesmo, porque a nível governamental as coisas cada vez estão mais cortadas. Acho que o que nos faz falta é mesmo que o Governo perceba que o desporto em Portugal não é só o futebol. Eu não tenho nada contra o futebol, atenção. Sou adepto, vejo bastante futebol, mas também é preciso olhar para os outros desportos. E nós vemos os países com quem competimos: Inglaterra, Bélgica, Rússia, Ucrânia, que são os países mais fortes na modalidade. São países que, além de terem muito mais apoios, ganham muito dinheiro com as medalhas que ganham. Muito dinheiro. Eles levam medalhas para casa e ficam quase ricos. Têm também escolas onde o treino está incorporado na escola. Por exemplo, vão de manhã ao treino, à tarde vão à escola e à noite voltam ao treino. Já faz parte do colégio. Todos esses países têm isso. Temos ainda, por exemplo, os ingleses, que têm muitas bolsas, muitos prémios pós-prova, e muitas actuações. Fazem muitas coisas onde ganham muito dinheiro. Em Portugal não. Eu posso dizer que fui campeão da Europa em 2011 e o que recebi foi uma bolsa de duzentos euros durante dez meses. Isto representa dois mil euros. Imagina ser campeão da Europa e ganhar uma bolsa de duzentos euros. Basicamente não dá para pagar o que eu gasto em treinos e suplementação, ou mesmo renda de casa porque estou em Lisboa de propósito para treinar… É quase impossível. E com este campeonato da Europa nem faço ideia de quanto é que vou ganhar, mas também não vai ser mais do que isso. E às tantas é inglório, porque as pessoas percebem que treinam muito – e já somos muito bem vistos lá fora, mas cá dentro isso não representa nada. E nós somos assim. Ou somos loucos e continuamos a lutar com isto ou então, se vamos pensar que é tudo mau, desistimos de certeza.

Portanto, neste momento, viver como profissional da ginástica como acontece por exemplo em Inglaterra, cá em Portugal é de todo impossível?

Impossível.  Eventualmente, com estes resultados meus e da Leonor, e com os que já trazia de trás, temos conseguido alguns apoios. Tivemos um patrocínio do h3, que deu para pagar os fatos que utilizámos nas provas, que são fatos caríssimos e mesmo só com apoio é que os conseguimos comprar… Mas estamos agora à procura de um patrocínio. É isso para que lutamos; ter algum tipo de patrocínio para que isto não seja só… Eu estou a representar Portugal e tenho  despesa para representar Portugal. Isso não é justo. Eu não pago nada para ir às provas lá fora, mas como estou a dizer, pago a casa, a alimentação, isso tudo… E muitas vezes o que eu trabalho no Ginásio Clube Português não chega. Basicamente, tenho de ter uns pais que ainda me sustentem para conseguir representar Portugal. E isto é um bocado triste… Falamos no futebol: os milhares e os milhões que eles ganham, e depois nós andamos aqui a receber medalhas e a ser campeões de algumas coisas – não falo só de mim, mas também de outras modalidades – e não recebemos nada. Isso é que é triste.

Gonçalo e Leonor lideram actualmente o ranking mundial da modalidade. (A Bola)

Sobretudo porque a exigência, como em qualquer desporto de alta-competição, é sempre máxima. Como é o teu dia-a-dia? Como são os treinos?

Sim, a exigência é muito, muito grande. Nós treinamos sete horas por dia. Neste momento, a Leonor vai à escola de manhã e eu trabalho de manhã. À tarde, normalmente chegamos às duas aqui ao ginásio e treinamos cerca de três horas. Depois fazemos uma pausa das cinco às seis e voltamos a treinar até às nove e meia, mais ou menos. Tudo isto num perfil de ter a competição como objectivo. Quando chegamos a duas ou três semanas antes da competição, eu peço dispensa do trabalho, a Leonor pede dispensa da escola e estamos essas duas ou três semanas só a treinar. No final de um ano, são muitas horas a treinar. E é duro. É duro para nós e é duro para a nossa família porque não estamos com eles. É duro para todos os que nos acompanham porque, ao fim e ao cabo, eles apoiam-nos e nós nunca conseguimos estar com eles. Mas nós sabemos que só assim é que conseguimos, porque a modalidade já está com um nível tão alto que só treinando assim, despendendo este tempo todo, é que conseguimos ganhar alguma coisa. Se não, vamos lá para tentar ser finalistas, e não é esse o objectivo da ginástica em Portugal.

Em Março, a Taça do Mundo foi a primeira prova internacional que disputaste com a Leonor. Há quanto tempo é que treinam juntos?

Há cerca de um ano e três meses. Nós estamos há pouco tempo juntos. Tivemos foi uma grande evolução, porque a Leonor também, tecnicamente, é muito evoluída. Ela já vinha com algumas bases. Ela já fez campeonatos da Europa e do Mundo, mas como júnior. Como par é um bocadinho diferente. Mas foi uma junção que correu bem. Às vezes até podem ser duas pessoas tecnicamente bastante evoluídas e as coisas não funcionarem. Mas a nós correu-nos bem. Claro que passamos muitas horas juntos, e há sempre algumas discussões, mas isso é normal no treino de alta competição. Principalmente em pessoas com personalidades fortes e com idades tão distintas. Eu tenho 24 anos e a Leonor tem 15. É muita diferença e há sempre alguns choques, mas foi bom e têm sido bons resultados. E estamos contentes com isso.

Gonçalo e Leonor nos World Games, em Cali, Colômbia, em Julho 2013, onde conquistaram a prata. (DR)

Quais são agora os vossos próximos objectivos? Já têm provas definidas para o ano?

Sim. Temos essa tal prova na Ucrânia, para a qual fomos convidados, temos provas na Rússia, temos o campeonato do Mundo em Paris… Vai ser um ano engraçado. Mas estamos ainda a ver como é que vamos fazer, porque entretanto parámos. O campeonato da Europa foi muito intenso… Foi um ano muito intenso para nós. Tivemos os World Games e são momentos de muita energia. Não tivemos férias; estivemos a treinar sempre e só agora é que parámos. Depois de treinarmos desde Setembro de 2012 juntos, parámos agora em Novembro de 2013. É uma grande violência e tivemos de descansar. Mas temos alguns objectivos. A ginástica acrobática pela primeira vez foi inserida nos Jogos Olímpicos; são Jogos Olímpicos diferentes; só Europeus. É o Comité Olímpico a organizar e tudo, e será em Baku, em 2015, e nós estamos a empenhar todas as nossas forças para tentar chegar ao campeonato do Mundo e ter o apuramento para os Jogos Olímpicos. Sabemos que vai ser difícil, porque há muita gente a querer disputá-lo e acho que só vão seis países do Mundo. Mas Portugal vai lá estar de certeza, a disputar o que quer que seja.

Uma das questões que foi muito falada nos jornais após o Europeu em Odivelas foi o famoso convite que vos fez o Cirque du Soleil. Eu percebi, na altura, que não quiseram falar muito sobre isso; talvez não estivesse tanto nos vossos objectivos, mas pedia-te que me falasses um pouco disso.

[sorrisos] Eu e a Sofia [Rolão] já tínhamos sido convidados os dois, pelo Cirque, em 2012. Tínhamos tido uma proposta concreta no final da nossa época 2011/2012. Um dos organizadores veio falar directamente connosco, a dizer que estava muito interessado e que queria saber as nossas condições. Nós dissemos logo que não, porque tínhamos o campeonato do Mundo em mente e que não era o que queríamos. Neste momento já foi uma proposta diferente. Foi uma proposta direccionada a mim. Eu ainda vou ter uma reunião com a minha treinadora, em princípio esta semana, para falar sobre essa situação. Já passaram dois anos desde a outra proposta e sei que o barco às vezes só passa uma vez. Neste caso é uma segunda oportunidade e nós temos de pensar muito bem o que queremos. Se posso dizer que é um sonho? Eu gostava. Não vou dizer que é um sonho e que largava já tudo, mas claro que gostava de fazer uma experiência lá, isso sem dúvida. Acho que qualquer pessoa gostaria de estar na maior empresa de espectáculos… Imagina-te na melhor empresa do que fazes. Acho que é sempre o sonho de uma pessoa, mas ainda estamos a pensar muito bem no que vamos fazer. Sei que, se for para lá, vou ter de deixar a parte competitiva, porque vou ter de ir para Montreal [Canadá] e deixar tudo cá. E aí é muito mais difícil.

Não sei se me podes dizer algo sobre isso, mas como é que funciona com eles? Sabes se é para um dos espectáculos, ou para um ano…

É a minha treinadora que tem isso tudo [a proposta] na mão. Mas normalmente o que eles fazem é chamar as pessoas que querem e noutros casos fazem castings. Depois fazem-se os treinos em Montreal, onde está a base deles, e é daí que eles enviam as pessoas para os vários espectáculos. Mas, e vou ser sincero, depois da prova, o único dia em que falei disso foi ontem, quando falei com a minha treinadora e lhe disse directamente que queria falar sobre o assunto porque gostava de saber qual é que foi a proposta deles. Portanto, em relação a isso…

Há, portanto, ainda muitas incógnitas.

Sim, há muita coisa em jogo. Há o meu trabalho aqui, os meus familiares… Está tudo em jogo.

EUROACRO 2013

Gonçalo e Leonor no EUROACRO 2013 (A Bola)

Gonçalo, regressando ao tema da competição e ao ano que agora termina: quantas provas é que disputaram este ano? Quais destacas como principais momentos?

Em Dezembro, tivemos logo o Torneio de Abertura… Ganhámos a prova. Tudo o que foram provas nacionais, nós ganhámos. Em Fevereiro tivemos um outro apuramento. Depois, a Taça do Mundo na Maia [em Março], onde fomos vencedores. Tivemos a Taça do Mundo na Bulgária, onde fomos quartos classificados, depois o Campeonato Nacional, Taça de Portugal. Fomos ainda à Bélgica, ao FIAC [Flandres International Acro Cup], onde também fomos vencedores da prova… Fomos até à Colômbia, a Cali [World Games], em que fomos segundos classificados. Depois dessa prova acho que foi agora o campeonato da Europa… E penso que ainda me estão aqui a faltar umas nacionais… Os distritais, tudo isso…

Claro. Mas é mais do que suficiente para termos a noção do ritmo. Quando falavas em algumas semanas de treino intenso antes de cada prova, é um ritmo alucinante.

Sim, sim, é muito tempo. Neste momento, acho que fiz 50% de tempo aqui no trabalho, e o resto faltei. São muitas horas e é muito dispendioso para o Ginásio Clube Português, mas não tendo apoios só assim conseguimos. Não me posso dedicar inteiramente a isto… Tenho é a sorte de ter o Ginásio Clube Português que me apoia, e bom, também é o nome deles que eu levo às costas, e quando temos entrevistas o nome deles também aparece sempre. Ao fim e ao cabo, uma coisa paga a outra, e isso nós andamos sempre a compensar.

Porque é muito difícil arranjar patrocínios. Falaste há pouco no caso do h3 para os fatos, mas são sempre coisas muito esporádicas, não?

São coisas esporádicas, sim. É muito difícil arranjar patrocínios. Acho que agora será mais fácil porque tivemos uma boa divulgação. E penso que as coisas vão continuar assim porque queremos manter os nossos resultados. Vamos tentar arranjar mais algum patrocínio para que, no mínimo, isto seja sustentável: conseguir treinar e trabalhar. Porque senão é muito difícil. E chegas aos 24 anos e começas a pensar que o que ganhas é para gastar ali no treino… Se calhar já tens de pensar duas vezes.

Acaba por haver uma desmotivação, por muito empenho e dedicação que haja. São muitas horas e muitos anos…

E até porque depois vês outras modalidades e como funcionam. Há pessoal que ganha muito dinheiro e depois perguntas-te: «Então, mas se eu tenho bons resultados como os outros, se calhar até melhores, por que é que também não é assim comigo?» É um bocado triste…

Hugo desenho 4sc2Hugo Picado de Almeida

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