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A Selecção Nacional bateu ontem a Suécia por 1-0 no primeiro jogo do play-off de apuramento para o Campeonato do Mundo a disputar no Brasil em 2014. A partida decorrida no Estádio da Luz teve como protagonista Cristiano Ronaldo, o herói mais que provável de uma equipa das quinas que aqui e ali vai insistindo em cometer sempre os mesmos erros. A vantagem é magra mas ainda assim o primeiro passo rumo ao sucesso está dado: é caso para dizer que, mesmo sem socos, pontapés ou penaltis não assinalados, há luz ao fundo do túnel.

Como é certo e sabido, a fase de qualificação para o Mundial de 2014 não correu de feição a Portugal. A derrota aos pés da Rússia e os empates frente a Israel e Irlanda do Norte impossibilitaram a Selecção de conquistar o primeiro lugar do grupo e respectivo apuramento directo. Visto por muitos como algo normal na história da equipa das quinas, a razão de tal desaire foi encontrada na falta de atitude dos jogadores, no azar pelas lesões, nas opções técnicas de Paulo Bento, na falta de sorte provocada por uma maldita bola que, talvez por ser por vezes demasiado redonda, não quis entrar na baliza naquele lance decisivo.

Talvez todos estes factores tenham pesado no desenrolar dos acontecimentos até à chegada a este play-off, mas este jogo frente à Suécia colocou simultaneamente em evidência o potencial e as eternas fraquezas da Selecção Nacional. Do lado positivo é de destacar a mudança de atitude dos jogadores portugueses, desta vez a exibirem uma vontade clara de sujar a camisola e de partir com tudo para cima do adversário em busca do golo que acabou por aparecer apenas (e com plena justiça) nos minutos finais da partida. Na outra face da moeda, aquela que neste momento estará na sombra em função da escassa vitória e da consequente alegria momentânea das gentes, o duelo com a Suécia demonstrou que esta Selecção continua órfã de um ponta-de-lança matador. Se é verdade que as opções disponíveis no mercado são escassas, é em igual medida indesmentível que o avançado-centro português com mais golos marcados esta temporada em competições internas não foi convocado para esta jornada dupla: Nélson Oliveira. O jogador formado no Benfica leva esta época 7 golos apontados ao serviço do Rennes, quase tantos como aqueles que Postiga (3) e Hugo Almeida (5) marcaram juntos. Numa convocatória onde couberam o peso-pesado Hugo Almeida e o ainda meio-lesionado Éder, como não houve lugar para um dos melhores marcadores e grande revelação da Liga Francesa?

Esta é uma questão subsidiária no momento da vitória, mas na próxima segunda-feira a batalha então disputada em solo sueco vai ter contornos bem distintos e se o resultado não for o desejado pela equipa das quinas todo este raciocínio será com certeza debatido em público. O ‘modo automático’ implementado por Paulo Bento nesta Selecção Nacional está em risco de colapsar em virtude das escolhas rotineiras e cegas de um selecionador nacional que insiste em preterir jogadores em grandes momentos de forma como Nélson Oliveira ou Adrien Silva para levar a jogo outros como Hugo Almeida ou Rúben Micael, elementos de uma longa lista de eternos eleitos que aconteça o que acontecer fazem sempre parte das convocatórias da Selecção. Por enquanto há uma luz ao fundo do túnel, a ida ao Brasil está ao nosso alcance, mas se a rota não for alterada o desastre pode mesmo chegar em apenas mais 90 minutos. Estaremos cá para ver.

Diogo Tabordadiogo-taborda-desenho-e1360007654750

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