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 Foi visto pela última vez no dia 19 de Setembro deste ano no “Centro de Treinos do Olival”, em Vila Nova de  Gaia. Eram cerca de 18 horas da tarde. Depois disso, nunca mais foi dada satisfação do seu paradeiro, por agora incerto. Nem uma única aparição, nem um telefonema a dizer que está tudo bem…nada. Marat Izmailov, 31 anos, jogador do Fc Porto, está a monte, em Portugal ou na Rússia, aqui ou em lado nenhum. Passam já dois meses da última vez em que lhe foi posta a vista em cima e não há meio de se saber que é feito do reforço sonante dos azuis e brancos no último mercado de Inverno, há precisamente um ano. Bom, na verdade sabemos, sabemos que Izmailov – perdão – Izmaylov, foi “autorizado pela SAD portista a tratar de assuntos pessoais”, o que na prática nos deixa na mesma.

Façamos o filme da fuga: a 18 de Setembro, Marat Izmaylov estreava-se esta época em competição oficial, na Liga dos Campeões. No primeiro jogo da prova, no terreno do Áustria de Viena (0-1), o jogador entrou aos 67 minutos e contribuiu para o triunfo dos dragões.

Última vez em que Izmaylov foi visto.

Última vez em que Izmaylov foi visto.

No dia seguinte, o médio ofensivo participa no treino dos azuis e brancos no Olival, sendo inclusivamente fotografado pelos jornalistas. Essa fotografia é então o último registo da presença de Izmaylov no Porto, ao serviço do seu clube. Nos dois dias posteriores, dias 20 e 21 de Setembro, não há relatos de que tenha treinado com os companheiros, embora a informação oficial disponibilizada pelo Fc Porto não refira a ausência do russo.

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Nesse mesmo dia 21, é lançada a lista de convocados para o encontro Estoril xFc Porto, onde não consta Izmaylov. Questionado depois da partida (2-2) pelos jornalistas sobre a ausência do russo, Paulo Fonseca solta a “bomba”: «O Marat pediu-me para não ser convocado devido a um problema familiar, pedido ao qual acedi».

Mais um dia nesta cronologia e a confirmação do desaparecimento: Izmaylov não aparece no treino e é então que o Fc Porto comunica que «o jogador está autorizado a tratar de assuntos pessoais».
De lá para cá, pouca coisa se passou. Ouviu-se, comeu-se, e calou-se. A história contada pelos portistas, que não sai disto, é quanto baste para a comunicação social residente na invicta. Dois meses de ausência sem sequer uma pergunta na sala de imprensa do Estádio do Dragão. Dois meses de ausência sem uma manchete, dois meses de ausência sem uma capa nos diários desportivos. Izmaylov sumiu, mas ninguém está nem aí para ele.

Primeiro acreditou-se que estaria na Rússia, depois noutra parte qualquer do Planeta, por fim supôs-se que estaria mesmo no Porto e no fim fez-se luz quando alguém o apanhou por Lisboa, algures no Parque das Nações.

Fala-se em “problemas psicológicos por dificuldades de adaptação à vida no Porto”, o que a ser verdade explicaria as enormes cautelas da administração azul e branca na gestão deste caso. Izmaylov veio dos confins da Rússia e não consta que tenha tido quaisquer problemas de adaptação à cidade de Lisboa. O problema é que se adaptou tão bem à capital que no fim de contas estranhou quando foi morar para o Porto. Porto, cidade fria, cinzenta…completamente diferente do que estava habituado na Rússia.

Fala-se ainda “numa doença grave de um familiar seu”. Uma explicação completamente plausível, e que explicaria tudo, mas que de maneira nenhuma justificaria estas trapalhadas do Fc Porto na forma como está a lidar com este problema. Todo este secretismo, todo este suspense. Todas as justificações seriam entendíveis, se fossem explicadas.

Em vez disso, continua a comunicação social portuguesa a dar conta da efeméride: “Faz três semanas que Izmaylov não treina no Olival”; “Izmaylov de fora há um mês”; “Izmaylov desaparecido há já dois meses”. Só isto, mais nada. Tempos houve em que a vida do russo era vasculhada de mil e uma maneiras, as teorias à volta das suas constantes lesões ficcionadas. Tudo era motivo para falar de Izmaylov…quando ele morava em Lisboa, e jogava pelo Sporting.

No auditório Artur Agostinho, cuspiam-se perguntas e provocações a qualquer que fosse o responsável leonino sobre o “Caso Izmaylov”. Fosse Costinha, Paulo Sérgio ou Carlos Carvalhal, a segurança e sobranceria dos jornalistas ali presentes contrastam com o medo e a submissão dos que vão circulando pelas “Antas”, onde as perguntas difíceis ficam no bolso, escondidas.

Enquanto a generalidade da imprensa portuguesa vai assistindo no sofá à telenovela, da Rússia chegam relatos que garantem que o jogador não se encontra no seu país e que inclusivamente é uma «persona non grata em vários setores do futebol». Numa reportagem feita pelo portal maisfutebol, talvez o único órgão que se deu ao trabalho de investigar o caso, um jornalista russo relembra o lado mais obscuro de Izmaylov:  «Parte do seu passe pertencia a uma organização criminosa. Aquilo a que chamamos Máfia. Ele ficou um pouco marcado por isso, até na federação. O rapaz simpático que conhecíamos tornou-se diferente. Frio, antipático, distante. A ligação à Máfia na ida para o Sporting arruinou-lhe a imagem. Sempre foi problemático e instável, principalmente a partir do momento em que veio para Portugal».

Quanto às razões que terão motivado este desaparecimento, Mikhail Ighnaktiev, do site Championat.com, é peremptório: «Eu creio que ele contraiu mais uma lesão grave no joelho e está a tentar esconder isso da opinião pública».

Esta acusação grave vai ao encontro do historial clínico de um jogador que passou por problemas físicos constantes e que chegaram a ser postos em causa por mais que um Departamento Médico e pelo na altura Director de Futebol, Costinha.

Problemas físicos que foram desconsiderados pela imprensa em geral e antes atribuídos a uma presumível incompetência reinante no clube leonino e no seu Corpo Clínico.

E daqui se passou para a saída do médio para o Fc Porto, na altura considerada mais uma das grandes negociatas de Pinto da Costa, o líder da tal estrutura que nunca falha. No Estádio do Dragão, e como que por magia, Izmaylov passaria a ser um jogador completamente diferente do que fora em Alvalade, o mesmo mágico com os pés mas sem as lesões a apoquentarem-no. Riram os rivais e a generalidade da imprensa com mais um tiro no pé do Sporting, mais um de tantos, o enésimo de Godinho Lopes.

A estrutura do Fc Porto era tão forte que até tinha ido ao pormenor de contratar um Professor de português para o tímido russo, que em Alcochete não falava com ninguém também por culpa do Sporting. Na invicta tudo seria diferente – mas não foi.

A prestação insignificante de Marat Izmaylov ao serviço do Fc Porto, e o seu mais recente desaparecimento, representam um dos maiores embustes do Sporting ao emblema nortenho. Uma pancada mais forte do que a infindável quantidade de golos que o russo marcou aos dragões com a camisola verde e branca e que não foi capaz de marcar à formação de Alvalade. Tão estrondosa quanto aquela bomba disparada em 2007, no Estádio de Leiria, que deu uma Supertaça aos leões.

E enquanto os portistas se vão atrapalhando a tentar explicar o que se passa com o russo, o Sporting vai-se rindo a bandeiras despregadas com um dos maiores negócios a um rival da sua história. Se a maçã que se pensava estar podre, em 2010, estava mais que madura, a que o Porto julgou estar fresquinha estava afinal incomestível. Dará alguém agora alguma coisa por ela, se a encontrar?

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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One thought on “WANTED – Dead or Alive

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