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Luís filipe Vieira já teve vários projectos no Benfica. O projecto dos 300 mil sócios, o projecto dos quatro campeonatos em cinco anos, o projecto do maior clube do Mundo, o projecto da final da Liga dos Campeões e mais recentemente o projecto da formação, que o Presidente do Benfica aponta já a patamares de referência em termos mundiais.

Conhece-se já, passados dez anos, a vocação de “vendedor de sonhos” do líder encarnado. Vieira não se fica por meias palavras, é sempre tudo exacerbado ao máximo, ao topo, aos limites do impossível e da inverosimilidade, tanto quanto seja possível abstrair e entreter o universo benfiquista com metas inalcançáveis.

Desta vez, e depois da crise inicial no campeonato, prolongando a agonia do final de época de 2012/13, LFV virou o seu discurso para a formação do Benfica, ouvindo as preces cada vez mais emotivas da massa adepta encarnada. Anos e anos a falar de equipas de milhões, suportadas por um fundo de investimento – outra das ex-grandes bandeiras do empresário-, para agora mudar radicalmente de estratégia: o Benfica vai agora “apostar na prata da casa”.

O novo projecto de Vieira contrasta no entanto com a estrutura para o futebol que o próprio montou, assente numa infinita carreira de jogadores estrangeiros (uma primeira vaga de sul-americanos deu lugar a uma mais recente invasão sérvia) escolhidas por um treinador que tem os seus olhos mais centrados no LCD de sua casa, e mais especificamente no canal PFC, do que nos relvados do “Caixa Futebol Campus”.

Jorge Jesus conhece como ninguém os craques dos campeonatos brasileiro e argentino, e ainda que oiça  falar com insistência dos novos miúdos que vão despontando no Seixal, o técnico lisboeta tem clara preferência pelas promessas que vai mantendo debaixo de olho do outro lado do atlântico.

O paradoxo é cada vez mais notório e põe por isso em causa, por um lado, a continuidade de Jesus à frente do Benfica, e por outro os pilares do novo plano estratégico que LFV quer implementar no Clube da Luz: o treinador natural da Amadora conhece muito melhor os jogadores que vai observando à distância no conforto do seu sofá, do que aqueles que passam por si todos os dias nos corredores do Centro de Treinos dos encarnados.

Como Jesus parece estar pouco virado para os jogos da equipa B e muito menos para os dos juniores do Benfica, a “aposta na formação” nos últimos tempos insistentemente evocada por Vieira não passa para já do papel, onde figuram nomes como Fábio Cardoso, João Cancelo, Bernardo Silva e Rochinha, entre outros. A representá-los Ivan Cavaleiro, o símbolo-máximo da nova política das águias relativamente à potencialização dos jogadores nascidos e criados no Seixal.

Com Jorge Jesus cada vez mais a prazo no Estádio da Luz, a consumação desta reestruturação do plantel encarnado só se dará num ciclo pós-Jesus no clube lisboeta.

Os nomes apontados à sucessão não são muitos mas já se encontram em avaliação nos gabinetes do Estádio da Luz, com Marco Silva e Rui Vitória a perfilarem-se como os grandes candidatos a comandar os destinos da equipa na próxima temporada.

O treinador do Estoril parece ser o grande favorito dos adeptos, muito por culpa do futebol praticado pelos canarinhos  e do carisma e percurso ascendente à frente do clube da Linha, mas o perfil de formador de Rui Vitória, que tem no curriculum um trabalho de duas épocas na equipa de juniores do Benfica, pode pesar na hora de escolher o  líder de um plantel que se quer repleto de jovens pérolas formadas no Caixa Futebol Campus.

O treinador ribatejano tem ainda a Taça de Portugal conquistada no ano passado aos encarnados e um trabalho desenvolvido no meio de grandes dificuldades financeiras e instabilidade directiva (na primeira época).

No meio deste futuro a curto/médio prazo, os adeptos do Benfica vão sonhando com uma equipa formada por Oblak/Bruno Varela, Fábio Cardoso, André Almeida, João Cancelo, André Gomes, Bernardo Silva, Rochinha, Ivan Cavaleiro e outros tantos. Depois de Rui Costa, a sede de ver outro craque da casa a brilhar no relvado do Estádio da Luz é mais que muita, mas terá de esperar mais algum tempo até se efectivar o Benfica a.J (after Jesus), depois da saída de Jorge Jeus do comando encarnado. Aí começará um novo ciclo na vida do Benfica, tal como em 1582 a introdução de um novo calendário a partir da morte de Jesus Cristo foi representada pela expressão do latim a.D (Ano Domini, “Ano do Senhor”). Ditará a recontagem do tempo uma nova vida para os lados da Luz?

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One thought on “Benfica a.J (after Jesus)

  1. Estás enganado. O tipo já anda a falar na formação desde o princípio foi uma bandeira desde que começou no Benfica.
    Estás desactualizado. Ainda bem que temos um presidente sonhador. Antes assim.

    Estás a fazer o enterro ao JJ mas é ainda muito cedo. Qual é o objectivo, realmente?

    Os jogadores que saíram até agora do Seixal não têm tido qualidade para o Benfica A. Tudo o resto é conversa de ignorantes que também sonham mas estão com tesão de mijo.

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