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Depois de na semana passada ter aproveitado este espaço para dar destaque aos nomes mais importantes do futebol português no ano que agora termina, no meu último artigo de 2013 trago-vos o mesmo exercício, agora num contexto mais abrangente do futebol mundial. E desta feita, nada de árbitros ou dirigentes. Apenas os elementos que merecem o grande destaque neste grande espectáculo: jogadores e treinadores.

Alaba, David
Com 21 anos feitos no Verão, o polivalente austríaco pode orgulhar-se de ser já o melhor lateral esquerdo do futebol mundial. Em 2013 ninguém na sua posição se aproximou do registo de David Alaba, que volta e meia é colocado em terrenos mais avançados, sempre com uma cadência elevadíssima. Tem 21 anos mas parece um veterano. Sem Jordi Alba e Marcelo a 100% no ano que agora termina, Alaba não deu hipóteses. Se já tem este nível, o que esperar do futuro?

Bale, Gareth
Os valores da sua transferência de Londres para Madrid nunca foram esclarecidos mas tudo indica que terá sido mesmo a transferência mais cara da história do futebol mundial. Quando o Real Madrid se interessa por um jogador como se interessou pelo galês, não há fasquia inultrapassável. Foi um valor pornográfico aquele que os merengues pagaram pelo esquerdino, até porque o seu real valor de mercado deveria estar bem abaixo. Mas a chegada a Madrid colocou cada macaco no seu galho. Lá, Ronaldo é Rei. E Gareth Bale parece lidar bem com isso.

Cristiano Ronaldo
O melhor jogador do ano! Lionel Messi esteve demasiados meses parado e muitas das vezes em que jogou, fê-lo sem condições. Como para estas contas, há Messi, Ronaldo e os outros, foi o português quem mais fez por merecer a distinção em 2013. E com alguma distância. O francês do Bayern? Poupem-me… CR7 não ganhou nada importante a nível colectivo mas este prémio também não o exige. Para as conquistas colectivas existem as medalhas dos vencedores e a honra de ser campeão de determinada competição. Esses são, no fim das contas, os prémios mais importantes para qualquer desportista. Mas a Bola de Ouro também dá gozo ganhar e este ano ninguém esteve mais aqui do que Cristiano.

Diego Costa
Se tivesse que eleger a grande revelação do ano, provavelmente votaria em Diego Costa. Em 2012, o polémico avançado, com passagem pelo futebol português, regressou do Rayo Vallecano e saiu da sombra de Falcao e Adrian, assumindo a titularidade ao lado do colombiano. Quando El Tigre foi vendido ao Monaco, o Atlético comprou Villa mas foi Diego Costa quem se assumiu de vez como o grande avançado da equipa. Até ao momento, Diego Costa junta-se a Luis Suárez, Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic na lista dos melhores jogadores desta temporada. Se continuar assim, não ficará no Atlético muito mais tempo.

Edinson Cavani
O avançado uruguaio trocou neste Verão o Napoli pelo Paris Saint-Germain, numa transferência que rendeu aos cofres napolitanos qualquer coisa como 64 milhões de euros. Foi a 5.ª transferência mais cara do futebol mundial. Mas Cavani chegou a Paris e por lá já havia rei. Ibrahimovic é a estrela e o uruguaio teve que habituar-se a um papel de segundo plano, jogando muitas vezes descaído na esquerda. Ainda assim, Cavani vai fazendo o que melhor sabe: golos. A dupla com Suárez no Mundial promete…

Ferguson, Alex
O ano de 2013 ficará para sempre na história do futebol mundial porque marcou o abandono de Sir Alex Ferguson. O mítico treinador escocês estava à frente do Manchester United desde 1996, numa marca de longevidade que muito dificilmente será batida. E lá conquistou tudo o que havia por ganhar, por mais do que uma vez. Pelas suas mãos passaram alguns dos nomes mais importantes da história dos Red Devils. Mas o ícone é Ferguson, mais do que qualquer jogador. Uma lenda.

Gündogan, Ilkay
Está aqui mais pela temporada 2012-2013, que foi absolutamente fantástica. Na temporada actual tem sido afectado pelas lesões e o Borussia Dortmund ressente-se da sua ausência. Na temporada passada foi, sem margem para dúvidas, um dos melhores médios do futebol mundial. Terão chegado várias propostas a Dortmund mas o jovem alemão com ascendência turca acabou por ficar. Quando regressar aos relvados a 100% o cerco vai voltar a apertar-se. Próxima paragem, Madrid?

Heynckes, Jupp
Com ele ao comando, o Bayern München fez uma temporada perfeita, que culminou com vitórias na Liga dos Campeões, Bundesliga e Taça da Alemanha. E tudo isto já depois de bater, no início da época, o BVB, levantando aí a Supertaça Alemã. Nada mau para um treinador que soube no início de 2013 que seria despedido no final da temporada. Jupp Heynckes ganhou tudo e abandonou o futebol. Uma despedida em grande mas que terá deixado alguma amargura no técnico.

Iker Casillas
Confesso que nunca fui grande apreciador do guardião espanhol. Sempre achei que boa parte da sua reputação tinha sido construída por uma comunicação social espanhola que muito o aprecia. José Mourinho também terá percebido as várias lacunas do seu jogo e aproveitou uma lesão fortuita de Iker para contratar Diego López, que logo mostrou dar mais garantias. Com Mourinho Iker não voltou a jogar regularmente. E os que diziam que era embirração do técnico português rapidamente se calaram quando chegou Ancelotti e manteve a aposta em Diego López. 2013 foi um ano horrível para Casillas e em Madrid as coisas não estão fáceis. Talvez a saída seja a melhor solução.

Jürgen Klopp
O técnico alemão simboliza o melhor que o futebol tem para nos dar. Num campeonato dominado pelo Bayern, que canibaliza todos os adversários, o BVB vai resistindo e vai-se renovando pela mão do técnico. Ano após ano o Borussia tem perdido as suas estrelas mas isso não impede que lute pelos títulos. Na temporada passada tudo perdeu para o rival bávaro mas caiu sempre com dignidade. Perdeu Götze no Verão e deverá perder Lewandowski também para os bávaros. A Bundesliga deste ano está quase perdida, fruto de uma onda incrível de lesões. Mas não se admirem se Klopp conseguir levar este BVB novamente longe na Europa. Só alguém como ele o poderá conseguir.

Kun Agüero
O campeonato passado foi perdido para o rival de Manchester e a nível europeu o City de Agüero foi uma desilusão. Mas a nível interno, Kun é o grande craque de uma autêntica constelação. É o jogador que precisa de menos minutos para marcar na Premier League. E esta temporada começou novamente em grande forma, só que uma lesão impediu que continuasse a ombrear com Suárez pelo lugar de melhor marcador e melhor jogador da competição. Ainda vai a tempo.

Lewandowski, Robert
Foi um dos melhores pontas de lança da temporada passada, mostrando-se ao mundo na célebre meia final da Liga dos Campeões, quando apontou 4 golos ao Real Madrid na primeira mão. Mas para os mais atentos, essa exibição não foi surpresa nenhuma. Lewa fez uma temporada excepcional e este ano apareceu um pouco mais apagado, também prejudicado pela quebra de rendimento de um Dortmund desfalcado. Acabará no Bayern, será mais uma ‘facada’ nos adeptos e em Klopp.

Messi, Lionel
Para mim, em situações normais, o atacante do Barcelona é o melhor jogador do mundo, ligeiramente à frente de Ronaldo. Mas está aqui, de certa forma, pela negativa. O ano 2013 trará poucas recordações positivas ao astro argentino. Começou o ano lesionado, regressou cedo demais para tentar ajudar a equipa na Liga dos Campeões mas o que vimos foi a Pulga muito limitada fisicamente nos jogos contra PSG ou Bayern. Talvez tivesse sido melhor para os catalães se outro elemento fosse escolhido, alguém em condições para tal. Mas Messi quer é jogar, as culpas vão todas para os médicos que parecem pressionados em lançar o argentino, mesmo quando é evidente que este não tem capacidade física. Messi termina também o ano no estaleiro. Com as férias pelo meio, foram talvez mais os meses sem Messi do que os meses com Messi. E não me venham dizer que o melhor do mundo é Messi apto e o segundo melhor é Messi lesionado. Felizmente há mais craques por onde escolher. Que recupere a 100% para podermos voltar a ver os duelos titânicos com CR7.

Neymar
Outro negócio cujos contornos e valores não foram devidamente divulgados. Falou-se numa quantia um pouco abaixo dos 60 milhões de euros, mas entretanto já foi dito que este valor pode mais que duplicar. Enfim, pouco interessa. O que conta é que podemos finalmente ver o craque brasileiro no futebol europeu. E se os primeiros tempos foram algo modestos, mostrando um Neymar ainda acanhado numa equipa de estrelas, o génio formado no Peixe foi soltando a sua magia e já delicia as bancadas de Camp Nou. Resta saber se o regresso de Messi voltará a colocá-lo num segundo plano ou se o brasileiro tem estaleca para dividir protagonismo com o ET.

Özil, Mesut
Os estilhaços da loucura merengue por Gareth Bale apanharam o virtuoso alemão. Depois de mais uma temporada em grande nível, com um número absurdo de assistências para os seus colegas (sobretudo para CR7), Özil viu as portas do Santiago Bernabéu abertas para a saída. Resignado com a falta de confiança de Ancelotti, Mesut aceitou o repto de Wenger e no Arsenal vai mostrando o porquê de José Mourinho o considerar o melhor número 10 do mundo. Deu aos ‘gunners’ o toque de magia que parecia faltar e o clique jundo dos mais novos. Agora, já há quem acredite num Arsenal campeão.

Paul Pogba
Ao nível de produtividade, o médio francês foi o melhor jogador jovem de 2013. Isto, claro, partindo do princípio que nomes como Neymar ou Alaba já estão noutro patamar, deixando de ser promessas. Paul Pogba, formado em Manchester, é hoje dono de lugar cativo no meio campo da poderosa Juventus. Com Pirlo e Vidal, forma um dos melhores trios do futebol actual. Dá gosto ver. Vai ser enorme!

Quagliarella, Fabio
Também ele na Juventus mas longe de ser opção indiscutível para Antonio Conte. Está aqui porque tem um nome exótico começado por ‘Q’. Uma alternativa interessante aos titulares atacantes da Juve.

Ribéry, Frank
Fantástica a temporada do francês ao serviço do multi-campeão Bayern. Foi a figura de proa de uma equipa que tudo ganhou. E a nova temporada começou da mesma forma, em grande nível, como se comprovou na Supertaça Europeia diante do Chelsea. Está logo no segundo patamar dos grandes astros do futebol actual. Mas não tem como alcançar Ronaldo ou Messi, esse é outro nível. Terá que rezar para que os dois ET’s se lesionem em simultâneo para que possa ter legítimas aspirações ao trono. Caso contrário, continuará a lutar para ser o melhor dos terrestres. E já é muito bom.

Suárez, Luís
É impossível não ficar apaixonado pelo Liverpool de Brendan Rodgers, comandado por Luis Suárez. A temporada passad foi espectacular para o uruguaio, aliando muitos golos e excelentes exibições a momentos polémicos. Mas o colectivo não funcionou e os feitos de Suárez foram limitados. Este ano sim, ganhou lugar definitivo no topo dos melhores do mundo. Lidera um Liverpool que anda na corrida pelo título e marca golos com uma regularidade tremenda. Mais, não se limita aos golos marcados, é um líder dentro de campo e a braçadeira na ausência de Gerrard assenta-lhe bem. Fez muito bem o Liverpool ao não aceitar as propostas que chegaram no Verão. Hoje, Suárez já vale muito mais. E o Liverpool tem legítimas aspirações a um lugar na Liga dos Campeões. Para o título, talvez seja cedo demais. Luís Suárez é, até ao momento, o melhor jogador desta temporada.

Thomas Müller
O seu jeito desengonçado e o seu ar de miúdo na fase crítica da adolescência não o deixarão ser candidato aos grandes prémios individuais. Mas Thomas Müller tem capacidade para tal. É dos jogadores mais decisivos do futebol actual e se Ribéry é apontado por muitos como favorito ao título de melhor do mundo, Müller merece andar nas listas dos melhores. Marca golos, assiste, defende e lidera, tudo com o melhor da simplicidade germânica. Um craque com jeito estranho. Mas muito eficaz.


Uchida, Atsuto
Não foi fácil decidir por alguém com a letra ‘U’, faltavam ideias. A escolha acabou por recair no lateral japonês Atsuto Uchida, que vai mostrando qualidade no Schalke 04. É dos melhores laterais direitos da Bundesliga e uma das razões pelas quais os clubes alemães continuam a procurar muito no mercado japonês.

Vidal, Arturo
O meio campo da Juventus assusta qualquer adversário mas Vidal já é o melhor elemento. Sim, melhor e mais decisivo até que Pirlo. O médio italiano até pode ter mais classe mas é o chileno quem assume maior protagonismo em Turim. Fez uma temporada passada fantástica e este ano está novamente em grande. É dos médios mais requisitados no mundo mas o futebol italiano parece ser perfeito para ele.

Wayne Rooney
Parece que perdeu algum gás e já nem é dos melhores jogadores da Premier League. Nem sequer é o craque do United actual. Mas essa parece ser a sina do avançado inglês, que se habituou a crescer na sombra de Van Nistelrooy ou Cristiano Ronaldo. Só que Rooney mostrou, este Verão, algum desagrado pelo papel secundário e até pela deslocalização temporária para o meio campo. A sua saída de Manchester pareceu certa mas acabou por ficar. Não é avançado que garanta um número assombroso de golos, tem que perceber isso e viver dos seus pontos fortes. Que são muitos…

Xavi
Num Barcelona campeão espanhol mas com muitos elementos bastante aquém do que já mostraram (Dani Alves, Alba, Piqué ou Messi), Xavi foi dos poucos que conseguiu manter a batuta elevada. Continua a ser o maestro dos catalães e a idade até tem requintado algumas das suas maiores virtudes. Terá que ser utilizado cada vez mais de forma doseada mas continuará a ser preponderante. E aquelas palavras humildes na derrota frente ao Bayern lembraram o porquê de ser tão apreciado dentro e fora de campo.


Yaya Touré
Se quiser um dia explicar o que é um médio ‘box-to-box’, é só mostrar um jogo de Yaya Touré desta temporada. O médio da Costa do Marfim tem absolutamente tudo o que se pede num jogador na sua posição: defende bem, ataca bem, tem uma passada larga impressionante, remata bem de longe, é forte no jogo aéreo, tem a força física de um touro e a subtileza e o requinte de uma garça. Fenomenal, dá gosto ver jogar. E agora nem se tem que chatear com o imbecil do Mancini, que insistia em começar com Yaya a trinco e quando as coisas corriam mal passava-o para médio ofensivo. Hoje, ao lado de Fernandinho, parece ter encontrado a posição perfeita e o parceiro perfeito.

Zlatan Ibrahimovic
Há Messi e Ronaldo e logo depois surge um leque muito interessante de terrestres que são melhores que todos os outros. Ibrahimovic é um deles, certamente. O sueco fez mais uma temporada fantástica e termina 2013 no topo das suas capacidades. Parece que melhora com a idade. Mas o seu ano ficará também marcado pela confirmação da ausência do próximo Mundial. Uma mancha num ano fantástico, com culpas para Cristiano Ronaldo.

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