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Por vezes, na vida, deixamo-nos levar pelo desejo de ter coisas que não podemos pagar. Cobiçamos casas, carros, roupas, relógios e viagens que vemos nos anúncios da televisão e que nos fazem crer que todas estas coisas estão ali, à mão de semear.

No Sporting, houve tempos em que aconteceu um pouco isso. O complexo de inferioridade face a Benfica e FC Porto e à sua capacidade de investimento deixavam os leões envergonhados com os trajes humildes que os seus rendimentos lhe permitiam comprar.

De cabeça baixa, acanhado, o leão foi andando aviltado perante os fatos Hugo Boss e Armani de águias e dragões, sempre bem compostos. De tal maneira que a partir de determinada altura se revoltou, derrapando no embuste do crédito fácil e nos “gestores de renome” que foram sempre caindo como a água da chuva em Alvalade.

Dos trapos os verde-e-brancos passaram para as grandes grifes e estilistas de renome, desafiando até os rivais nalgumas das aquisições a que foram chegando. O Sporting comprou, comprou e comprou, gastou dinheiro até não poder mais sem nunca de facto ter podido. Milhões de euros de endividamento que colocaram o clube numa situação de pré-ruptura financeira.

Com todo o dinheiro “disponibilizado” pela banca, comprou-se muito gato por lebre, é verdade, mas também jogadores de qualidade e de um nível a que os adeptos leoninos já não estavam habituados. Atletas de altos honorários e elevados custos associados.

Uma vez mais invejando Benfica e FC Porto, os leões quiseram passar-se por novos ricos e adquirir “automóveis de alta cilindrada”, vistosos e supersónicos. Mas carros topos de gama custam a manter, e não sendo os de Alvalade gente endinheirada, eles (os carros) têm forçosamente de ficar na garagem.

Numa altura em que a equipa de Leonardo Jardim se posiciona no primeiro lugar do campeonato, não deixa de ser demasiado cruel ter Elias, Zakaria Labyad e até Jéffren estacionados no parque de estacionamento, sem poder sair. Só mesmo o técnico madeirense sabe o jeito que dava poder contar com uma alternativa como o médio internacional brasileiro para o miolo (William, Adrien e Martins não têm substitutos à altura), e duas soluções atacantes para um tridente ofensivo, apesar de tudo, carente de magia e criatividade.

Sem dinheiro para gasolina e pneus todo-o-terreno, não restou outra alternativa a Bruno de Carvalho do que se desfazer destas três bombas. Mesmo sabendo das necessidades da equipa e dos objectivos para a segunda volta do campeonato. Só em Labyad anunciou o clube leonino ter garantido uma poupança de 4,5 milhões de euros, o que demonstra por si só os níveis de loucura levados a cabo pela anterior administração do clube de Alvalade.

Mas como como mostraram estes primeiros meses da temporada, nem só de Ermenegildo Zegna e Dolce & Gabanna se faz a moda. Os leões conseguiram manter-se no topo da elegância optando por soluções criativas e de baixo custo, e no mercado de Janeiro não deverá ser diferente. Cortando de um lado, esticando do outro, é assim que por vezes saem as melhores vestes.

Não é preciso ter-se dinheiro para se andar sempre bem, o que é preciso é ter cabeça para se conseguir sobreviver.

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André Cunha Oliveira

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