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Foto: Memes da Bola

Domingo às 17h, tempo e hora ideal para um jogo de futebol. Estádio do Bonfim a abarrotar como há muito não se via. Dos dois lados equipas carregadas de atletas portugueses e jovens oriundos da formação. O relvado não era o melhor mas os rapazes não se fizeram rogados e deram um espectáculo de emoção, garra e futebol de ataque. Nas bancadas os adeptos confundiam-se entre o verde e branco enquanto batalhavam ao grito por mais três pontos.

O “pequeno” Vitória não se escondeu atrás do autocarro e de peito feito bateu o pé ao “grande” Sporting. Merecia mais, muito mais. Tal foi a alma, atitude e acima de tudo, valor e organização que demonstrou. Quem joga assim não ganha um ponto, perde dois.

Em suma todos os ingredientes estavam reunidos para uma partida de qualidade que fizesse jus ao apoio que vinha das bancadas. Como nada é perfeito, tinha de haver um senão e quer queiramos quer não, quando se fala de futebol português ele reside frequentemente na arbitragem. Não assisto futebol há assim tão pouco tempo, mas confesso que não tenho memória de um jogo com tantos erros grosseiros e capitais de uma equipa de arbitragem. E digo equipa porque se não bastasse os erros de Vasco Santos, este ainda esteve pessimamente auxiliado por Alexandre Freitas e João Santos. Fora as habituais faltas e cartões distribuídos sem critério, nexo ou compreensão possível, é quase impossível pensar neste jogo sem dar o protagonismo da partida a este trio de incompetentes. É inevitável falar em alguém que esteve em destaque em todos os golos do jogo!! Portugal sempre a bater recordes…

O festival de decisões absurdas teve início em cima da meia hora, quando Adrien totalmente – e mais um bocado – em jogo viu ser-lhe anulado um golo por invisível fora de jogo. Seria o 0-1 que abriria o placar para os leões, mas infelizmente num lance tão evidente o auxiliar muito bem colocado não viu. Cerca de três minutos depois o senhor que não viu um golo mais transparente que um espelho conseguiu ver um golo de Slimani que nem a televisão consegue confirmar que foi legal. Se a bola entrou totalmente ou não na baliza, nem a TV desvenda, mas que é estranho não ver um lance claro para em seguida tirar da cartola um tão suspeito, lá isso é.

No início da segunda etapa o auxiliar que tinha visto tudo o que mais ninguém conseguiu ver, surpreendeu – ou não – e não viu a posição irregular de Rafael Martins no golo da igualdade vitoriana.

À boa maneira portuguesa o árbitro foi tentando controlar a partida com o apita, aqui, apita acolá, para desespero das duas equipas que estavam ávidas por ver a bola rolar. Quando já não parecia possível assistir a mais erros de arbitragens e quando ninguém parecia ter forças para alterar o resultado lá surgiu um super Vasco Santos para animar a festa. Nos cinco minutos finais, inventou dois penaltis – um para cada lado – permanecendo a dúvida de qual dos dois foi mais patético.

Nunca e repito nunca, num jogo de quatro golos um árbitro deve ter conseguido fazer tão má figura em todos os lances capitais. O que eu pergunto é simples: Quem escolheu e viu qualidades promissoras a estes senhores? Quem os nomeia e porquê? De certeza que não há árbitros nas distritais melhores do que alguns pavões da primeira liga? Quando teremos arbitragens no mínimo coerentes na nata do futebol português? Até quando as entidades vão resistir à entrada da tecnologia no futebol? Porque não é tornada pública a nota e o nome do observador que avalia os juízes? Porque é que os árbitros não podem falar com a imprensa após os jogos? Porque não adotamos o sorteio puro ao invés do sistema de nomeações? Até quando vai durar a impunidade de alguém que erra tão grosseiramente? Porquê é que árbitros internacionais arbitram tão poucos jogos da primeira liga e dos grandes? Porquê que árbitros supostamente de qualidade inferior e na pré-reforma como Paulo Baptista – que nunca sequer foi internacional – apitam quase exclusivamente jogos dos grandes?

Alguém que responda activamente às minhas questões porque estas peripécias só tornam o mundo da bola mais carnavalesco. O que se passou em Setúbal foi injusto para sportinguistas, vitorianos e todos aqueles que se batem arduamente pela vitória. Ninguém quer sair de casa para ver um hat-trick ou um poker do árbitro!

Eu tenho dúvidas da honestidade da grande maioria das pessoas que habitam o mundo do futebol, mas em relação à maioria dos árbitros nacionais a minha percepção é nítida: até podem ser honestos – coisa que não deixo de duvidar – mas exalam incompetência. Tendo em conta as regalias e as quantidades generosas que já recebiam para apitar, a sua profissionalização tem tudo para ser um erro. Iludam-se os esperançosos que o líder desta tropa de elite, já veio a terreno confirmar que não se muda nada, está tudo bem. Se querem profissionalizar alguém, tratem de mudar as coisas e façam-no com gente competente… é que pagar a maus profissionais sai muito caro.

PS: De certeza que os dois penaltis inventados esta jornada no Dragão, não têm nada haver com isto…

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SONY DSCBruno Gomes

One thought on “Não mudem nada… Está tudo tão bem

  1. Patético e dizer que o Capel não sofreu falta, só quem não jogou à bola não percebe o que faz um pequeno toque (voluntário ou não) em corrida, no pé que vai a dar o passo para a frente. É uma queda certa, dita como “tropeçou nele mesmo” . O Setúbal sofre duas falta semelhantes que foram correctamente sancionadas com cartão amarelo. Até me lembro de uma jogada do Figo que no Europeu de 1996 marca um golo porque fez (involuntariamente) esse tipo de falta e ninguém na altura sequer comentou isso.

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