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Há um ano o Sporting tinha um plantel com nomes de relevo, pagos a peso de ouro e com rendimento quase nulo. Na mesma temporada passaram por Alvalade 4 treinadores e 3 directores desportivos, o caos estava instalado e pior do que o estado de sítio leonino, era constatar – observando anos anteriores – que esta instabilidade começava a firmar-se como estado normal do Sporting.

Apenas o futuro poderá dizer o que será dos leões sob o comando de Bruno de Carvalho mas para o bem ou para o mal uma coisa é inegável: 23 de Março de 2013 ficará na memória como um dos dias mais importantes da história contemporânea leonina. Bruno de Carvalho trouxe um estilo diferente ao futebol nacional e ao Sporting em particular. Não se trata apenas do líder formal que controla as emoções e transborda cordialidade. Carvalho extravasa esses limites: antes de ser presidente é um adepto como outro qualquer, que vibra com cada vitória, sofre nas derrotas e defende com unhas e dentes o seu clube. Num emblema que cavava de forma galopante um fosso entre instituição e adeptos o seu papel de conciliador tem sido decisivo para unir e cativar a massa associativa verde e branca.

Sem prometer milagres nem cometer loucuras, estes 365 dias de Bruno de Carvalho têm sido marcados por um agradável sentido de responsabilidade e transparência que pautam as suas intervenções.

Prometeu uma auditoria de gestão – está a ser feita; prometeu uma equipa com base na formação, de baixo custo e que honrasse o Sporting – está cumprido; prometeu um diminuição de custos e restruturação com pessoal – está feita; prometeu uma comunicação clara e sem rodeios entre clube e adeptos e ela está fechada – até as contratações e vendas de jogadores são totalmente dissecadas no jornal do Sporting, sem comissões e subterfúgios; prometeu combater os vícios dos empresários e alterar os estatutos arcaicos do Sporting – tem cumprido; prometeu promover uma liderança forte de união e disciplina no seio do balneário e está a cumprir; prometeu apresentar medidas alternativas para recriar toda a estrutura do futebol nacional e tem-se batido arduamente por elas; prometeu unir as claques leoninas e dar atenção especial aos adeptos dos núcleos – em particular os emigrantes – e tem respondido à altura;

Bruno Carvalho tem-se batido para melhorar o universo do futebol português porque sabe perfeitamente que só dessa forma poderá alavancar de forma benéfica o seu clube. E da mesma forma que fala quando é prejudicado com erros de arbitragem, não tem tido problemas em admitir seja publicamente ou através do Jornal Sporting – que está totalmente transformado e para muito melhor – quando é beneficiado. O combate pela verdade desportiva é uma maneira de melhorar as competições nacionais e por consequência tratar de forma honesta o único clube em Portugal que realmente se bateu alguma vez por um jogo diferente. Talvez por isso tem sido tão fustigado com erros grosseiros e um histórico de decisões controversas ao longo dos anos.

Em termos de futebol puro e duro, o gastador Sporting, repleto de nomes e internacionais caros, passou de um humilhante 10º lugar para um sólido segundo e até poderia estar a disputar de forma clara o primeiro não fossem as várias polémicas de arbitragens de que foi alvo esta temporada e inclusive o tiraram a pés juntos da Taça de Portugal.

O estilo falador e de língua afiada pode não agradar a todos os sportinguistas mas o reconhecimento do seu trabalho reúne total unanimidade. Entre os rivais é ironicamente acusado de populista e já toda a gente sabe que não vai conseguir mudar nada. Não partilho dessa opinião. Primeiro porque não sei ler o futuro e depois porque em Portugal todos falamos muito, mas fazemos pouco. Quando alguém decide ir até ao fim combatendo aquilo que todos condenam, é populista, demagogo, chorão e já se sabe que não vai dar nada. Para mim populista é prometer ligas dos campeões, espinhas dorsais da seleção, apostas na formação e levar dvd’s de um jogo ao governo quando se é prejudicado. Para mim populismo é abraçar o erro quando se é beneficiado, classificá-lo de limpinho e dar palminhas nas costas das excelentes arbitragens para quando se for prejudicado lembrar-se que o futebol português é uma vergonha.

Para mim demagogo é aquele que agride colegas de profissão, cospe em adversários, desafia a lei e depois de passar por entre os pingos da chuva critica aqueles que se indignam contra a falta de justiça nacional. Para mim demagogo é quem corrompe, agride, e coage entidades e profissionais à descarada há anos sem fim e depois acusa os outros de pressionar árbitros justificando o seu insucesso com as forças do além. É difícil agradar aos outros quando não se é dessa estirpe e quando normalmente se promete o que se cumpre. Normalmente não estamos habituados a estas extravagâncias…

Os rivais gostavam muito de ter um Sporting forte que oferecesse luta – tretas, hipocrisia e conversa – mas agora até se unem contra o clube pelo qual ansiavam – como se uns não passassem a vida a achincalhar os outros. O Sporting pode não ser o clube do poder, muito menos o clube dos milhões, mas é o clube que está na linha de frente para mudar este nosso ruinoso futebol. Poderia adaptar-se como muitos, mas preferiu a ruptura e querendo ou não deve-o a Bruno de Carvalho. Sem alianças, nem amigalhices, mas com ideias claras e acções consistentes o Sporting de hoje navega em águas muita mais calmas e deve-o totalmente ao seu novo presidente. E os sportinguistas só se podem orgulhar disso. Os rivais não gostam dele e perdem muito tempo a dissecá-lo? Bom sinal, está no caminho certo.

A nova direcção leonina conseguiu em um ano recolocar o Sporting num percurso de organização e consistência que andava há muitos anos arredado de Alvalade. Neste momento o importante é que os sportinguistas se revejam em quem os lidera, apoiem de forma consistente e que Bruno de Carvalho continue na rota que traçou: arrepiando caminho para a mudança e cumprindo aquilo que a que se propôs. Só resta agradecer e desejar que trabalhando a este nível, venham muitos mais.

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SONY DSCBruno Gomes

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2 thoughts on “O primeiro ano do resto da tua vida

  1. Só mitos.
    É mito o «agradável» sentido de responsabilidade de Bruno de Carvalho.
    É mito que tenham a distância que têm do 1º classificado devido às arbitragens.
    É mito que os rivais se unam contra o Sporting.

    Claro que gostam de acreditar nisso para terem uma putativa noção de que são um clube grande.
    Realidade: ainda falta um bocadinho para ombrearem com os clubes grandes nacionais. E para o ano, quando andarem pela Europa, veremos o andamento do Sporting.

    • É mito que o Bruno de carvalho esteja a prejudicar o Sporting.
      É mito que os adeptos dos outros clubes estejam preocupados com o futuro do Sporting quando criticam os Bruno de Carvalho.
      É mito que os adeptos do Benfica não estariam a criticar as arbitragens e os árbitros se não estivessem na frente do campeonato.

      Claro que eles vão sempre dar a sua bicada e usar retórica para esconder o facto de que o Sporting progrediu muito com Bruno de Carvalho.
      Realidade: O Sporting melhorou muito de um ano para o outro apostando num recurso que ainda tem em quantidade e qualidade investindo pouco dinheiro e contratando um treinador muito competente. E para o ano se a mesma linha de trabalho e competência se manter só na imaginação de cada um é que se pode imaginar que novos patamares o Sporting Pode alcançar.

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