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Já lá vão sete anos. Praticamente uma década passada sobre o início da era mais gloriosa da história do FC Barcelona e que marcou de forma indelével a do mundo do futebol. A construção de um modelo futebolístico desde sempre associado ao clube catalão mas que só Pep Guardiola soube potencializar.

Porque na verdade, os culés sempre contaram com grandes jogadores nas suas fileiras. Jogadores vocacionados para um futebol de posse e controlo da bola, mas que ao longo dos anos nunca se foram conseguindo superiorizar a equipas de maior fulgor e porte físico. Com Cruyff, Van Gaal ou Rijkaard, o Barcelona foi sempre uma equipa de grande corte técnico, capaz de vencer e encantar em Espanha, mas nunca avassaladora em termos de triunfos e domínio no circuito europeu como outros poderosos colossos do velho continente, que durante anos a fio foram acumulando troféus e iniciando hegemonias que os tornaram potências do futebol mundial.

Foi com Pep Guardiola que os catalães se tornaram na equipa poderosa e temível que dominou o futebol europeu nos últimos sete anos. Que o famoso tiki-taka passou de um estilo exibicionista de meia dúzia de segundos para uma forma de jogar absolutamente extenuante para os seus adversários, fossem quais fossem as suas armas e as suas características físicas. Pela capacidade de passe em espaço curto e simultânea aceleração do jogo, aliadas à finta e ao drible estonteantes, e sobretudo pela habilidade na protecção da bola, e da sua circulação em todo o campo, minuto atrás de minuto, cansando os adversários.

Foi com Pep Guardiola que os frágeis e franzinos médios e atacantes blaugrana deixaram de ser os anões da Catalunha facilmente desarmados por qualquer formação fisicamente superior, para passarem a ser temidos pela sua incomparável dose de técnica e criatividade. Que a força da técnica superou finalmente a técnica da força, como alguém ousou dizer.

A mais espectacular equipa de sempre do Barcelona foi criada pelo antigo internacional espanhol, mesmo que os jogadores já lá estivessem quando foi promovido a técnico principal, saído da equipa B. A matéria-prima estava toda lá, é verdade, mas só o génio de Guardiola foi capaz de a moldar, nela incorporando algumas das suas peças da formação secundária, como Sergio Busquets.

Por muito que o sucesso do Barcelona tenha servido de propaganda ao próprio clube, e às suas bem sucedidas escolas de formação, a verdade é que o até então pouco rico palmarés internacional do clube espanhol só ficou reforçado pela mão de Pep, que apaixonou a Europa a partir da brilhante época de 2008/09.

Muitos tentaram relativizar o papel do técnico catalão nos triunfos consecutivos do Barcelona ao longo dos últimos anos, insistindo nos méritos de um alegado modelo de jogo enraizado na La Masia desde os primórdios A saída de Pep Guardiola foi de resto também menosprezada pelos pró-barcelonistas em geral, incluíndo a fervorosa imprensa desportiva catalã, muita dela crítica com o antigo treinador pelos conflitos com Gerard Piqué, Daniel Alves e Cesc Fábregas.

O certo é que Guardiola saiu, as estrelas ficaram, mas o Barcelona nunca mais voltou a deslumbrar como naqueles “verdes anos” em que a sua superioridade se tornou de tal maneira evidente que ganhar era já uma certeza monocórdica para os adversários, cansados do domínio incontrariável, da posse de bola interminável e do sentimento de incapacidade na hora da derrota.

Depois, a juntar aos astros made in La Masia, vieram outros como Fábregas (alto resgate para oss depauperados cofres culés), Alexis ou Neymar, numa tentativa de consolidação de uma equipa imbatível para os próximos 5/6 anos que não se concretizou.

Os artistas preparados para personificar o tal estilo tiki-taka que se diz estar implementado desde os escalões base dos blaugrana continuam a morar em Camp Nou, mas no relvado da Carrer d’Aristides Maillol o futebol jogado continua distante do perfume da fantástica equipa comandada por Pep Guardiola.

Um treinador vencedor, inteligente, carismático e o grande responsável pelo melhor Barcelona de sempre e para muitos a melhor equipa da história do futebol.  Um treinador que continua a vencer, apesar das dúvidas acerca do seu sucesso pós-Barça, e que transportou o estilo que o Barcelona disse ser “seu” para Munique.

Nenhuma dúvida sobre a influência do clube catalão e de Johann Cruyff no jogo das equipas de Pep Guardiola, mas a magia aliada aos triunfos é tudo marca do actual treinador do Bayern Munique. A viver um período de grande turbulência directiva e com graves problemas financeiros à mistura, com a justiça espanhola metida no meio, veremos quando é que o Barcelona será capaz de encantar como quando Guardiola foi dono do banco culé.

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André Cunha Oliveira

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