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Bruno de Carvalho está há pouco mais de um ano no Sporting. Fazer um exercício de memória e pensar em Godinho Lopes, Luís Duque, Vercauteren, 7.° lugar e derrapagem das contas é perceber, hoje, o quão diferente está o clube leonino desde que o empresário assumiu a presidência do clube leonino.

Olhando para a equipa principal, e numa época em que esteve afastada das competições europeias, percebe-se também a gestão inteligente que foi feita de um grupo de jogadores desacreditados e completamente desvalorizados. Uma gestão, no entanto, que surtiu efeito graças sobretudo à acção de um treinador que soube potenciar definitivamente valores de grande crédito mas com pouca visibilidade no relvado e nos resultados desportivos.

No verão passado, Tiago Ilori, Miguel Lopes, Arias, Joãozinho, Schaars, Labyad, Bruma, Van Wolfswinkel e Viola saíram de Alvalade, todos peças integrantes da equipa na altura orientada por Jesualdo Ferreira, também ele dispensado. Por outro lado, Cedric, Marcos Rojo, Adrien Silva, André Martins e Andre Carrillo foram apostas do novo projecto, apesar do sub-rendimento em 2012/13.

Todas estas decisões mereceram grande desconfiança da parte dos adeptos verde e brancos, pouco crentes no potencial dos jogadores que continuaram em Alvalade e acima de tudo insatisfeitos com as saídas de atletas que até tinham mostrado potencial na pobre campanha do ano passado. Mais cépticos se mostraram ainda com as contratações de baixo investimento levadas a cabo pelo Director-Geral de futebol do Sporting, Augusto Inácio. Jefferson, Maurício, Weldinho, Gerson Magrão, Vítor, Fredy Montero e Slimani eram todos perfeitamente desconhecidos para a generalidade dos adeptos portugueses, vindos de épocas de pouco fulgor e destaque.  A maioria acabou por render e justificar a aposta e sobretudo credibilizar uma direcção desportiva que enfrentava uma autêntica prova de fogo com dispensas de risco e cortes drásticos no orçamento.

Mas os maiores desafios colocados à administração liderada por Bruno de Carvalho prendiam-se com os resquícios da gestão danosa de Godinho Lopes. Depois das vendas “forçadas” de Ilori e Bruma, o grande objectivo em termos de gestão desportiva era a compra das percentagens remanescentes dos passes de alguns dos principais activos. No negócio com a Holdimo muitas delas foram recuperadas mas outras, de algumas das principais figuras de 2013/14, ficaram por comprar.

É o caso dos sul-americanos Marcos Rojo (25%) e Andre Carrillo (30%), dois de vários jogadores  que foram vendo os seus direitos desportivos ser despachados ao desbarato pela direcção de Luiz Godinho Lopes. O caso do defesa-central é ainda mais dramático se se tiver em conta que estamos a falar de um internacional argentino que estará presente no Mundial do Brasil.  E que viu o seu passe ser valorizado de forma exponencial numa época em que se afirmou como líder da defesa comandada por Leonardo Jardim.

E por fim o nome de quem se fala: William Carvalho. O trinco que andava “perdido” pela Bélgica e que hoje é figura de destaque no futebol europeu renovou contrato no último verão mas continua com “apenas” 60% dos seus direitos desportivos ligados ao Sporting. Isto significa que mesmo numa eventual venda pela cláusula de 45 milhões de euros, os leões só receberão 27 milhões, verba elevada mas longe da cláusula indemnizatória imposta ao jogador.

Não se pode imputar responsabilidades na recompra destes passes a Bruno de Carvalho, mas é importante que o novo presidente do Sporting clarifique se houve ou não da parte da sua direcção um esforço no sentido de devolver os jogadores ao clube que representam e evitar saídas ao desbarato no final da época.

Não é possível que um clube como o Sporting se bata pela sustentabilidade financeira tendo activos “fictícios” que por mais que o representem, não são seus. Houve até hoje tempo para o fazer. Só falta saber se houve dinheiro.

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André Cunha Oliveira

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