Home

Que caricato final de época estamos nós a presenciar. À entrada para a última jornada da I Liga o topo da classificação está definido e os lugares de despromoção encontram-se ainda em aberto por dois motivos essenciais: primeiro pela escassa diferença pontual entre Paços de Ferreira, Olhanense e Belenenses, segundo porque ainda não se sabe ao certo quantos clubes vão ser de facto relegados para o segundo escalão do futebol nacional. E como se não bastasse, pelo meio há ainda o Boavista.

É isso mesmo, no derradeiro jogo do campeonato ainda não se sabe quantos clubes descem à II Liga; se os dois últimos, se o último com o penúltimo a ir a um play-off contra o terceiro da II Liga, se apenas o último e mais nenhum. Aparentemente, ainda não está decidido se o alargamento para 18 clubes avança ou não e muito menos sob que contornos. Conhece-se apenas que no cerne de toda esta salganhada está o Boavista, clube que depois de largos anos em trapalhadas na justiça viu ser-lhe declarado esta temporada o direito de regressar na I Liga já em 2014/2015.

Não querendo enveredar pela discussão sobre a legitimidade da decisão de catapultar o Boavista para a 1.ª Divisão, algo que não é sequer discutível pela inolvidável honestidade que sempre pautou todas as ações daquele clube nortenho e de seus dirigentes como João e Valentim Loureiro, o que há aqui a realçar é a incapacidade de decisão dos órgãos competentes. Federação Portuguesa de Futebol e Liga de Clubes não se entendem e o processo arrasta-se sem se verem decisões concretas, sempre sob a presumível desculpa de que tudo está dependente da variável de o Boavista cumprir ou não os requisitos financeiros para realmente ingressar na 1.ª Divisão. É natural que tal como todos os outros clubes, o Boavista tenha que possuir determinados requisitos para competir ao mais alto nível, mas de qualquer forma os padrões já deveriam estar definidos à priori para os dois cenários possíveis. Por esta altura já deveria ser público o que acontecerá no capítulo da regulamentação dos campeonatos profissionais para as possibilidades de o Boavista entrar ou não na I Liga, os clubes deveriam ter o direito de terminar a presente temporada sabendo se descem ou se ficam, se o penúltimo lugar é suficiente para a manutenção ou se o terceiro vale a subida.

Esta indefinição tem um raio de alcance que chega até ao Campeonato Nacional de Seniores e que faz com que exista mais de uma dezena de clubes cujos futuros dependem diretamente desta decisão. Existem muitos fatores escondidos por detrás de toda esta situação, todos nós nos lembramos do embaraçoso “Caso Mateus” e neste momento há jogos de bastidores já se começam a formar como um polvo de vários tentáculos. Os últimos classificados não querem descer, os primeiros querem subir e todos alegam ter o direito de fazer valer as suas posições. Até lá teremos este impasse por culpa de dois organismos que tremem como crianças na altura de tomar decisões firmes sobre situações polémicas, mais preocupados em se colocarem em bicos de pés nos momentos de mediática glória do que em fazerem o que tem que ser feito. Por isto continua o universo futebolístico nacional estagnado e mergulhado no mar da incompetência, da inconsequência e da impunidade, e lá para meados de agosto conheceremos o desfecho de mais um caso que envergonha o futebol português.

diogo-taborda-desenho-e1360007654750Diogo Taborda

2 thoughts on “Boavista e muito mais

  1. Acho deveras interessante, o facto de agora virem falar do Boavista.. mas quando foi ilegalmente colocado nas divisões secundarias, não se ouviu ninguém. Agora não queremos saber das consequências, quer para terceiros quer para o futebol português.. estamos nas tintas!

    O BOAVISTA é o clube mais antigo de Portugal.

    Deu inúmeros grandes jogadores que foram importantes à selecção de Portugal.

    Defendeu com dignidade o nome de Portugal nas competições europeias.

    Foi feita uma grande injustiça ao clube:

    1) o Boavista foi obrigado a endividar-se para ter o seu estádio para o Euro, não recebendo o mesmo que os 3 grandes, nem como outros clubes, por terem estádios municipais ->http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-benfica-sporting-liga-porto-euro-tribunal-contas/520aa62f3004bc615fd0616f.html

    2) o Boavista desceu divisão por uma reunião ilegal do CJ FPF, baseado em acusações infundadas de coacção, em factos ridiculos e subjectivos, e quando nem Valentim Loureiro tinha qualquer ligação ao Boavista, e apoiando-se em meios de prova (escutas) ilegais. Coacção, é o que o Sporting tem feito, mas a esse como outros, ninguém lhes toca.

    http://www.fpf.pt/Portals/0/Documentos/Noticias/Institucional/Proc%2036-37-38%20Acord%C3%A3o%20reuniao%2021-02-13.pdf-> leitura obrigatória 50 paginas, para quem quiser acusar o Boavista de coacção..é só ler e depois tirem as vossas conclusões

    Com isto, nestes 6 anos, o Boavista foi prejudicado, perdendo todos os apoios financeiros da 1a Liga, perdeu a equipa de futebol, perdeu adeptos, e mais importante do que tudo, perdeu as bases que permitiram crescer e conseguir ganhar titulos e acesso às competições europeias.

    Tudo isto constituiu, uma tentiva de eliminar um clube, “exterminando” os seus adeptos, com 6 anos de tortura.

    Estamos agora na 1a Liga.. mas a Justiça só ficará completamente consumada, quando nos repuserem sob forma de indemnização, todos os danos financeiros e morais inqualificaveis que nos provocaram.

    Justiça para o Boavista!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s