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Seguindo um pouco do certame de hipocrisia de que já aqui tenho falado e que se iniciou sensivelmente a meio da última temporada, assistimos na última semana a um ataque pudibundo das muitas almas donas da moralidade, por conta das declarações de Bruno de Carvalho acerca do nojo que é o futebol português.

As expressões “nádegas”, “ânus” e “trampa” chocaram o universo do futebol português em geral, que de imediato se lançou em ataques ao Presidente do Sporting e deu seguimento à campanha encarnada que já vinha da semana anterior.

É evidente que as pessoas que de pronto visaram Bruno de Carvalho não estão nem aí para o real conteúdo das suas palavras ou para o estado do futebol português, cada vez mais podre, porque pelo menos este ano as coisas correram tão bem que toda a gente acha que se acabou com a Guerra e que o Mundo viverá em paz para sempre.

O que acontece é que esta gente, que em anos vindouros andou de pedra e cal na frente de batalha contra os rivais do norte, está nesta altura completamente anestesiada pelos três dedos de 2013/14. Ainda que o quarto tenha ido pelo caminho, a conta que Jesus fez foi mais do que suficiente para agora sim se enfrentar de peito feito os maus da Nortada e andar de nariz empinado perante os chatos vestidos de verde e branco.

Ao enfrentar a grande facção da comunicação social dominada pela máquina da mística, e de grande apego ao vermelhão, Bruno de Carvalho sabe naturalmente que jamais colherá o apoio da chamada “crítica”, essencialmente formada por estes “profissionais da comunicação social” que na hora das conquistas não consegue deixar que as suas palavras não se deixem contaminar pela emoção das vitórias do seu clube do coração.

Ainda assim, sabendo que em momento algum conseguiria deter este domínio, o Presidente do Sporting preferiu enfrentar desde logo este sector inextricável ao nosso futebol. O que faz com que ele seja mais um inimigo garantido até ao fim do seu mandato.

Voltando aos inúteis que dominam estes espaços de opinião, é interessante verificar o quão escandalizados ficaram com a conversa das nádegas, priorizando o estilo das expressões usadas e chutando para segundo plano o pivete das jogatanas e dos meandros da luta pelos – como eles lhes chamam- “centros de decisão do futebol português”.

Veja-se o desplante desta gentalha que se confessa escandalizada, não pela porcaria que vai continuando a ser expelida, mas antes pela “falta de estratégia” do Sporting, que “nada tem a ganhar” com este enfrentamento. E que a coisa esperta a fazer era, tal como todas as outras, aliar-se a outra qualquer nádega.

Todas estas opiniões, que de forma sistemática têm vindo a ser reproduzidas pelos mesmos protagonistas ao longo dos anos, são no fundo o reflexo do quão complacente e “partner” tem sido a imprensa portuguesa com o fedor que se vai sentindo nos nossos estádios e na nossa competição – corrupta, corrupta e corrupta.

Mas estes que se foram queixando do cheirinho da fossa do futebol português, eis que subitamente deixaram de sentir o odor, o aroma a podre que agora esta brisa mais recente, trazida por três dedos, ajudou a atenuar.

Os ataques de Bruno de Carvalho são assim traduzidos por estas pessoas quase como se fossem um género de agoiros de um Velho do Restelo, numa altura de festa e de celebração. Noutros dias, conforme a disposição de quem vai construindo estas notícias, um toque-toque insistente vindo de alguém que está sempre a reclamar, sempre a perturbar a felicidade alheia.

Uma alegria que os habituais delírios de um outro Presidente, e que agora são praticamente Ave-Marias para os seus devotos, ajudam a potenciar. De tal maneira que as múltiplas mentiras e falácias cuspidas de entrevista em entrevista, de campanha publicitária em campanha publicitária (colhendo os louros de uma época gloriosa após o final atribulado da anterior), são depois dadas como verdades absolutas nas páginas de jornais e programas de televisão dos seus “jornalistas associados”.

Não se fale por isso na porcaria e na trampa que anda para aí – perdão, no côcô e no xixi que parece que as pessoas fazem. Se para o ano se continuarem a levantar dedos, é porque o rabinho vai continuando limpinho. Senão, é porque realmente é tudo uma grande porcalhada e continuam os mesmos de sempre no gamanço.

Haja mas é muito breeze para abafar este festival de gases e flatulência, que o cheiro está cada vez mais insuportável.

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André Cunha Oliveira

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