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O Mundial do Brasil está a chegar à sua fase decisiva e é impossível tirar os olhos do ecrã. Oito jogos dos oitavos de final, cinco deles foram para prolongamento. Espectáculos impressionantes, golos, defesas, emoção a rodos. Se não é o melhor Mundial de sempre, andará lá perto. E escrevo estas palavras ao mesmo tempo que assisto ao prolongamento do Bélgica-Estados Unidos, do melhor que me recordo ver nos últimos largos anos.

Mas, entre as desilusões europeias, as prestações fabulosas de vários guarda-redes, os golos fantásticos e as exibições da Colômbia, de James Rodriguez ou de Robben, há já uma figura (colectiva) que ficará eternamente na história deste evento: a selecção da Costa Rica.

Quando a sorte e o azar ditaram o alinhamento dos grupos, não terá havido um único costa-riquenho que não tenha praguejado contra a falta de estrelinha. Nada menos que o indiscutível grupo da morte, ao lado de Itália, Inglaterra e Uruguai. Ninguém acusaria a modesta selecção centro-americana de falta de ambição se partisse para o Brasil com a ideia de fazer um ou dois pontinhos. Porque, na teoria, tudo o que fosse mais do que zero pontos e nenhum resultado desnivelado já seria um feito importante.

Mas isto é futebol meus caros. De início são onze de cada lado e ganha quem marca mais. A Costa Rica contrariou todas as previsões e ganhou o primeiro jogo. Ganhou o segundo e apurou-se. E empatou o terceiro e garantiu o primeiro lugar do grupo da morte. Estava escrita uma página linda da história dos Ticos mas não ficou por aqui. Há um par de dias, diante da Grécia e muito tempo com menos um, a Costa Rica segurou heroicamente o empate e fez por merecer a sorte que teve no desempate por grandes penalidades. No país da América do Sul, ninguém quer acordar deste sonho. Até podem acordar já contra a Holanda – a qualidade da formação europeia e o desgaste imenso dos vários minutos com menos um que os Ticos enfrentaram com a Grécia só torna a eliminação mais previsível. Mas há alguém que arrisque apostar contra eles? E há alguém, excepto holandeses, que não estará a torcer por mais um milagre Tico nos quartos-de-final? Eu estarei agarrado à tv a torcer por eles. Gosto de histórias de superação e o futebol ainda nos da muitas, felizmente.

Keylor Navas, Bryan Ruiz ou Campbell estão longe de ser craques de primeira linha do futebol mundial. E são, ainda assim, os craques desta selecção maravilhosa. A prova de que tudo é possível com vontade, determinação e espírito colectivo. Uma lição para muitos e em particular, na parte que nos toca, para a selecção portuguesa. Não conseguiria encontrar níveis de determinação e vontade tão opostos. Envergonho-me da prestação da selecção do meu país sempre que vejo os Ticos.

Vamos Costa Rica! Obrigado pela lição…

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Joni Francisco

 

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