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A chegada de Nani é um profundo upgrade no onze leonino. Um clube que nos últimos anos tem alimentado a zona desequilibrante do campo com nomes como Capel, Heldon, Shikabala, Jeffren, Djálo ou Cristiano não pode ignorar – apesar da estreia infeliz e do momento menos bom do extremo – a grande mais-valia do internacional português.

Se por um lado Nani resolve parcialmente um problema – será desta que Carrillo explode? – a saída de Rojo abre uma incógnita. Com Eric Dier os leões tinham pelo menos um central de topo no grupo, sem o jovem inglês a saída do argentino ainda se torna mais dramática. Maurício apesar de ser o tipo de jogador lutador, guerreiro e interactivo nas redes sociais que os adeptos adoram é demasiado limitado para ter tanto destaque num candidato ao título, que pretende deixar boa imagem nas competições europeias.

Naby Sarr tem estado bem mas tal como Rabia ainda é uma incógnita e Paulo Oliveira tem tremido mais que um júnior nos seus primeiros passos num clube grande. Os leões necessitam de um central de topo com qualidade clara para se impor de imediato, investir em mais jovens de futuro é  interessante mas não tem lógica devido ao perfil dos centrais actuais ser semelhante a esse e porque travaria a progressão de Tobias Figueiredo, jovem de qualidade que vai dando passos seguros rumo à afirmação.

As debilitadas em termos de alternativas dentro do plantel foram sanadas, mas o problema do eixo central da defesa e a ausência de um matador – veremos se o perdão a Slimani denuncia mais uma saída ou se o argelino vai ficar – vieram juntar-se a duas lacunas que as várias contratações leoninas ainda não sanaram.

Pela 3ª época consecutiva, Carrillo arrranca bem. Veremos se desta vez se afirma. A dupla com Nani pode ser a chave do sucesso leonino.

Pela 3ª época consecutiva, Carrillo arrranca bem. Veremos se desta vez se afirma. A dupla com Nani pode ser a chave do sucesso leonino.

Falo parcialmente das alas, Nani – assim que interiorize o esquema da equipa – será uma clara mais-valia e Carrillo – caso efectivamente vingue – tem condições de resolver o problema, e mais concretamente da posição 10. André Martins denota graves dificuldades para desempenhar um papel que todos sabemos não ser o dele. João Mário que também não é um 10, pode ser a alternativa mas ainda não convenceu Marco Silva. Restam Mané – que a espaços pode ser uma opção interessante – e Ryan Gauld que foi contratado ser sequer ter sido testado de forma realista na primeira equipa.

Se as opções de banco que anteriormente faltavam já foram preenchidas o Sporting junta ao problema central, ligeiras dúvidas nas alas e no eixo ofensivo e principalmente uma grande carência na posição de construtor de jogo.

Para um candidato assumidíssimo ao título as questões que se colocam em relação a problemas no onze que vêm da época passada, a chegada de um novo treinador com novos métodos de trabalho e a perda de elementos que esta época poderiam ser determinantes são um revés assinalável. O factor Champions – leões vão fazer muito mais jogos e terão menos tempo de descanso – e o aumentar dos níveis de exigência da tribuna de Alvalade – o ano passado expectativas eram baixíssimas – vão colocar uma pressão extra num grupo que apesar de interessante está ainda longe da qualidade e maturidade dos rivais.

O Benfica apesar das diversas baixas mantêm o mesmo treinador, um núcleo duro experiente e competitivo (Maxi, Luisão, Lima) e um tridente ofensivo – Salvio, Gaitán e Enzo – que por si só resolve 90% dos jogos em Portugal. No Dragão a quantidade de milhões gastos em reforços de inegável mais-valia praticamente obrigam Lopetegui a trazer o título de volta à Invicta, menos do que isso com o actual plantel azul e branco será sempre um fiasco. É importante que direcção e adeptos leoninos percebam que não partem na pole position – como afirmou Augusto Inácio – reconheçam as suas fragilidades e dessa forma dêem alguma tranquilidade a Marco Silva para criar um estilo de jogo e uma equipa à sua medida. O Sporting parte realisticamente atrás de Benfica e Porto, mas com organização táctica, rigor, regularidade e dinâmica de jogo pode muito bem disputar o título e surpreender os rivais.

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SONY DSCBruno Gomes

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