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Estádio cheio, derby aguerrido, erros defensivos, ritmo frenético, frango no meio e emoção para dar e vender. De um lado um jovem Marco Silva a dar os primeiros passos num clássico, do outro o veterano Jesus pronto para mais uma batalha.

JJ estava a postos e a sua equipa mostrou isso em campo. Aliás, o próprio fez jus a si mesmo e denotou óptima forma: sempre aos berros com tudo e todos, a correr de um lado para o outro no banco encarnado e arredores, a apertar com jogadores e a pressionar os árbitros naquele estilo intenso que Jesus já nos habitou.

Até aqui nenhuma novidade, apenas o facto de que a bem do futebol, da decência e da justiça, Jesus não devia lá ter estado. Talvez na bancada ao lado de espectadores ilustres como Mantorras ou Marcos Rojo, mas no banco não. Depois do que aconteceu no Bessa, onde foi expulso e mesmo assim teve o descaramento de circular na zona dos balneários – o que é expressamente proibido – o mínimo que se esperava era que JJ fosse imediatamente suspenso preventivamente até que se tomasse uma decisão final, que tendo em conta o histórico do treinador o fizesse de uma vez por todas entrar na linha.

O espírito arruaceiro de Jesus necessita de ser contido, para bem do próprio e do Benfica. É uma imagem negativa do treinador que acaba por ser impossível descolar do clube.

Depois do caso Luís Alberto onde o treinador encarnado agrediu descaradamente o trinco ex- Nacional da Madeira – num acto captado por todas as câmaras de televisão – e foi apenas brindado com uma multinha de 7500 euros e 11 dias de suspensão, enquanto o agredido apanhou 4 jogos, pouco ou nada mudou. JJ saiu impune dessa situação assim como escapou a uma exemplar punição quando se lembrou de brincar aos caça-polícias. Senão teve intenção de agredir agentes da autoridade, deveria ter sido mais controlado e respeitoso no propósito de “libertar” o adepto. Imaginem vocês que vão safar um amigo com palmadas, berros e agarrões a um polícia, acham que vão sair deste filme bem tratados? Garanto-vos que não, seja física ou judicialmente. Jesus teve um castigo simpático onde teve o privilégio de negociar a punição que mais lhe convinha.

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/tempoextra/2013-11-20-o-castigo-aplicado-a-jorge-jesus-foi-negociado

Luís Filipe Vieira parece não se importar muito com os comportamentos do seu treinador, que nem os colegas de banco e ex glórias do Benfica, respeita nos seus momentos de fúria. Que o digam Rui Costa ou Shéu Han… Ao treinador encarnado tudo é permitido desde abandonar a área técnica para ir berrar com bandeirinhas ou reclamar com os seus jogadores, desde os normais insultos e picardias com árbitro e equipa rival.

O episódio da expulsão no Bessa que escapa, até ver,  sem punição pertinente é só mais uma prova da resistência em punir esta divindade que no “Reino da Impunidade” assume cada vez mais o lugar de líder. Quem segue este espaço sabe o quanto sou fã do trabalho de JJ mas já cansa ver estas atitudes patéticas de miúdo mal criado passarem sem uma punição que o faça repensar o seu comportamento. Talvez no dia em que sair do Benfica e assumir outro clube que não o FC Porto, os gabinetes da Liga se lembrem de lhe retirar o estatuto de impune.

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SONY DSCBruno Gomes

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One thought on “Rei da Impunidade

  1. um jogo disputado no Campo da Tapadinha que opõe Atlético ao Sporting e que se cifra num empate ao fim dos primeiros 45 minutos (1-1), o presidente do Sporting, Carlos Góis Mota invade o balneário do árbitro da partida, Braga Barros de Leiria, e ameaça-o verbalmente e alegadamente com uma arma que por norma o acompanhava. O presidente do Sporting, que tomara posse como presidente leonino em 28 de Janeiro de 1953, viria a exercer o cargo até 31 de Janeiro 1957, participando por mais nove vezes na Direcção do Clube, duas como vogal e sete consecutivas como vice-presidente, desde 19 de Janeiro de 1946 a 30 de Janeiro de 1952. Cumulativamente era presidente da Legião Portuguesa, uma milícia criada em 1936, que estava sob a alçada dos Ministérios do Interior e da Guerra, e que nas décadas de 50 e 60 se caracterizou pela perseguição e repressão às forças oposicionistas ao regime, para a qual contribuiu o seu Serviço de Informações e a sua vasta rede de informadores. Certo é que depois da insatisfação do presidente sportinguista que entre outras coisas disse ao árbitro da partida «aconselhou-o a tomar mais atenção na 2ª parte pois poderia prejudicar-se», o Sporting viria a vencer

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