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As redes sociais vieram para ficar e já não há qualquer dúvida sobre isso. Todos nós, de uma ou outra forma, vemos cada vez mais as nossas vidas serem orientadas segundo estes aglomerados virtuais de gente. Comunicamos com o mundo e com as pessoas através delas, a nossa vida pessoal e profissional expressa-se cada vez mais através desta lógica de contacto. Nós, os nossos amigos, os nosso pais e até já os nossos avós. As pessoas, comuns de tão mortais que são, as empresas e as marcas, sempre sedentas de comunicar directamente com os consumidores, e até os animais estão hoje presentes no facebook, no instagram e no twitter. É praticamente impossível viver à margem de tudo isto.

E o mundo de futebol, como seria natural, não é excepção. Os clubes encontraram nestas plataformas a ferramenta ideal de comunicar directa e proximamente com os seus seguidores. Mas não só. O jogador de futebol que se preze usa e abusa das redes sociais. Obviamente que isto não é surpreendente, nem sequer traz nada de novo ao anteriormente anunciado. Afinal falamos de pessoas com os mesmos desejos e necessidades de qualquer um de nós. Mas aí é que está: a utilização das redes sociais por parte do jogador de futebol tem vindo a tornar-se essencialmente numa arma estratégica de relacionamento com os seus clubes e os seus adeptos. E esse é que é o fenómeno, a sua presença nestes espaços é acima de tudo movida por interesses e objectivos profissionais muito concretos.

Não que isso também não se passe com os utilizadores normais de redes sociais, mas o crescimento e desenvolvimento do instagram e do twitter, sobretudo, abriu então espaço, e isto para concluir o raciocínio inicial, para uma nova categoria de jogador futebol, o #futebolistafrancamentemaumasmuitopopular. Bom, possivelmente será exagero dizer que a criou, mas que a veio cimentar, ah disso não há dúvida absolutamente nenhuma.

Para explicar melhor, falamos daqueles jogadores que jogam pouco, ou, ainda que jogando a “ponta de um corno”, são francamente maus. Razoáveis, vá. São daquele tipo que tinham tudo para ser odiados pela massa associativa do “Clube Tal FC”, mas que por serem espertos, são amados e idolatrados. Sabem daqueles jogadores não perdem a oportunidade de mostrar o quão companheiros, bons de balneário, e “adeptos” são? Não perceberam o “adeptos”?? É a tal categoria de que falo. E que vem na linha do jogador-adepto já conhecido. Nos dias de hoje, quanto mais adepto um jogador se mostre, quanto mais amor ao clube demonstre, mais hipóteses tem de entrar no onze titular. Esqueçam a performance nos treinos ou a natural habilidade com a redondinha, as redes sociais são hoje a melhor forma de subir degraus na carreira.

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Maurício é um utilizador habitual das redes sociais.

Posto isto, pouco interessará, pelo menos para os adeptos igualmente seguidores de redes sociais, a qualidade ou inteligência de um jogador. Já não são mais estes os craques. Craque que é craque posta pelo menos uma vez por semana uma mensagem lambe-botas para os seguidores ou meia dúzia de lamechices para com o clube que lhe paga. «Vocês são a melhor torcida do mundo», «Juntos somos mais fortes, força Clube Tal FC» ou «Clube Tal FC [seguido de muitos corações]» são alguns exemplos.

Nos diversos momentos de uma época, estes novos craques do twitter e do instagram lançam mensagens direccionadas para os adeptos jogando com os seus momentos de forma e também das equipas onde jogam. Quando estão por baixo, no banco ou no próprio campo, não se pode desarmar e há que continuar  a mostrar companheirismo e dedicação à causa. Profissionalismo. Para os seguidores, milhares de milhares, é indiferente que ele seja ou não demonstrado nos relvados dos centros de treino. Há, acima de tudo, que ter “profissionalismo social”. Um jogador que passe os dias nas redes sociais a enviar mensagens de incentivo e apoio para os companheiros e para a equipa é um potencial novo ídolo da nova geração de adeptos de futebol. Na realidade, muitos deles possivelmente nem treinam.

Sílvio é um jogador muito querido na massa adepta do Benfica.

Sílvio é um jogador muito querido na massa adepta do Benfica.

Nos espaços de debate, nos fóruns, grupos e páginas de adeptos, gera-se depois a discussão entre os que defendem os verdadeiros craques da bola, geração antiga e praticamente ultrapassada, e os melhor teammates de sempre. Já se sabia que aos olhos de muito as redes sociais definem as pessoas, mas aqui neste caso dos jogadores-adeptos a coisa é mesmo levada à letra. Literalmente à letra, para ser mais preciso. Porque mais que o rendimento e a qualidade apresentada em campo, são as palavras e as fotos que melhor definem o jogador de futebol em questão. Ao ponto de os que não utilizam estas redes sociais serem marginalizados pelos proprios adeptos, ainda que de forma involuntária. Podem não ser maus, mas de certeza que não são tão bons jogadores nem tão boas pessoas como os que postam mensagens diárias no facebook, instragam, twitter, etc etc.

Neste seguimento, para além dos recados e palavras de incentivo, eles aproveitam também para mostrar um lado mais pessoal com que os adeptos se identifiquem. A vida familiar é também determinante para cair nas boas graças dos adeptos. Por outro lado, muitos aproveitam para demonstrar o compromisso com a profissão, mesmo em caso de férias. É frequente ver fotos e mensagens em ginásios e nos treinos, alguns casos até em férias, para comprovar o quão profissionais e dedicados são.

 

Apesar de não entrar nas contas dos sucessivos treinadores que vão passando pelo Dragão, Kelvin aproveita o instagram para "dar uma de profissional".

Apesar de não entrar nas contas dos sucessivos treinadores que vão passando pelo Dragão, Kelvin aproveita o instagram para “dar uma de profissional”.

É por isso que hoje já não há titulares indiscutíveis. Por mais fiável, prodigioso ou regular que se seja, há sempre um qualquer Cristiano Ronaldo do Instagram à espreita para nos roubar o lugar. Eles que oiçam bem o que eu lhes digo: em vez de andarem para aí a correr que nem uns malucos e a dar toques numa bola, preocupem-se mas é em agarrar nos telefones e comecem a dar a dedo. Conselho de amigo: não namorem o vosso treinador, esqueçam isso. Sejam meigos, compreensivos…fogosos até. Estejam lá quando é preciso e quando não é, prontos para uma palavra amiga.  Apostem tudo nesta relação com os vossos adeptos, que o resto já não interessa para nada.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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