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Fernando Santos é entre os possíveis candidatos ao banco da selecção nacional aquele que actualmente – apesar de estar longe das minhas preferências – reuniria mais consenso entre as hostes da Federação Portuguesa de Futebol e dos adeptos nacionais.

Acontece que o “Engenheiro do Penta” não é um homem de sorte e mesmo que seja o principal favorito ao cargo, duvido solenemente que assuma o posto.

Entre os candidatos – fala-se em Leonardo Jardim, Vítor Pereira, Jesualdo Ferreira ou opção estrangeira – está longe de ser o meu predilecto e apesar de não ser um apreciador do seu trabalho, devo reconhecer que o trajecto deste homem está traçado pelo infortúnio.

Ora vejamos:

Fernando Santos chegou ao Porto e na primeira temporada venceu o ansiado Penta, depois mesmo estando no emblema nacional mais vitoriosa da década patinou durante dois anos e acabou por ficar órfão de Jardel – abono de família portista que marcou época no futebol lusitano – deixando os dragões numa fase de sonolência até ao período Mourinho.

Santos rumou à Grécia, antes de chegar aos grandes de Lisboa, e por lá fez carreira sendo muito elogiado pelos adeptos gregos que o reconheceram como melhor treinador da última década no futebol helênico. Mesmo assim, nunca conseguiu cativar o interesse do Olympiakos, o emblema europeu que mais facilmente acrescenta títulos e prestígio ao currículo de quem o comandar.

Entre os projectos gregos o engenheiro teve as tais experiências em Alvalade e na Luz. Nos leões perdeu Cristiano Ronaldo e Quaresma na pré-época, não teve substitutos à altura e depois de um arranque prometedor sucumbiu nas últimas jornadas, perdendo título e acesso à Champions. Acabou despedido ao fim da primeira temporada.

No seu Benfica a sorte também não lhe sorriu: encontrou um plantel repleto de desequilíbrios e após uma primeira temporada onde acabou em terceiro lugar e caiu aos pés do Espanhol de Barcelona nos quartos-de-final da Taça Uefa, recebeu a confiança de Luís Filipe Vieira para mais uma temporada.

A pré-época voltou a castigar o engenheiro que perdeu Simão e Manuel Fernandes antes do início da Liga e só viu chegarem Cristian Rodriguez e Maxi Pereira quando já estava no desemprego.

Ao final da primeira jornada da temporada 2007/2008 Fernando Santos foi despedido do Benfica

Ao final da primeira jornada da temporada 2007/2008 Fernando Santos foi despedido do Benfica

O presidente dos encarnados reformulou por completo a equipa nessa temporada com as entradas de Dí Maria, Fábio Coentrão, Freddy Addu, Oscar Cardozo, Edcarlos, Sepsi, Bergessio ou Andrés Diaz mas ao fim de uma jornada e um empate no Bessa decidiu despedir Fernando Santos.

Carlos Freitas, ex director desportivo do Sporting e o presidente do Benfica reconheceram anos mais tarde que apenas falharam e maltrataram uma pessoa no mundo do futebol: Fernando Santos.

Quando foi escolhido para seleccionador grego poucos acreditariam que a selecção que inesperadamente venceu o EURO 2004, conseguisse chegar longe num campeonato do mundo. A equipa helênica acabou por atingir os oitavos de final e só o azar e um super Keylor Navas podem explicar o facto da equipa do engenheiro não ter atingido os quartos-de-final do Mundial 2014.

Nesse mesmo jogo ocorreu o caso que provavelmente afastará Santos da selecção nacional portuguesa.

O treinador teve uma discussão, aparentemente, calma com o árbitro – se há coisa que Fernando Santos em campo aparenta ser, é calmo e educado – porque queria depois do jogo estar dentro do campo a dar instruções aos seus jogadores, assim como estava a fazer o treinador da Costa-Rica. O arbitro não aceitou o pretendido pelo engenheiro que acabou expulso e ironicamente suspenso por 8!!! jogos. Quase o mesmo castigo de Luis Suarez por morder Chiellini.

A federação grega recebeu a notificação da FIFA para o castigo mas não informou o treinador, que entretanto tinha terminado o seu contrato com a entidade, este não se pode defender em tempo útil e hoje dificilmente escapará ao castigo. Mesmo que a pena seja reduzida, Santos está impossibilitado de orientar qualquer selecção, afinal ninguém vai querer um treinador que vai falhar quase toda a fase de qualificação das grandes competições.

Veremos sobre quem recolhe a escolha final para a equipa das quinas mas sobre o homem sem sorte dificilmente será.

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SONY DSCBruno Gomes

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