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No futebol português manda quem pode (Benfica) e quem quer (Porto). Muito mais quem quer do que quem pode, já que a vontade de mudar é pouca e colar-se ao esquema é mais fácil – para dividir e reinar – do que fazer a revolução.

A norte está a figura que centra há décadas todos os poderes da modalidade em Portugal. O líder portista manda e desmanda e gere como quer os destinos do futebol nacional. De forma quase previsível e até repetitiva. Seja alternando alianças com rivais de Lisboa ou simulando conflitos com quadros do clube que supostamente saem a mal do Dragão e misteriosamente vão parar – sem apoio público dos azuis – aos lugares de poder do futebol português.

Fernando Gomes chegou à Liga e à FPF graças ao apoio público de Benfica e Sporting – que apoiaram o ex-dirigente portista quando o seu clube de sempre, supostamente, lhe virou as costas. Alguém com dois dedos de testa acredita que um homem que esteve ao serviço do Porto durante anos – metido em apitos dourados e afins  – não contava com apoio azul e branco para ser o novo fantoche da federação?

Veremos o que dirá o futuro de nomes como Angelino Ferreira ou Vítor Baía, mas pela exposição pública e pelo afastamento do FC Porto, é provável que atinjam, brevemente, cargos de relevo no cenário nacional.

A aposta de Porto e Benfica em Luís Duque demonstra bem o funcionamento da máquina azul e a crescente influência benfiquista nos meandros do poder. A adaptação encarnada aos jogos de bastidores serviu para elevar o clube a patamares dos quais andava arredado há décadas, mas revelou uma hipocrisia comportamental gritante. Vieira ataca há anos Pinto da Costa mas prefere juntar-se a ele para não perder o seu lugar no poleiro, do que fazer a mudança. E se há pessoa que pode – mas não quer – fazer a mudança é LFV. O Benfica tem uma base social tremendamente importante em Portugal, possui uma marca financeiramente fortíssima e se batesse de frente contra o sistema com certeza teria apoio e força para virar o jogo. Até em termos desportivos seria beneficiado já que deixaria de fazer fretes a empresários e finalmente teria espaço para os talentos desaproveitados do Seixal. O presidente encarnado devia bater de frente com FC Porto, mas ainda não percebeu que ao entrar em acordo com PC, está a por-se a jeito para à minima hipótese ver o seu clube engolido novamente pelo “amigo” do Norte.

A "amizade" que agora une Luís Filipe Vieira a Luís Duque

A “amizade” que agora une Luís Filipe Vieira a Luís Duque

Vieira devia fazer a guerra, mas se há coisa que não lhe interessa, é combater. As coisas estão sob controlo – até dá para Jesus ir tendo constantes ataques de fúria sempre sem punição – e o poleiro está seguro. A chegada do Sporting à frente de ataque é o que preocupa encarnados e azuis e brancos que não querem perder a bipolarização vigente.

A escolha de Luís Duque para a Liga é prova disso mesmo, já que nomear um dirigente punido judicialmente por fugir ao fisco e prestes a sentar-se na barra dos tribunais por contratar jogadores lesionados contra aval dos médicos, além de uma afronta ao Sporting é uma forma de passar a mensagem de que os leões – ignorados neste processo – são os grandes vencedores deste duelo já que terão um sportinguista na presidência da Liga de Clubes. Arautos da credibilidade como Lourenço Pinto ou João Malheiro – quem diria que estariam de acordo – já frisaram esta falsa questão sublinhando uma vitória sportinguista que só um cretino consegue ver. Curioso perceber como a LFV apoia a candidatura de alguém a quem dedicou estas palavras:luis-filipe-vieira-1luis-filipe-vieira-2

A posição dos restantes clubes da Liga é a do costume: subalternidade. Convêm obedecer a quem manda para conseguir os empréstimos de certos jogadores e árbitros amigos para ajudar a somar pontos no campeonato.

O fim do acordo com Olivedesportos previa uma Benfica na luta pela mudança, mas revelou apenas um objectivo: troca de panelas. Os clubes que comiam na mão da Olivedesportos futuramente alimentar-se-ão da Benfica TV.

Nesse caminho o Sporting seguirá sozinho numa luta desigual que mal começou e já parece perdida.

PS: O idôneo Duque diz que vem em missão e renunciou aos salário de 12 mil euros mensais. Curioso para quem no clube do coração fazia questão de embolsar qualquer coisa acima dos 20 mil euros e revelava dificuldades para sobreviver com quantias menores. Com certeza terá outras formas de receber valores muito mais elevados.

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SONY DSCBruno Gomes

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