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Os prémios individuais, a meu ver, nunca deveriam sobrepor-se aos conquistados colectivamente. Primeiro porque é pelos segundos que se formam equipas e se batalha durante largos períodos de tempo. Depois porque são os primeiros que voluntaria ou involuntariamente, motivam os segundos.

É verdade que nem só de títulos se avalia o desempenho individual do jogador, mas na memória de quem analisa são as imagens de celebração em grupo que cativam o voto final.

Serve esta introdução para expressar mais uma vez a minha perfeita surpresa – cada ano mais me espanto – com os nomeados para treinador e jogador do ano da FiFA.

Em vez do mérito, parece que se premeia a popularidade, a imagem e a força do nome do que propriamente aqueles que nos anos em questão foram definitivamente os melhores.

Não se discute que actualmente Mourinho, Ancelotti, Guardiola e Simeone são os melhores treinadores do mundo, muito menos que Ronaldo e Messi são os verdadeiros donos da bola. O que está em causa é quem são os melhores de cada ano e por exemplo Luís Suárez melhor jogador da última Premier League, bota da ouro europeu, apesar da confusão com Chiellini, merecia pelo que fez em campo estar entre os nomeados e até entre os 3 finalistas do prémio.

Talvez a melhor dupla de centrais da actualidade.Nem Godín nem Miranda mereceram reconhecimento em solo espanhol ou na lista da FIFA. Nomes pouco populares?

Talvez a melhor dupla de centrais da actualidade.Nem Godín nem Miranda mereceram reconhecimento em solo espanhol ou na lista da FIFA. Nomes pouco populares?

É evidente que o vencedor só pode ser Ronaldo, mas Suárez merecia até mais do que Neymar e Bale – possíveis terceiros elementos se contarmos com Messi – estar no duelo final. A FIFA não entendeu assim e nomes como Iniesta – após época medíocre – e Sergio Ramos – Godin e Miranda foram superiores durante toda a época e não fossem os dois últimos jogos da Champions e ninguém se lembraria do atleta merengue – quase como vacas sagradas vêm parar a uma lista injusta e sem nexo.

Nos treinadores os erros são ainda maiores já que citar Klinsmann por levar os EUA num grupo razoável aos oitavos do Mundial e esquecer o seleccionador da Costa Rica que saiu líder do grupo da morte, caindo nos quartos apenas nas grandes penalidades, chega a ser anedótico. A presença de nomes como Antonio Conte – campeão italiano mas sempre a fracassar na Europa- e José Mourinho – teve um ano para esquecer em Stamford Bridge – denotam a ausência de critério que afastou Unay Emery – vencedor da Liga Europa e actualmente a lutar pelo primeiro posto em Espanha – e por exemplo Jorge Jesus.

Critérios claros e avaliação factual da junção entre rendimento colectivo e individual parece andar sempre ausente deste tipo de pré selecção. Esperemos que os atletas se contentem com o reconhecimento que a sua performance vai tendo pelos adeptos dos clubes e seleções que defendem. Não há troféu mais importante que o reconhecido dos nossos e isso ninguém injustamente lhes irá tirar.

 

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SONY DSCBruno Gomes

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