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Ano após ano, o Sporting entra no campeonato de peito e feito e garras afiadas assumindo uma luta pelo título, que pela qualidade dos plantéis e força de bastidores dos rivais, se torna claramente desnivelada. Este ano não foi diferente, mesmo trocando de equipa técnica, sem contar com um central acima da média e mesmo contratando jogadores a rodos que só têm rodado entre a bancada e a equipa B, os leões gritaram a plenos pulmões: “Somos candidatos ao título!”

Acontece que esse tipo de estatuto assume-se em campo e apesar do bom futebol, que o Sporting pratica em dia Sim, a irregularidade e infantilidade do costume tem deitado tudo a perder em dias Não

Quem acompanha este espaço sabe bem aquilo que penso da liga nacional e em particular do modo como se pode atingir o sucesso nesta competição. Os duelos entre grandes por norma acabam por se equivaler e o título é decidido pelos pontos perdidos com os pequenos. Sabendo isto e tendo em conta que o estilo de jogo de quem enfrenta os grandes, é normalmente sempre o mesmo – defesa cerrada, anti-jogo e contra ataques – o que se impõe, é que os candidatos assumidos entrem em campo com atitude, raça e em busca desenfreada pelo golo que vai desbloquear o jogo – quando entra o primeiro o autocarro adversário expõe-se e aí a diferença de qualidades entre os conjuntos acaba por sobressair.

Em suma, mais do que se resguardar, controlar o jogo ou esperar o momento para ferir o oponente, é importante ser pressionante, avassalador e entrar a mandar para abrir o marcador, caso contrário a intranquilidade e a matreirice do adversário acabarão por tombar o gigante.

O Sporting seja o de Marco Silva, Paulo Sérgio, Paulo Bento, Fernando Santos ou qualquer outro, apesar das diferenças tácticas, técnicas, de estilo e de qualidade geral entre estes, sofre deste mal há imensos anos. É uma ausência de mentalidade competitiva do clube que necessita de ser ferido para atacar, necessita do atraso para acelerar o passo – foi assim também nos últimos dois títulos dos leões – e correr atrás parece quase uma sina leonina. Ano após ano, independentemente de jogadores, treinadores ou dirigentes, o clube arranca mal, perde inúmeros pontos com equipas medíocres e fica sem margem de manobra para errar. Até na temporada passada, depois de arrancar bem, o leão somou comprometedores empates caseiros que deitaram tudo a perder. A somar a esta inconstância pontual e exibicional estão outros dois problemas graves: a ausência de força dos leões dentro de casa e as lacunas que demoram a ser colmatadas no plantel e principalmente no 11 verde e branco.

Belenenses, um dos oponentes que este ano levou pontos de Alvalade

Belenenses, um dos oponentes que este ano levou pontos de Alvalade

Há alguns anos que é relativamente comum, ver o Sporting desperdiçar com muita frequência pontos caseiros com adversários de qualidade duvidosa. Se fora, os jogos normalmente são mais difíceis e os desperdícios pontuais, aceitáveis, a jogar em Alvalade e com apoio do seu público, um suposto candidato ao título não pode vacilar tanto. Não se trata apenas de perder pontos, trata-se de não ir abaixo à primeira contrariedade e desorganizar-se totalmente como equipa. A forma como os leões penam para criar chances e marcar golos aos adversários contrasta com a maciez que os oponentes encontram, sempre que tentam atacar Rui Patrício. Se os leões têm bola, o jogo ofensivo funciona e estão pressionantes, parecem imparáveis, mas basta a equipa recuar e perder a bola que o tapete verde se estende e com facilidade a baliza leonina fica em perigo. A recepção ao Marítimo é um bom exemplo disso.

Relativamente às lacunas, é uma história antiga que se repete sem resolução ano após ano. Sempre que a equipa entra em campo, há falhas de qualidade gritantes em certas posições que acabam por nunca permitir um equilíbrio geral de força em todo o grupo. Por exemplo, na temporada passada não havia um extremo acima da média e um médio ofensivo, foram problemas sanados, mas este ano não há centrais de qualidade e a defesa joga sobre brasas.

É verdade que ao contrário dos rivais a “sorte” não costuma estar com Sporting, já que é raro o jogo que jogue mal e consiga vencer, em que veja pelo menos os seus golos limpos bem validados – momentos de pura felicidade que nos campos rivais têm ocorrido quase jornada sim, jornada sim. Conhecendo esse retrospecto pouco positivo de decisões corretas a seu favor, principalmente comparando com os felizes rivais diretos, mais os atletas leoninos deviam estar conscientes da necessidade de dar o litro em campo e não adormecer durantes partes do jogo, como é quase tradição em Alvalade.

Que Janeiro traga no mínimo um central de qualidade, o velho William – que jeito daria – e a regularidade prometida que permita aos leões pelo menos discutir o campeonato. É urgente mudar a rota, porque se o trilho se mantiver, para o ano há mais.

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SONY DSCBruno Gomes

One thought on “Pseudo Candidato

  1. Podia dizer muita coisa mas fico-me por esta frase: o teu post é de uma desonestidade intelectual gritante. E nada comum em ti!! Estou certo que foi apenas um lapso!!!

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