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Depois da pálida exibição do Sporting em Guimarães, indiferente ao bom momento que os leões atravessavam até então, Bruno de Carvalho foi feroz nas críticas. Aquele texto redigido no Facebook, apesar de duro foi justo, dado o relaxamento e a atitude – ou falta dela – apresentada pelos atletas leoninos. Contudo o método utilizado, não foi com certeza o mais eficaz. As críticas via rede social caiam muito melhor proferidas apenas dentro do balneário sem a desnecessária exposição pública. Entendo o aviso à navegação de Carvalho, mas é natural que há primeira grande falha dos seus comandados, seja firme internamente mas não os coloque em ponto de mira na praça pública.

Os jogadores sentiram-se afectados e as declarações de alguns deles denotam isso mesmo. Até a postura distante com a qual o presidente verde e branco tem marcado presença no banco de suplentes indicia que as coisas estão diferentes no reino do leão.

Bruno de Carvalho tem tido muitos méritos, mas gerir esta situação não foi um deles. O seu programa na Sporting TV voltou a deixar isso claro. Apesar de se dispor a responder a tudo e tentar ser o mais claro possível, fugiu de muitas questões importantes – fracassos nas contratações por exemplo – e não se conseguiu desembaraçar da incómoda imagem de desagrado entre grupo e presidente.

Se aparentemente saiu derrotado desta situação, a verdade é que junto dos adeptos rapidamente conseguiu reverter a situação com duas decisões que o colocam inteligentemente na mó de cima, precisamente quando atravessava o momento mais complicado deste que assumiu os destinos do Sporting.

A quezília sem nexo com Manuel Fernandes – maior símbolo vivo do Sporting – deu lugar a uma bandeira branca que permitiu unificar os adeptos e recuperar para o convívio do clube um homem que dedicou toda uma vida – por vezes até prejudicando a própria carreira – à causa verde e branca.

Bruno de Carvalho e Manuel Fernandes fizeram as pazes e o presidente do Sporting marcou presença num jantar de homenagem ao eterno capitão dos leões.

Bruno de Carvalho e Manuel Fernandes fizeram as pazes e o presidente do Sporting marcou presença num jantar de homenagem ao eterno capitão dos leões.

Esta acaba por ser uma grande vitória de Bruno de Carvalho, numa das poucas batalhas em que perdia claramente o apoio dos sócios e simpatizantes leoninos. Se a nível emocional e afectivo esta era uma questão de honra para os sportinguistas que ficou muito bem resolvida, outra questão profissional e de futuro ficou debelada e é talvez a mais importante vitória da gestão Bruno de Carvalho.

O acordo com a banca que permitiu aos leões recuperar na íntegra o passe de William Carvalho, Cédric, Carlos Mané, Ricardo Esgaio e ainda resgatar percentagens importantes dos passes de muitos outros jogadores como Adrien Silva, André Carrillo ou Diego Capel é um feito colossal da actual direcção leonina.

Um acto de gestão que chega no timing ideal – num momento delicado ao nível de resultados e após as críticas da direcção ao plantel – e que permite ao Sporting e aos seus jogadores discutirem de forma clara e aberta o futuro das suas relações profissionais.

Os leões possuindo a maior fatia dos passes dos seus atletas, podem negociá-los de forma muito mais rentável para o clube e os jogadores pertencendo exclusivamente ao clube, deixam de estar amarrados aos problemas e guerrilhas entre fundos, empresários, parceiros e o clube a que pertencem, para decidirem o seu futuro de forma mais tranquila, seja rumando a outras paragens ou negociando novos contratos com o emblema de Alvalade.

A recuperação das percentagens dos passes dos atletas leoninos foi uma das principais bandeiras da candidatura de Bruno de Carvalho à presidência leonina e depois de ter chegado primeiro a acordo com a Holdimo, empresa que aceitou receber 20 milhões de euros em acções da Sporting SAD em troca das percentagens de passes de nomes como Tiago Ilori ou Bruma, os leões dão um passo enorme rumo a uma gestão de activos mais independente e lucrativa ao selarem este acordo com a banca. Uma jogada perfeita da direcção leonina, num momento de gestão delicado onde Bruno de Carvalho mostrou compromisso e capacidade negocial para mais uma vez sair por cima.

O facto do presidente leonino não colher simpatia junto dos rivais e da imprensa generalizada é irrelevante já que a sua missão é defender os interesses do Sporting Clube de Portugal, agradando os seus simpatizantes e associados e protegendo os atletas e funcionários do clube, que são, bem-feitas as contas, quem vai para o combate de leão ao peito.

A controvérsia com o ídolo Manuel Fernandes deixou e bem de ser um foco de divisão entre sportinguistas e esta questão dos passes dos atletas vêm reforçar a satisfação dos adeptos com o trabalho da direcção e até melhorar a relação entre o grupo de trabalho e os dirigentes máximos do futebol leonino. Nada como um bom volte-face.

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SONY DSCBruno Gomes

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