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Bruno de Carvalho assinou o tratado de paz com Marco Silva e foi até ao canal dos leões para garantir a continuidade do treinador e negar – ainda que indirectamente – que os ataques públicos de José Eduardo ao jovem técnico representassem o emblema de Alvalade.

Depois de aparentemente criar um conflito sem nexo, Carvalho fez aquilo que se esperava e desmentiu o senhor do catering acenando à continuidade de Marco Silva. A contundência e firmeza nos ataques e críticas que muitas vezes tenho elogiado no presidente do Sporting deram lugar a palavras demasiado meigas e macias para alguém que achincalhou de forma grosseira o treinador mas também o homem Marco Silva e colocou a nu as fragilidades da estrutura de futebol dos leões.

A equipa resistiu à pressão com mérito e Marco Silva acaba por abandonar esta novela por cima, seja pelo apoio dos adeptos, pelos resultados no campo ou pela coerência discursiva com que soube contornar o tema. É evidente que o despedimento do treinador esteve em cima da mesa e que este apenas não caiu devido à pressão dos adeptos e dos bons resultados e graças à ausência dos tais 2 milhões de euros de indeminização.

José Eduardo deveria dedicar-se à arte do catering onde realmente denota grande talento

José Eduardo deveria dedicar-se à arte do catering onde realmente denota grande talento

Com esta ausência de clareza na sua posição e com o fomento de um braço de ferro desnecessário, Bruno de Carvalho sai mal na fotografia e o passo atrás que deu no despedimento do treinador livra-o de abrir uma quase insanável ferida interna. José Eduardo, um defensor acérrimo e alguém próximo do presidente – um “ideológo” do líder leonino – sai publicamente chamuscado numa história para lá de mal contada.

Agora que a paz aparentemente voltou, o que se impõe é perceber até quando.

Será que os reforços de inverno não voltarão a ser foco de tensão? Será a assembleia geral um atestado de força para o afastamento futuro do treinador? Ao mínimo mau resultado não aproveitará a direcção dos leões para afastar o Marco Silva?

Ao certo ninguém sabe mas a verdade é que a relação de confiança está ferida de morte e a menos que se sucedam vitórias em catadupa, dificilmente o ex-timoneiro estorilista ficará em Alvalade muito para além do final desta temporada.

Na minha opinião, a relação treinador/presidente apenas choca por duas questões: maus resultados e jogadores – vendas, compras, castigos e todas as questões que envolvem a gestão destes activos. Tudo o resto são tretas para escamotear o verdadeiro motivo dos desaguisados entre estas duas figuras. A não ser que alguém no seu perfeito juízo acredite que um treinador competente e de futuro como Marco Silva assine um contrato de quatro anos com o Sporting para demitir o presidente e prejudicar o clube…

A ausência de resultados e a criação de erupções internas não só prejudica o Sporting como põe em causa a carreira do próprio treinador. E como não acredito que Marco Silva tenha rumado a Alvalade para criar conflitos e perder deliberadamente aconselho o arrogante José Eduardo a deixar-se de suspeições – sem factos e provas concretas – e a dedicar-se aos tachos e panelas que é para isso que o Sporting lhe paga e ao que parece, muito bem. Se o barco leonino mantiver este rota pacífica pode ser que o clube encontre uma espiral de sucesso e paz, só falta perceber até quando.

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SONY DSCBruno Gomes

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