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Sempre que há troca no comandante do banco azul e branco, cria-se uma expectativa para perceber como a escolha se irá adaptar ao funcionamento da estrutura. Treinadores com uma postura digna, discurso fluído e presença forte, normalmente entram na cabine azul e branca e saem de lá autênticos ratinhos de esgoto que se sujeitam a debitar publicamente tudo aquilo que lhe mandam em off.

É triste ver pessoas que supostamente eram tão frontais, transparentes e pensavam pela própria cabeça, a fazer figuras patéticas e deprimentes apenas por inferioridade hierárquica. Uma coisa é ser solidário com a equipa dirigente e outra é ser moço de recados públicos mesmo que muitas vezes não se esteja de acordo com eles. Para justificar o salário quase que se aluga a alma ao diabo.

No Dragão são vários os exemplos de treinadores calmos, bem-educados que se revertem em arrogantes e duros defensores de causas sem sentido. Até o nome do rival da Luz chegou a ser impronunciável publicamente para alguns. 

Pinto da Costa gosta deste tipo de capacho, o último treinador azul com frontalidade e independência para chocar com ele, acabou afastado depois de uma dobradinha na época de estreia. Desde a saída do holandês Co Adriaanse, o FC Porto nunca mais teve um treinador que recusasse o triste papel público que a defesa dos “superiores interesses do clube” lhe reserva.

Jesualdo Ferreira, sempre tão polido e diplomata, foi um capacho de peso que depois de sofrer na pele a força de bastidores azul, andou anos a defender o “seu” presidente e a negar o Apito Dourado. Vítor Pereira e Villas-Boas foram duas feras portistas prontas a atacar arrogantemente quem não aceitasse a sua postura patética de vitimização clubística. O adeus ao norte, amansou-os e o bicampeão Vítor até aos rivais já abriu as portas…

Paulo Fonseca, pobre coitado, passou do estilo pacato e defensivo para a tradicional agressividade e arrogância que se impõe. As coisas não correram de feição e acabou por morrer na praia, sozinho e com as sandálias da humildade calçadas.

O mais recente caso desta seita de treinadores dá pelo nome de Julen Lopetegui. Um treinador basco que já devia ter ouvido falar certamente de Pinto da Costa, mas que com certeza desconheceria o mito José Maria Pedroto. Mito esse recheado de polémicas e esquemas com amizades e subornos a árbitros, mas que o seu eterno amigo Pinto da Costa, trata sempre de manter vivo com a conivência de uma larga escala de jornalistas desmemoriados.

Mesmo desconhecendo o mito Lopetegui sujeitou-se ridiculamente na última semana a atacar a Federação Portuguesa de Futebol – assim como Porto já tinha feito – por esta na gala do seu centenário não ter premiado o inenarrável Pinto da Costa e o seu Consiglieri José Maria Pedroto.

O jovem treinador espanhol tem sempre um discurso educado e de postura firme, quando perde lembra-se de ataques a equipas de arbitragem e de seguir a cartilha tradicional de capacho do presidente: “Concordo sempre com o meu presidente.” Se continuar com os seus discursos sem nexos e a verbalizar publicamente tudo o que lhe mandam pode ser que se mantenha muito tempo no cargo – falta só juntar mais algumas vitórias à mistura – e que o lambe-botismo compense.

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SONY DSCBruno Gomes

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