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O maior feito das últimas décadas no futebol mundial, foi mais uma vez ignorado nos prémios anuais da FIFA. Desde que “El Cholo” regressou a Espanha para pegar no seu moribundo Atlético de Madrid, os milagres e feitos históricos têm-se sucedido em catadupa, da mesma forma que vão sendo ignorados, por quem supostamente devia premiar os melhores.

Desde que assumiu o banco colchonero, Simeone tem somado títulos ao seu palmarés:

– Na época de chegada conquistou logo a Liga Europa;

– Na temporada seguinte goleou o Chelsea, vencedor da Liga dos Campeões e conquistou a Supertaça Europeia; A Taça do Rei ganha frente ao Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu – os rojiblancos não venciam esta competição há 17 anos e há 14 não ganhavam aos rivais! – foi a cereja no topo do bolo da temporada 2012/2013;

– Na última época, o Atlético conseguiu o impensável e depois de 18 anos de jejum quebrou a hegemonia de Barça e Real, conquistando o campeão espanhol na última jornada em pleno Camp Nou. Na Europa os rojiblancos estiveram a um minuto de vencer a Liga dos Campeões mas a felicidade de Sérgio Ramos nos descontos de jogo derrubaram injustamente os combativos colchoneros.

– Esta temporada Tiago e companhia já venceram a Supertaça Espanhola, um troféu que fugia ao clube há 29 anos!

Os colchoneros em festa, após mais um título, tem sido uma constante desde o regresso de Diego Simeone

Os colchoneros em festa, após mais um título, tem sido uma constante desde o regresso de Diego Simeone

Com um orçamento infinitamente inferior aos rivais, e com um plantel repleto de jogadores experientes e de qualidade mas que pareciam não passar do medianismo, o Atlético voltou a ser grande e a ombrear com os tubarões espanhóis e europeus. Quem diria que atletas quase estagnados como Gabi, Juanfran, Raul Garcia ou Tiago chegariam ao nível elevadíssimo em que se encontram? Isto para não falar da evidente evolução que nomes como Miranda, Filipe Luís ou Diego Costa tiveram graças ao trabalho de Simeone. O emblema de Enrique Cerezo aproveitou o bom momento para encher os cofres e tem conseguido reforçar a equipa com nomes atrativos que há poucos anos seriam praticamente inalcançáveis para a realidade do conjunto madrileno.

Vivemos num mundo onde a imagem, o nome, a marca e acima de tudo a popularidade contam muito. No mercado da bola não é diferente. Só assim se entende que o pobre Atlético mesmo sendo campeão, e batendo frequentemente o pé ao rival de Madrid – só esta época em 5 jogos venceu 3 e empatou 2 – tenha sido quase ostracizado nos prémios do futebol espanhol. A FIFA como é seu apanágio em relação à armada colchonera, ignorou o determinante Godín para dar espaço ao inenarrável David Luiz – o uruguaio mesmo sem ser nenhum sex symbol ou rei das redes sociais foi até mais eficiente e regular que outros vencedores de posição como Thiago Silva ou Sérgio Ramos. A opção por Iniesta em detrimento do jovem Koke é outro disparate que só merece reprovação.

Contudo, a maior injustiça tem sido o esquecimento a que Simeone tem sido submetido nestes prémios. Este ano depois de anos a ser ignorado lá foi chamado para figurar entre os finalistas e mesmo depois de mais um brilharete acabou longe do prémio final.

Admirava o estilo impetuoso e aguerrido do ex internacional argentino e admiro a forma como conseguiu incutir essa vibração aos seus jogadores, mas acima de tudo gosto de sentir que mesmo sendo inferiores aos rivais – são os próprios que admitem isso – os rapazes colchoneros com muita organização, trabalho e dedicação conseguem ombrear com qualquer rival.

Esta equipa não tem a técnica nem o requinte do Barça de Guardiola, mas tem a fibra de que são feitos os sonhos. Não tendo a qualidade e o dom dos outros têm na força do trabalho e na qualidade humana um diferencial que os faz dedicarem-se sem vedetismo e com humildade à difícil missão que lhes é confiada.

Muitas vezes pensamos que os atletas de alta competição são máquinas – alguns andam lá perto – mas por trás de qualquer talento está sempre um homem, que deve ter valor, carácter, ser trabalhador, solidário e dedicado, caso contrário, dificilmente atingirá o sucesso.

Numa era em que se valoriza cada vez mais os feitos individuais e o mediatismo de cada atleta acabamos por nos esquecer que para competir são precisos onze homens em campo e o sucesso não está só ao alcance dos que são mais excêntricos ou bem assessorados.

Será difícil para quem gosta realmente de futebol, presenciar feitos tão inesperados como aqueles que o grupo de Simeone tem conseguido. Obrigado “Cholo” por nos fazeres acreditar que com gente séria e trabalhadora ainda se pode fazer muito com pouco.

PS: Sigam o link – http://on.fb.me/1z3CQdh – e recebam uma fantástica aula de sabedoria futebolista pela mão de Diego Simeone

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SONY DSCBruno Gomes

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