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Os derbys são sempre jogos especiais, emotivos e que naturalmente despertam uma paixão e um apelo mediático sem precedentes. Contudo como já defendo aqui há algum tempo não são este tipo de jogos que decidem campeonatos de nível baixo como o português. Tendo em conta as características da nossa liga – onde os grandes passam 90% do campeonato a jogar contra autocarros sem ambição em busca do pontinho – os clássicos acabam por ser decisivos, apenas e só, quando os rivais conseguem manter alguma regularidade ao longo da prova.

Ao contrário da época passada, onde o Sporting foi à Luz a dois pontos do Benfica, este ano a diferença pontual é muito grande e uma vitória dos leões apenas reduz a distância para 4 pontos – na última temporada depois de vencer o derby os encarnados ficaram com 5 pontos de avanço e sentenciaram a liga.

Para o Benfica a viagem a Alvalade é provavelmente a deslocação mais difícil até ao final da liga mas sendo um desafio muito complicado está longe de ser decisivo. Mesmo em caso de derrota as águias mantém uma diferença considerável para os leões e até para o FC Porto, sem contar com a vantagem no confronto directo depois da vitória no Dragão.

Do outro lado a história é diferente. Os leões têm encetado uma recuperação nos últimos jogos que lhes permitiu cimentar o terceiro lugar e neste momento com o segundo lugar a apenas um ponto e com a esperança de ainda terem uma palavra a dizer na luta pelo título, estão impedidos de perder pontos.

Por mais que a imprensa queira, naturalmente, fazer deste jogo o confronto do ano e uma partida decisiva, o derby de Lisboa esta época, não vale muito mais do que um jogo comum.

Por muito que leões e dragões tenham ambição para destronar o Benfica, a margem de erro dos rivais dos encarnados, ao contrário da do actual campeão nacional, é muito curta. As águias têm a faca e o queijo na mão e por mais que Sporting e Porto façam um final de época soberbo, o Benfica só perde este título para ele mesmo.

Jorge Jesus sabe isso e depois da experiência traumática de perder dois títulos quase de bandeja para o Porto de Vítor Pereira não vai facilitar estar temporada. O treinador encarnado deve encarar o jogo da forma organizada e matreira como venceu no Dragão e por muito que insista na lenga-lenga de que não sabe se Gaitán estará em condições, é evidente que vai lançar o argentino. Em quase todos os grandes jogos Jesus faz este cansativo choradinho em relação aos seus jogadores e acabou sempre por colocá-los em campo.

Veremos o que nos traz o grande jogo de amanhã, mas com a certeza de que aconteça o que acontecer, este jogo não vale mais do que pinners.

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SONY DSCBruno Gomes

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