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Desde que o clube sofreu uma profunda transformação após as eleições de 2013, os adeptos do Sporting têm manifestado um apoio inequívoco à sua equipa e aos seus jogadores, marcando presença em todos os jogos do Sporting, seja onde for, de forma massiva.

Mas a verdade é que começam também a ficar cansados da instabilidade interna que teima em minar o futuro do clube e em comprometer os seus objectivos. Os chamados “casos” são um problema sem fim em Alvalade e tornaram-se já num quadro endémico que nem Bruno de Carvalho parece ser capaz de erradicar.

Apesar de uma inegável maior coesão interna, os leões continuam a não ser um clube fechado sobre si mesmo, unido, e mantêm uma propensão inacreditável para o suicídio. O caso Marco Silva demonstrou isso mesmo e as constantes fugas de informação para a imprensa sustentam a mesma tese.

Persistindo num erro do passado recente, o Sporting continua a servir-se da imprensa para veicular informações que na maior parte das vezes potenciam a divisão do clube. Quando não potenciam, são simplesmente inúteis para o rendimento da equipa e acima de tudo demonstradores da promiscuidade dos seus dirigentes com os órgãos de comunicação social que deles e do clube se servem.

Sobre Jefferson, não vou entrar sequer nos fanatismos do costume, ora para atacar a direcção do clube porque se assim não fosse até pareceria mal, ora para atacar os jogadores porque afinal de contas eles são todos «uma cambada de mercenários».

Acima de tudo o que retenho de mais este caso disciplinar no Sporting é que a ideia de Bruno de Carvalho de que indo para o banco teria o controlo total do balneário, à luz dos factos até agora ocorridos nestes quase dois anos, objectivamente não surtiu efeito. Já aqui defendi que estava na altura do Presidente sair do banco e que este modelo, apesar de lógico numa fase inicial dada a rebaldaria que grassava em Alvalade, está completamente ultrapassado e não faz sentido na realidade do futebol actual.

O que aconteceu foi que BdC entrou no balneário como um amigo e um aliado, o tal líder que faltava para proteger e blindar o plantel, mas rapidamente se transformou numa espécie de espião indesejado do grupo, muito graças aos complexos processos de renovações com os principais jogadores do clube.

Um dirigente que tem de tomar decisões e, por exemplo, contrariar as aspirações dos seus funcionários de serem melhor remunerados, não pode depois sentar-se no banco de suplentes e ser o melhor amigo dos seus jogadores. A intenção do presidente do Sporting ao ir para o banco teve por isso o efeito contrário ao que pretendia, tendo perdido o respeito (independentemente de os jogadores terem a obrigação de o dever ao seu líder) de uma boa parte dos jogadores.

Com Augusto Inácio de forma permanente ao lado do plantel, Bruno de Carvalho terá forçosamente de se afastar do grupo e sair do banco de suplentes para gerir de forma mais eficaz a sua própria liderança, que toda a gente já percebeu que não será facilmente posta em causa.

Neste caso concreto com Jefferson, o Presidente do Sporting fez bem (ainda que por impedimento, que o blackout tenha servido para alguma coisa) em não reagir e salvaguardar dessa forma, dentro do possível, a estabilidade e o foco da equipa para o jogo com o Wolfsburgo. Até porque, a confirmar-se a versão veiculada pela imprensa, a razão está evidentemente do lado do clube e o lateral brasileiro merecerá obviamente um duro processo disciplinar por achar que o presidente tinha obrigação de o ter vendido só porque ia ganhar 4 ou 10 vezes mais.

A conversa do “tem contrato com o clube e só tem de o respeitar”, por mais que já chateie, é a única resposta que pode ser dada a este tipo de casos, mas também não deixa de ser verdade que o clube de Alvalade deve repensar a sua gestão desportiva e particularmente Bruno de Carvalho o seu diálogo com as principais estrelas da sua equipa.

São casos a mais num clube a precisar de estabilidade como do pão para a boca. Para continuar a defender os interesses do Sporting como tem feito em muitas outras situações, Bruno de Carvalho tem de saltar do banco para os bastidores. Comandando na sombra, o líder leonino será certamente muito mais eficaz a varrer estes casos do que na luz das objectivas, como tanto gosta.

Ps – A queda do Sporting na Liga Europa não deixa de ser uma desilusão, é verdade – sobretudo pela exibição de ontem à noite, pelo esforço da equipa. Mas as declarações dos jogadores leoninos no final do jogo, falando em “consciência tranquila” e “demos tudo” merecem um reparo e uma análise interna da estrutura, até porque convém lembrar que uma eliminatória tem duas partes e na primeira, disputada na Alemanha, a equipa cometeu demasiados erros que impedem que se fale em injustiça. Foi digna, apresentou qualidade, mas os vários fracassos europeus do clube nos últimos anos já mostraram que isso não chega.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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