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Mourinho sempre foi um inovador, um homem de desafios impossíveis que só a sua própria mestria conseguia dobrar. Dessa forma venceu uma Liga dos Campeões com um FC Porto repleto de portugueses e de custo quase nulo, com mesma perícia revolucionou a Premier League na sua primeira passagem pelo Chelsea e fez o autêntico milagre de tornar o Inter de Milão no vencedor da edição de 2010 da Champions League.

À capacidade negocial, liderança de ferro e inovação táctica, o Special One nunca dispensou juntar os famosos mind-games, que podem parecer inúteis mas muitas vezes acabam por se tornar imprescindíveis.

Nos últimos anos, o setubalense não tem ganho tanto como de costume e apesar de ser uma situação natural – não se pode ganhar sempre – continua a mostrar um terrível mal perder que sempre condenei ao longo da sua carreira.

O Mourinho aventureiro e calculista tem dado lugar a um conservador ultra inofensivo que aposta tudo numa defesa de betão e na força das bolas paradas. Contudo acima dos autocarros está o talento e uma equipa com artistas de primeira craveira se juntar organização à capacidade individual estará sempre mais perto da vitória. Foi assim que Dortmund, Atlético de Madrid e PSG despacharam nos últimos anos de forma contundente e justa as equipas do Special One da Liga dos Campeões.

Este ano Mou foi massacrado em Paris e valeu-lhe São Courtois. Na antevisão do duelo em Londres, ao classificar a equipa francesa como mais agressiva do que equipas da terceira divisão inglesa e pedir atenção redobrada do árbitro, Mou acabou por “encomendar” antecipadamente a patética expulsão de Ibrahimovic. O holandês Bjorn Kuipers, pressionado pelos 11 bebés londrinos – parecia o Porto dos anos 90 – fez-lhe a vontade e de bonús ainda manteve milagrosamente Diego Costa em campo até ao final do encontro.

Com todo este contexto favorável e estando três vezes em vantagem na eliminatória o que se pedia a uma equipa com o talento de Hazard, Fabregas, Willian, Oscar, ou Cuadrado – já devem ter saudades de Salah- é que domine o adversário, crie chances de golo ou em última instância pelo menos controle a partida e deixe o tempo passar.

O Chelsea fugiu de tudo isso e limitou-se a esperar a magia solitária de Eden Hazard. No lado contrário o PSG mesmo com 10 segurou o jogo, foi agressivo, acutilante e acabou por merecer a felicidade que encontrou. Uma oportunidade única para vencer um troféu europeu com os blues que Mou com certeza vai lamentar.

Mind games acompanhados de futebol tão rudimentar normalmente dão pouco resultado e no final da partida criticar a equipa de arbitragem em vez de assumir a culpa total e inequívoca de tão redondo fracasso, só ajuda a cultivar a enorme fama de mau perdedor. Com o investimento que tem tido e com o plantel que tem, está na hora de acabar com as picardias do costume e colocar a equipa na senda das boas exibições do início da época para que na próxima temporada, o Chelsea possa ser um dos principais candidatos à vitória na Champions. A forma recente dos comandados de Mourinho caiu muito, chega de falar, está na hora de arregaçar as mangas e reencontrar o rumo, sem guerras de palavras e com a qualidade futebolística que um plantel destes exige.

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SONY DSCBruno Gomes

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