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Na última sexta-feira o Sporting realizou um treino aberto em Alvalade que contou com a presença dos adeptos. Três felizardos tiveram mesmo uma oportunidade de dividir o campo com os artistas e participar do treino como se de jovens em captação se tratassem.

Ao observar a convocatória de Fernando Santos para os confrontos com a Sérvia e Cabo Verde e perceber que os únicos avançados de raiz convocados foram Hugo Almeida e Éder fiquei com vontade de pedir à FPF que copiasse o Sporting e realiza-se uns treinos de captação para encontrar um ponta de lança a sério. Hugo Almeida é o eterno suplente da selecção que devido à ausência de opções figura há anos na equipa nacional e vai quase involuntariamente acumulando minutos. Éder não é titular em Braga desde dezembro e o seu histórico na seleção é tudo menos famoso.

A ausência quase total de um ponta de lança digno desse nome na equipa das quinas e a quantidade de trintões que povoam a selecção nacional, só demonstram a nossa limitada aposta na formação que quase milagrosamente vai dando frutos, que mesmo assim não conseguem resolver as carências de certas posições. O bom e velho 9 nas últimas décadas tem sido um item escasso no mercado da bola nacional e no panorama actual apenas dois nomes parecem ser opções interessantes para resolver o problema: Gonçalo Paciência e André Silva.

Curiosamente dois jogadores ligados ao FC Porto, que nos quadros para a mesma posição tem Jackson, Aboubakar e Ghilas: todos contratados a peso de ouro e com muito mais hipóteses de ter minutos nas pernas do que estes dois rapazes.

É urgente alterar as regras do jogo e definir um limite de estrangeiros nos plantéis e nos onzes de cada equipa nacional. É importante que os clubes abandonem os fundos e as fantasias de milhões que anualmente entram nos bolsos de alguns – fugindo aos cofres institucionais – e deixam os emblemas viciados a um esquema que os obriga a valorizar os atletas de outros e a fechar as portas aos talentos que só precisam de uma oportunidade. O caso Bernardo Silva é apenas reflexo disso mesmo.

No passado a seleção nacional dependia – actualmente ainda é assim – quase exclusivamente da formação do Sporting. Na maioria dos casos devido à ausência de promessas de qualidade das outras formações. Hoje em dia já não é assim. Benfica e Porto têm muito talento precoce que necessita de ser bem lapidado e ter chances de crescer e mostrar serviço. A diferença hoje está entre dar ou não oportunidades no futebol profissional porque qualidade existe com fartura.

É urgente repensar o modelo de planeamento competitivo de provas como a Taça da Liga e o Campeonato Nacional para que o talento português tenha espaço de progressão e não veja a sua progressão travada por algum estrangeiro sem qualidade. Se a pro-actividade não imperar e continuarmos sem apresentar propostas concretas, no futuro as lacunas posicionais vão se alastrar ao resto do campo e em vez de um podemos ter simultaneamente vários atletas do gabarito de Hugo Almeida em campo durante mais de uma década, com papel de destaque, na equipa supostamente mais forte do país.

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SONY DSCBruno Gomes

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