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2014/15 ainda não acabou e já se fazem planos e projecções quanto aos plantéis dos três grandes para a próxima temporada. Nem podia ser de outra maneira, afinal estamos já na reta final dos campeonatos e o mercado há muito que já mexe. Janeiro, como de costume, deu o pontapé de saída nestas movimentações.

No Sporting, Bruno de Carvalho, em recente entrevista, revelou que dentro de pouco tempo se iria reunir com Marco Silva, tendo em vista a reconstrução do plantel para o próximo ano. Nada de especialmente preocupante, se estivermos a falar apenas de conversas preliminares, e partindo do pressuposto que o trabalho de base já começou a ser feito pelo presidente dos leões e por Augusto Inácio.

Escreve-se quase em catadupa sobre uma alegada “revolução” no plantel leonino no mercado de verão, meio que sugerida pela imprensa desportiva, meio que engendrada por agentes e empresários. Sempre tendo como argumento uma prestação aquém da equipa de Marco Silva nesta temporada, atiram-se nomes e mais nomes para o assador de prescritos de Alvalade. Um disparate.

Já foi mais que explorada a ideia de que comparar a prestação do Sporting de Marco Silva com o de Leonardo Jardim é tremendamente injusto e desonesto, e é verdade, pelo que defender uma nova transformação numa equipa construída há nem dois anos é incompreensível. Que sentido é que faz apontar à porta de saída a espinha dorsal de uma equipa com enorme potencial e que, depois de 2012/13, devolveu o Sporting ao patamar competitivo que lhe pertence?

É claro que os leões terão de vender, terão de se desfazer de unidades dispendiosas que não oferecem retorno ao clube, mas conservar, proteger e blindar os seus principais jogadores é o único caminho possível para construir uma equipa campeã. E que possivelmente não atingirá a glória já na próxima temporada.

Com FC Porto e Benfica ainda protegidos pela redoma do crédito fácil e do endividamento, e por isso com acesso aos novos craques do futebol mundial a que o Sporting não consegue chegar, é obrigatório que Bruno de Carvalho entenda a urgência e importância de conservar os melhores, de manter os que tem. De os proteger, de os “mimar”, de os valorizar.

Num mundo perfeito, o ideal seria conservar Rui Patrício, Jefferson, Cédric, William Carvalho, Carrillo e Slimani. Num mundo realista, rever os contratos de Tobias Figueiredo, Paulo Oliveira e João Mário, assim como renovar com Carrillo, é “para ontem”, como dizem os brasileiros.

É que ainda que não consiga contratar Martins Indis, Casemiros, Brahimis, Gaitáns e Jackson Martínez’s, o Sporting consegue formar alguns jogadores de classe. Tamanha “sorte”:) não pode ser desperdiçada à toa.

Porque depois de ver Ilori, Dier e Rojo fugirem, o pesadelo de contar com uma dupla de centrais formada por Maurício e Naby Sarr continua bem vivo. Como toda a gente merece uma segunda oportunidade, Paulo Oliveira e Tobias Figueiredo são duas “dádivas divinas” que merecem ser protegidas.

No meio-campo, William Carvalho é, e apesar de todas as críticas, o melhor jogador do Sporting (tirando já Nani destas contas). Diferencia-se dos seus colegas, não pela atitude, mas pela classe e capacidade técnica acima da média, num plantel em que, apesar de tudo, a categoria não abunda.

A sua saída só se justifica por valores bem acima daqueles a que o Sporting se tem habituado a vender, caso contrário seria sempre preferível apostar na venda de um conjunto de jogadores dispensáveis. Naby-Sarr, Rossel, André Martins, Diego Capel e Fredy Montero estão neste momento sem espaço no Sporting e encontrar-lhes destino é igualmente premente.

Agora, se de uma assentada os leões perdessem jogadores como Rui Patrício, Jefferson, Cédric, William, Adrien e Slimani, honestamente alguém poderia acreditar no título na próxima temporada? Será natural perder um ou dois destes elementos, mas falar em razia é assumir que se parte do zero em 2015/16. Acreditar ainda que Wallyson, Esgaio, Ryan Gauld, Iuri Medeiros, Matheus Pereira e Diego Rubio poderiam cobrir estas saídas com rendimento imediato seria então nova prova de ingenuidade no universo leonino.

Estes seis novos craques têm de facto valor e merecem ser integrados na pré-época, nenhuma dúvida sobre isso, mas nenhum deles conseguirá, à partida, ser melhor que qualquer craque contratado por Benfica e FC Porto por vários milhões de euros.  A história tem-no provado.

Isto para dizer que a atual equipa do Sporting tem valor. Parti-la ao meio para 2015/16, como se habituou a fazer ao longo destes mais de 10 anos, seria um erro. O problema não está nesta base, mas sim na que falta. Se neste momento não existem alternativas no banco, os miúdos da equipa B podem realmente oferecer soluções que Marco Silva atualmente não dispõe. Mas são precisas 2/3 estrelas que tragam vitórias ao Sporting pela base do talento e da técnica, que desfaçam pela qualidade do seu futebol os empates que algumas das atuais peças não foram capazes de quebrar.

Mas não mais do que isso. Para 2015/16, contratar camiões de jogadores está fora de questão. Uma vez mais: 2/3 jogadores a contratar, não mais. Se nestes verdadeiros reforços se gastarem valores razoáveis e condizentes com o mercado, o resto que sobrar só pode ir para o destino já enunciado: renovações. Garantir Ewerton (boa aposta), rever já contratos de Tobias, Paulo Oliveira e João Mário e renovar com Cédric e Andre Carrillo. Simples.

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???????????????????????????????André Cunha Oliveira

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