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Na análise homem/mulher prefiro sempre algo que fuja aos clichés habituais. Não creio que ninguém seja igual a ninguém apenas por partilhar o mesmo género sexual.

O que separa as águas entre os seres humanos acaba por ser sempre a forma como as suas características pessoais se moldam à educação e aos processos de aprendizagem de que são alvo. Obviamente que as questões de género são aqui, intrinsecamente características individuais, afinal apesar dos géneros não indiciarem igualdade entre pessoas, é evidente que existem características em comum.

Enquanto homem incomodam-me as costumeiras frases feitas: “Ah os homens são todos iguais”, “Os homens traem mais que as mulheres” ou “Os homens protegem-se uns aos outros”. A sociedade está enraizada de uma forma que este tipo de afirmação se transforma quase numa realidade indesmentível que foi sendo alimentada ao longo de anos a fio com a velha teoria de que uma mentira tantas vezes contada se torna verdade.

Os homens obviamente têm características em comum, mas estão longe de ser todos iguais. Não sei se traem mais ou menos que as mulheres – pessoalmente até acredito que seja ela por ela – mas parece-me que do sexo masculino se espera sempre o pior e é muito mais aceitável a infidelidade masculina do que feminina, quando na realidade ela se equivale mas talvez nas mulheres seja algo mais discreto e até oculto – até porque infelizmente ainda vivemos num mundo onde um homem que age dessa forma cultiva uma imagem simpática se comparada com a de mulher que tenha o mesmo comportamento.

A propalada protecção que os homens dispensam uns aos outros trata-se apenas de amizade, algo perfeitamente natural e que ocorre no mundo feminino sem que seja injustamente alvo de críticas.

As questões que tantas vezes um género critica no outro, acabam por ser na generalidade similares mas com particularidades diferentes. Não defendo nunca a total igualdade entre géneros, afinal cada um tem características próprias que o outro nunca poderá igualar, mas é evidente que a diferença de tratamento na grande maioria das questões é um erro que não pode continuar a ser cultivado – os exemplos que citei acima são sinónimos disso.

Somos todos iguais e simultaneamente diferentes, porque temos feitios, personalidades, vivências, estilos educacionais e personalidades diferentes. As questões de género fazem diferença mas não são aquilo que mais nos define enquanto pessoas.

Prefiro acredita que o ser humano vive de sentimentos – quando deixamos de sentir, deixamos de existir e abdicamos de viver- e só temos formas muito diferentes de sentir.

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SONY DSCBruno Gomes

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